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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quase nada,

   Olha só a menina, ali, sentada no banquinho da praça, observando os pássaros e inalando a poluição, não a química, poluição cultural que teus pais lhe transmitem, e pra quando chegar em casa acreditar em toda a farsa que os mentirosos de terno e gravata vão contar. Aprender a ser quem não devia, a querer usar o que não precisa, e disso tudo, o que sobra é a dignidade que eles dizem ter quando abraçam um bebê.

   Pra quando crescer, aprender que o mundo se resume a subir e crescer, pisar e provavelmente não lembrar nem de quem te deu de mamar. Quem dera ver o filho crescer, sabendo que pra sonhar tem que crer, caindo e no fim levantar rindo, que fé não é tudo mas que sem ela não se pode ser nada.

   Ouvir teu irmão no telefone, conversando e discutindo, namorada chata que não deixa o coitado continuar dormindo, ser criança, não acordar pra toda essa vida insensata que mais parece aquela nossa tia chata, que te aperta e sufoca. Falta liberdade! E se a paz não me deixa escolha, fujo do campo e volto pra cidade, pra no fim poder dormir cansado, apenas se for com alguém abraçado.

   Quase nada sobrou, mais essa ano que passou, essa nossa vida que continuou, as lágrimas já secaram e  sobrou apenas o sal, que clareia a pele e faz alguém ver, que como você ela sangra. Sob o céu estrelado, escutando a melodia perfeita com a alma acesa e deitados num véu azul turquesa, o som do espaço que nos faz viajar, nos lembrando o barulho do mar.

   Há tempo não paro pra me expressar, me arrasto deitado, longe do alto, me derrubaram e vão continuar, e mesmo assim preciso levantar, preciso caminhar. Cada acontecimento no tempo ideal, amaldiçôo esqueço e faço valer cada atitude irreal, se for assim que deve ser feito, vou fazer de tudo pra esquecer que um dia errei, pra poder tentar até até conseguir acertar, porque do amor, foi feito um sonho, e desse sonho me foi feito a esperança de um dia amar sem medo de errar, e ser amado por alguém que não tem medo de me falar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

luzes acesas.

   Dia de chuva, cedo levanta otimista acorda, e como numa bomba tudo fica claro, seus sonhos não deram certo, seus amigos vão embora e sua família está ausente, sua base dessa vez parece ceder, a parte que considerava mais importante começa a trincar, e o brilho se apaga como uma lâmpada na chuva.

   Fica difícil querer lutar, todos eles querendo te derrubar, os que parecem querer ajudar são os que mais lhe tiram o ar. As pernas já não tem a mesma força de antes, o sonhos já não representa o futuro tão certo, e a minha base agora parece ser apenas eu, o amor não correspondeu, a vida mais uma chance lhe deu, e esqueceu que em casos como esses, tudo não depende só de você.

   Olho para o alto, faço orações, gotas caem em minha face e procuro um lugar onde eu possa me aconchegar, não aguento mais, o barulho, as luzes, as pessoas, gostaria de um lugar, onde minha amizade seria a música, e meu sonho... já não exista mais. E são todos os lados opostos de uma vida, conturbada na maioria das vezes, e sorridente apenas quando as luzes acendem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

seus maiores medos,

   Não está mais baseado no que quero ou devo ser, no meu tamanho comparado a quem está do meu lado. Posso perder meu lugar ao sol, meu banco de praça e até meu amor próprio, se tudo o que me faz levitar está baseado no que nunca foi preciso alcançar.

   É tudo uma estrutura, não é fácil identificar cada uma delas, sob todo esse sistema, criado e projetado para nos derrubar, e faz pensar quem cai, que a vida é uma rotina, e o sopro de vida que continham os joven, vemos queimados em labaredas escuras, tanto quanto o cabelo nazista do inimigo.

   Não é o que eu deixo de fazer que corresponde ao que eu sou, assim como pensamentos são a prova de balas, armas em punho, contra o monstro idealista, minha mente carregada com munição, apoiado em minha base, família, amigos.. amor. Até o início do ano tinha o plano para ser um, hoje termino sendo vários, dois, e tudo, menos sozinho. E se pedirem para que me ajoelhe, que o pelotão faça seu trabalho, pois contra uma parede de tijolos, ideais são como tanques de guerra, ao menos, a minha base não cederá.

E o meu podi de chegada, tem abraços de amigos e beijos de namorada.

sábado, 4 de dezembro de 2010

esboço de românce.

   Ainda gosto de ouvir as mesmas músicas, mas não que escutava, só me faziam bem as que você ouvia. Lembra de quando ouviram uma juntos, cabeça com cabeça, os dois corações no mesmo sentido ritimado da música, e por mais que parecesse brincadeira, ambos sabiam que aquilo significava mais, mas não era necessário comentar, tinham certeza de que o outro sabia.

   As minha idéias fluem, assim que me afasto de você, a perturbação volta a qualquer movimento para trás, e seguindo cada passo vamos juntos, de coração trocado, seguimos lutando sobre o sangue de cada punho. Amo quando mente sentir saudades, me faz crer que é real, talvez não seja a minha real face, a honesta, de qualquer forma, com o teu olhar, seria difícil no miníno não delirar.

   Talvez a grandeza que pedi não tenha sido a mesma que atingiu, talvez seja necessário alguém com cursos parecidos, para não ter de separar as mãos por conta de uma separação de caminhos. E por mais que me magoe, sempre estarão a minha disposição, cada música que ouvi, e lembrando de você me fazem bater o coração.

   E talvez após tanta dúvida, aquela folha que por sorte pude ver e tirar do teu cabelo, não tenha caído em vão, não tenha sido só parte de um sentimento finito, sem realidade. Aquela música que nos acompanhava, que se torne um símbolo do quão felizes fomos, e do quão ainda podemos ser, como as canções e as palavras.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

minha base.

   Parado aqui pensando, a chuva la fora caindo e na sua vida as pessoas entrando e saindo. É deprimente, invade a minha mente, e toda a nossa história retratada numa corrente, um amor, que visto de cima mais parece transparente. Não tenho tanto tempo, não da pra passar assim para a próxima linha, quero valorizar cada palavra, não importa qual sejam, é com elas que posso mais, me ajudam a respirar, feita da paixão de muita gente, cabe a quem quiser entender que a única coisa que faço é escrever.

   Chorei, cada lágrima percorrida em sua face, o sorriso estampado no rosto de cada um, fecham um circulo eterno, não é necessário dar a mãos, é só mais uma fase que se fecha, um engano pensar que o futuro está sempre distante. Cada passo meu, devo a cada apoio de cada ombro, cada história, cada riso e mágoa compartilhada, só fazem ser mais eterno meu louvor e agradecimento a cada um que tive a sorte de ter em minha vida.

   Pela primeira vez me faltam palavras, simples demais para descrever algo tão complexo, corroe a tristeza e materializa minha felicidade. Foi cada momento que vivi, cada lágrima que deixei cair, cada sorriso... Deixo minha herança, essa que não é muita, se limita a abraços e conselhos, mas garanto que cada um será mais sincero e verdadeiro que qualquer dinheiro ou pedra preciosa.
 
   Sei que o tempo vai passar, as agendas vão lotar, e tudo vai mudar. Mas sei que minha gratidão vai durar mais que todo o tempo que nos distância,  só tenho a agradecer, se a vida teve sabor, se um dia soube o que é amor, não há dúvidas que foi graças a vocês.
 
"Porque nada, jamais, substituirá o companheiro perdido. Velhos camaradas não se criam. Não há nada que valha o tesouro de tanta recordação comum, de tantas horas más vividas juntamente, de tantas zangas e reconciliações, de tantos movimentos de coração. Estas amizades não se refazem, não se refazem..."
 
Obrigado amigos!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

are u happy today?

   Talvez estejamos em tempos, divididos por bases, como estrofes em uma redação, início meio e fim, fica difiícil pensar, e quando da tempo ninguém pensa em perdoar. Mas e se o perdão só depender de você, e se todas as noites em claro não passarem de uma culpa passada, diferente de filmes, esse meu Deus não é cruscificador nem classificador, ajoelho no milho, me deixa como o pai deixa o filho, castigo talvez fosse ordem de não deixar esquecer, ou nos fazer pensar sobre como as coisas devem ser.

   Desordenada é a mente de todos, não adianta ter raiva do tempo, esse que não te deixa escolha, não te deixa amigos, não te deixa calor. Em meio a todo esse inverno, imagino que solidão alguma me tira as lembranças, cada abraço apertado, cada riso dado, cada sinal de amor repassado.

   Todas as promessas, todas imagens, tudo. Você, frio e insensato, é o mais sensato de todos, porque ja tivera vivido isso, as pessoas se esquecem, as agendas lotadas nos faz esquecer, a importância do que foi passado, é difícil lutar contra as setas, contra sua bateria, aquele que num girar de engrenagem te esfaqueia pelas costas, as vezes mesmo que sem querer, o chamo de inevitável.

   Cabe só a nós lutar, pra que exista uma esperança, pra que no mínimo possa contar aos próximos, o quanto seres humanos lhe fizeram feliz, assim como você, ninguém trouxe mais sorrisos que os próprios vindos de outros rostos, cabe a cada um, pensar, realizar, sonhar, acordar, porque pra levitar você pode não precisar de asas, entrego, confio e aceito. Cabe a mim decidir o que vai ser, se tudo que quero deve ou não permanecer assim, teus pais dizem que não, que tudo se perde, e sem qualquer pressuposto; as pessoas não conseguem e por isso dizem que você não vai conseguir, mas se você tem um sonho, tem que correr atrás, fazendo do ponto final o silêncio dos outros, e pra você, o sucesso que deve se estampar no rosto.


e é quando me encontro, descubro que o divertido é se perder, bem acompanhado, e você?... (:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

são minhas paixões,

   Por que não transcrever minha primeira pessoa hoje, que se inunda de satisfação em ter o tempo contra minha vontade. Talvez assim, posso eu saber aproveitar melhor cada minuto passado, sentindo a secreção de minhas vitórias e angústias, traduzidas em cicatrizes na pele de meu rosto. E quando a gente mais pensa descobrir o que significa amor, mais a gente se perde nessa dor, então que seja a incógnita da minha vida, deixe de ser um temor pra mais se parecer o que sempre deveria ser.

   O tempo como deveria ser, não foi a nosso favor, mas o amor como não deveria fazer, fez-nos juntos com louvor. Com todo esse tempo que parece conturbado, vou deixar o coração se desenvolver sustentavelmente, usar de materias que não degradem minha natureza e não extinguão meus recursos, estes que me fazem ter energia em continuar a viver, continuar a andar, energia que sempre me faz levantar.

   Parei de me apoiar no egoísmo, talvez tenha perdido todo o meu equilíbrio, as risadas descontroladas mostram isso, a realidade é que estou desesperado,  toda a situação só traduz a imagem de alguém viciado, não porque quis perder minha imagem, me perdi sem querer em suas madeixas, a cegueira me atingiu e me deixei guiar pelo castanho escuro de teus olhos, e diferente de qualquer poeta, não vejo sabor doce em teus beijos, assim como na água não sinto gosto, porém assim como nesta, a vida surge desta dádiva.

domingo, 31 de outubro de 2010

o que eles querem.

   Nascer, viver e morrer, a vida tão hilária quando vista do auto, em teu semblante sorriso a vida se passa tão mais rápida, na tranqüilidade da repetição diária, encontrar o habitual que toma o nosso tempo com armas em punho, verdade seja dita, para encontrar os culpados por quê não admirar o espelho?

   As perspectivas de uma mente jovem, à procura da senhora felicidade, num devaneio da pura sensibilidade, feito flores que planam após desprender-se da árvore, o vento lhe sopra os cílios incomodando a retina, e fazendo-a piscar de forma lenta, a proteger os olhos com as delicadas mãos; com uma forte pancada na cabeça você acorda e percebe que seja qual for a dor, a distância nada se compara seja o que for.

   Como só o cinema pode fazer, a vida segue como gaivotas em direção ao oceano, em todas as pedras tropeçar, tendo a humanidade como tua base e o amor como teu apoio, o importante é nunca deixar de levantar. Melhor do que ajoelhado perante toda essa violência numa população de obedientes zumbis, vou me arrastar sonhando com o alto, pelo menos feliz.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

confusão,

   No embaraço de cada fio de cabelo;
   no salivar de cada boca em sinal de desespero.
   Memórias remoídas sob o amanhcer;
   lágrimas derramadas para com o que não pode acontecer.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

my pain;

   Com os pés gelados, travesseiro onde não deveria estar, a chuva cai por fora desse cubículo que mais se aproxima da paz sempre tão desejada. A tv ligada com filmes que tentam levantar seu astral, amigos teus que nunca lhe abandonam, tuas palavras sempre tão confusas espelham essa vaidade de se esconder entre os lençóis e cobertores apenas por se imaginar num lugar tão mais fácil.

   Estar sem palavras se torna um costume, o silêncio é tão confortante em momentos como este, por que não podíamos nascer sabendo o que falar ou o que pensar sempre? Como quando um cão conhece outro cão, não podíamos distinguir o par perfeito apenas por exalar hormônios, ao invés de ter que sofrer toda a retratação e sofrimento da conquista a base de conversa, toda a agonia gerada pela dúvida de como se comportar ou agir.

   Em minha visão, o amor se resume a um simples objeto, por exemplo: um lápis; apenas por olhar, não é necessário ser Deus para saber que é um lápis, mas e se perguntarem de que madeira foi feito, por quantas etapas de produção passa o grafite, você saberia dizer o que é o lápis? Igualmente trato o amor, se olha um casal abraçado, ou vive algo inacreditável com a pessoa mais especial e linda que não poderia haver, você instintivamente diria ser amor, mas como o lápis, é necessário saber do que é feito para saber o que é?

   Foi tão sério tomar essa decisão, mas talvez se um dia me perdoar, eu possa querer perdoar a mim mesmo, e seguir como um dia eu sempre segui, descontente mas realizado por não fazer mal a ninguém, apenas a minha vida sendo a incógnita que é. Talvez conhecer alguém de bem, alguém que pudesse ser algo melhor, esquecendo que poderia estar atrasando sua vida, egoísmo meu, querer o teu bem hoje é o meu maior desejo, pedir a guarda do meu anjo para ti, talvez não seja o máximo que eu possa fazer, mas pelo menos assim eu possa te livrar de querer me ver. A tua paz será a minha, a tua felicidade será meu sorriso, e teu sorriso será minha tranqüilidade.

valores e merecimentos.

   Quando o vento gelado não lhe passa mais qualquer situação térmica, as mão frias cortam o vento indo e voltando repetidas vezes, os pés coçam cheios de alergia pelas mordidas de mosquitos e outros insetos afins. As dores de cabeça, por que motivo existiria o termo "arrependimento", talvez não fosse mais fácil em certas circunstâncias saber o que fazer e saber o motivo por fazer?

   Todos cometemos erros, e eles nos tornam humanos, porém, quem quer ser humano? Por que não se esconder de todos, e ser odiado de forma generalizada, talvez assim quando num dia qualquer encerrar esse livro de histórias produzido e escrito por si próprio ninguém vá dar pela sua falta.

   Mas a circunstância que tudo isso se encaixa, talvez seja que, por e como qualquer ser humano o faria, é o sofrimento que faz ter vontade de terminar com tudo isso, e não a propriamente dita vida humana que superficializa toda essa situação; por que errar seja humano, e o perdão talvez se encaixe no divino? Seria o dever de qualquer pai avisar aos filhos o que lhes fará mal e o que lhes levaria ao bem.

   E se Deus tivesse para cada um e nós um plano traçado e certo, que fosse qual fosse a escolha, nossa vida como as cordas de um violão, cada uma com um certo dedilhar um som diferente seria solto no ar que no final se traduziriam sempre as mesmas cinco cordas, onde a musicalidade só seria bela se o violinista fosse propriamente ábil com seu violão.

  

domingo, 10 de outubro de 2010

deixa passar,

   Por cada centímetro de sola emborrachada, teus dedos gelados se esforçam para não falhar enquanto pula seguindo falsamente o ritmo da dança, pessoas ao seu redor lhe passam um conforto indescritível quando os risonhos dentes lhe mostram...

   E, como cada um que cada qual vive sua história, lhe passando ensinamentos vindos de formas distintas, nos fazem entender então um pouco sobre o que significa eternizar. Eternas não são as pessoas que passam, as pessoas que lhe amam ou odeiam, eternos para mim, são os momentos que duram para sempre, segundo após segundo lhe penetram no subconsciente e se estacam em algum lugar importante do lugar que você nomeia mente.

   E seja quem for, raça, credo, religião ou pensamento, me fazem entender o significado de tudo isso, e mesmo disperso, me fazem acalmar, me guiam e me levam ao lugar que deveria estar. Porém, eternas não são as amizades,  talvez por estas com o decorrer, se desfazerem no tempo de uma agenda lotada; talvez eterno seja o momento em que, em meio ao abraço caloroso, sem qualquer palavra o amor é declarado, talvez quando a menina uma flor recebe do namorado, talvez quando amigos se sentam na mesa e lembram do passado.

   Seja lá qual for o inventor ou o significado da eternidade, para mim, eternos são os de curto espaço de tempo, que se concretizam sempre em teus sonhos, e lhe fazem crer que seria difícil querer eternizar se não houvesse nenhum amigo meu para abraçar. Louco ou não, minha tese é de que seu idealizador era apenas mais um jovem que num brinde aos amigos, descobriu a necessidade de tê-los sempre como eternos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

realidades passadas,

   Lembra de quando era criança, e tudo um dia foi fácil, o mal eram os vilões de desenhos animados, e a trsteza quando um brinquedo quebrava, quando o pior que poderia acontecer era não ter mais geléia pra passar no pão de forma, quando acordar cedo era bom só pra começar a brincar o mais cedo possível.

   Quando os ídolos eram os super-heróis da tela da TV, quando correr e gritar era o ideal pra ser alguém legal, quando andar de cueca pela casa era só por muito calor, quando ter barriguinha era ser fofinho, quando escola se resumia a desenhos pra colorir e computador a maravilha que era o paint. Quando estar na moda era ter tênis com rodinha e a melhor hora do dia era o próprio meio-dia.

   Gostava quando tudo o que via em filmes e desenhos se tornavam realidade nas brincadeiras com o vizinho no quintal, tratando os personagens como reais, sempre tendo tempo pra imaginar uma nova história pra que o sonho não acabasse. As brincadeiras não terminavam, os joelhos sempre se ralavam, Deus era papai e tudo que era de longe vinha do Paraguai.

   É difícil, imaginar que a juventude hoje pobre, não pense como pensamos, e não pensamos como antes pensaram, eu não sei quanto tempo vai durar, mas ainda consigo depois de assistir tv, imaginar que no fim o herói está em casa e o vilão vai escapar, só pra história nunca terminar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

não suportarás...

   É nesse fardo que me apoio todos os dias, a responsabilidade me pesa agora, como uma bola de neve que bate nas pedras, o estorvo da culpa com tudo que acumulara começa então a novamente explodir, se sofreu é porque se esforçou, se quer morrer é porque ja amou.

   Que grande vontade essa que lhe afeta, sumir, desaparecer e apagar qualquer lembrança que tenham de você, é como um carro sem freio numa descida sem fim, chega uma hora que o acidente é inevitável, e bom, quando isso acontecer será fatal, tentou evitar e evitar até adiquirir velocidade o suficiente, em vez de logo bater no começo para que os efeitos colaterais não fossem a simples morte.

   A campainha lhe toca, espera explodir num lugar deserto, assim não haveria feridos, o fato é que, pessoas não a desejam por querer finalizar com tudo, de forma correta pretendem sim, finalizar com a dor, e essa que sempre está sob minha crítica, me pega desprevenido e mais uma vez me passa uma rasteira. tudo o que preciso é ir para a lua, o quão mais perto de ninguém chegar, melhor será.

faz tempo,

   Já nem me lembro mais quando foi a última vez, parece sempre ser indiferença, mas no fundo tristeza é pros ricos e insolência pros fracos, agora todo mundo quer fugir, sem medo de chorar, uma voz tão doce que me falava, já não quero mais escutar. Hoje a noite não tem luar, o brilho das estrelas que antes no chão pairavam, se encontram distantes, já não sei o que pensar, não sei mais como falar.

   Nesse país que transmite futuro, não somos tão modernos, é só questão de idade, e difícil de nos encontrarmos sendo totalmente sinceros. Nessa fé que mais me parece ópio, em meio a uma população sem esperança o que lhes salva é nunca permitir a mudança, matam sua liberdade e assim constroem a cidade.

   Ainda é cedo, sem ninguém pra nos puxar o cobertor, felizmente está la pra me entregar lápis, borracha e improvávelmente um pouco de amor. Já anoiteceu e ninguém ligou, só agora o tempo pra dizer se é cedo ou se apenas começou; a borracha por debaixo da sola já gasta te faz pensar o tanto que já gastou e no tanto que colheu na vida somente por caminhar.

   Já estou cheio de me sentir vazio, não me passa nem sequer uma sensação de frio, afinal amar ao próximo é tão caro, esse é o meu jogo sujo, ajudando nossas crianças a derrubarem reis, e nossa idéias quebrando todas as leis. O som do violão te faz lembrar o que poderia ser um dia, ao fundo pratos e tambores fazem o som de uma bateria, assim como minha vida se faz a partir de tristeza e alegria...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

mil e uma razões,

   As gotas de forma continua caem sobre seus olhos, vindas de tubulações desconhecidas, iluminam a sua mente, caminhando na reta de pensamento desfalca hipóteses de quem ou o quê pensar, só na vontade de correr em direção ao mar. Luzes artificiais me cegam, da mesma forma que maquiagens apagam mulheres, luzes apagam estrelas.

   Canta, sente a brisa e se deixa levar, no embalo olha pra cima e se inspira com o luar, momentos a só que são apreciados de forma que ninguém entenderia, pensamento ficou no trabalho, o esquema é tocar, tocar a arpa que habita o fundo do consciente, e de forma genérica emite seriedade, força no olhar para qualquer mal espantar.

    Deixa de tristeza, deixa os deuses terem inveja de nós, da nossa felicidade a nossa decepção sem nunca sabermos quem somos, deixa eles no mundo perfeito de respostas, são nossas mil e uma razões pra estar de alma lavada, e deixar os sentimentos fluírem deixando a roupa amassada, sabendo que tudo vai sempre acontecer de forma inesperada.

   Amor, amor, amor... Meio acabada, sua cabeça anda desesperada, não consegue nunca deixar de magoar, mesmo que sejam apenas sentimentos soltos no ar. A vida continua, e vou vivendo do fim pro começo, se quiser compania é só passar o endereço, deixando formada a idéia pra quando chegar, que essa nossa vida não tem preço.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

amoramarsofrer.

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou



William Shakespeare

sábado, 18 de setembro de 2010

choices.


   Tudo que se imagina, quando criança, é encontrar alguém como nos filmes, onde no fim tudo da certo para os atores e atrizes principais. E a gente esquece que mesmo com finais felizes, alguém vai estar infeliz, em meio a toda essa neve, os coadjuvantes é que realmente vivem a história, a parte real, enquanto que a imaginária cabe aqueles que se contentam com o fim absolutamente igual.

   E claro, os heróis, sempre conseguindo o que querem a partir de ajudas sempre inconvenientes, seja divina ou humana, não passam de filhos de papai que se acostumaram a ter tudo, é ai que talvez se traduza a esperança, sempre conseguem o que querem mesmo quando rebaixados em algum momento do filme.

   Cada história tem seus heróis, todos conjuntos nessa mesma história, somos todos coadjuvantes de algo maior, somos os que perdem e caem, somos os que matam e morrem, pessoas que não conseguem com a razão e a pressão, não conciliam amor e ódio numa coisa só, somos todos as simples pessoas que o homem-aranha entre outros heróis salvam para garantir seu ego já formado.

   Mas cada qual aqui, neste terreno, é uma história, que vistas de um certo ponto escolhemos entre ser o garçom que serve a burguesia, ou o trabalhador que luta contra toda a hipocrisia; escolhemos entre a esperança e o fracasso, somos nós que desejamos ser o coadjuvante, ou o herói de nós mesmos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

~

   Por que não facilitar tudo, de forma que sentado num banco de praça, perfumada e delicada ela se sente ofegante procurando repouso, e subitamente num encontro de olhares algo mais aconteça, algo que jamais lhe aconteceria. As calçadas molhadas, um andar relutante, cada passo se torna uma vitória, cada qual com um gosto amargo que não valha mais a pena se não houver com quem compartilhar.

   Não lhe sobra mais nada, a não ser escrever e sentar no telhado contemplando a beleza que não vem mais, esperando um vôo que nunca vai chegar, uma embarcação num porto de névoas. Sorrisos parecem sem dentes, a lua sem brilho, e a vida sem destino.

   Na presença tudo se torna doloroso, porém na ausência se torna insuportável; minha amiga lua já não se comunica mais, meu nascer de sol já não nasce mais rosado, já não me faz mais sorrir, talvez tudo isso fossem apenas realço de algo que realmente importava, com a qual na ausência, nada mais me importa. Melancolicamente, a vitória não é mais tão doce, e nada mais é tão feliz sem você.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

   Pobre coitado abandonado, que de bobeiras lágrimas derramou, por que um dia em toda essa farsa de amor acreditou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

promessa,

   É fácil prometer em momentos de raiva ou perturbação, problemas surgem e a situação pode se complicar, encurtando o que era pra ser eterno. Num devaneio, tudo pode ir para o fundo de seu subconsciente, a chave está escondida onde nem mesmo você pode, ou não quer encontrar.

   Tudo se baseia em parar, a chuva cai sobe seus fios longos e com falta de corte, a dor de cabeça se eleva a um nível não mais suportável, como pode sentir a chuva se está em casa, não saber mais como chorar, não saber mais o que são lágrimas beirando a loucura do subconsciente que revida após tanto tempo aprisionado e pressionado, a frieza é tanta que pode sentir a lágrimas congelarem em seus olhos.

   É impossível, mas está acontecendo, surrealidade na forma de pensar, caolho, sem teto e pensante. Puxado pra escravo da alma, da consciência que por acaso não lhe serve pra nada agora, apenas aumentar as perturbações que enfatizam o momento de sofrimento, sentado, calado e congelado. Por que não terminar tudo agora? Expressões que não valem ser reveladas aqui, se nem seu principal parente acredita ou valoriza você, qual o sentido de tudo isso..?

   Finge desabafar, finge se preocupar, mas no fundo só pensa em sofrer, sádico, parece até gostar de momentos como este, logo precisara de algo mais potente, que tal sofrer e enfim, tentando perdoar quem deveria, mesmo não conseguindo, francamente, fracos preferem esquecer, e é o que vou fazer.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

no title.

   De mãos dadas, caminham com frio sem qualquer proteção, só um sol amigo que aos poucos, se põe e ilumina o fim de cada passo. O odor de seus cabelos, alisa com os dedos, se apaixona cada vez que repara em cada traço bem feito, a cada curva do nariz ao peito.

   Reparam um casal de idosos sentados no ônibus, feliz conversando cobertos por um lençol transparente, amor infinito. Ninguém diz nada, a mente da moça é uma incógnita, a dele uma viagem atemporal no tempo espaço, parece até distante, mal sabe ela o quão perto ele está, o quão cativado, o quão enrolado.

   Sorrisos trocados, um medo anormal e agonizante lhe toma conta, é muito cedo, mas pra que ter medo de coisas tão superficiais. Caso perca, levante e sorria, mas caso ganhe, derrota alguma vai se comparar a tal prêmio que receberia, não é apenas mais uma consolação, não é só mais um amor de verão.

   Com as mãos na nuca, acariciando e alisando cada maço de cabelos que cada qual com um aroma similar oposto a qualquer um que ja tenha sentido, será o significado de tudo isso resumido num odor? toda a felicidade de ser estar, de feliz apenas por juntos estarem, não ligar por não tocar ou não beijar, sendo importante apenas a evidência dos seus sentimentos mostrar, será tudo isso aquele horror, aquilo que sempre abominou, será tudo isso além da dor, será tudo isso aquela coisa que chamam de amor?

  

sábado, 4 de setembro de 2010

teatralidade.

   Estava aqui durante a quente madrugada, sem sol ou chuva, apenas uma beleza empoeirada que por sorte, não nos tira o milagre do luar amigo, capricho cuidadoso e artesanal. Tão sólido que não foi preciso rascunho ou ensaio, mais sincero impossível, mais belo, inexistente.

   Ouvindo a musicalidade por de trás da TV o som dos grilos assobiarem, soltos ali, sem mais o que fazer a não ser cantar, talvez a espera de uma amada ou apenas para servir de presa devorada. Nem mesmo os cães latem, vez ou outra os passos do felino ecoam pelo telhado em batidas lentoas e terrivelmente profundas.

   Estava aqui ensaiando um sorriso para mostrar aos outros pela manhã, estava aqui bocejando e pensando em nada pra variar, estava aqui cuspindo na calma e espancando a idéia de nada a fazer apenas no simples ato de pensar em tornar a acontecer. Estava aqui notando toda essa beleza, pra mim mais parece teatralidade, coisa qualquer ai, pra mim além de uma simples banalidade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ser por ser..

   Por alguns instantes é inevitável que deixe de querer ser o que pensa que é ou tenta poder ser, não, não da pra se soltar dessas cordas apertadas, ser apenas mais um fantoche de toda essa barbaridade, de tanta babaquice e falsidade. Será que se um dia se soltar, com tuas próprias pernas vai conseguir andar?

   Caso não lhe pertença toda essa idéia, não lhe satisfará nenhum interesse estar aqui. Esse lado afetivo de todos, descontrola qualquer mente, por mais controlada e racional que seja é impossível se segurar, pior ainda quando se encontra sentado a cadeira de um bar tomando uma cerveja e esperando apenas o sol raiar, coisa linda esse dom de poder fazer o que os outros só podem observar.

   Humildade é liberdade, no mínimo a base dentro de toda essa realidade. Ser você sem rebaixar a si e no  mesmo tempo aos que lhe tomam à volta, nos tempos de hoje fica tão difícil quanto ver um ladrão condenado a prisão. Prefiro ser alguém que chora por amar, a ser alguém que se cala para uma futura frustração evitar.

domingo, 29 de agosto de 2010

me interessa,

    Passou a me chamar atenção a forma obsoleta com a qual uso para escrever esses versos e frases recauchutados com orgulho e confiança. Tudo provavelmente não passam de palavras e idéias tiradas de uma criatividade encontrada num canhão de elétrons ou tecnologias mais avançadas, impossíveis de serem explicadas por leigos feito minha pessoa, enfim, fatos pessoais já, palavra por palavra, postos a vista de quem estiver disposto a ver.

   Hoje durmo bem quanto quaisquer criança, que nos braços da mãe ouviu uma canção de ninar tão delicada quanto o beijo na testa seguido por um suficiente 'eu te amo'. Que por sinal, é tão mal visto e usado por uma sociedade frágil que comandada por delinquentes de terno e gravata, passa de shopping a feira de batata.

   Nas entranhas de cada conecção nervosa da massa cefálica que se encontra atrás de suas sobrancelhas, imagina o sentido e poder de tais 3 mágicas palavras, consegue viajar de patins pela curva de tempo feita na tua mente, mas não tem êxito em explicar a simples gramática por trás desta frase. O que me deixa feliz, pensar nisso, pois me faz sentir que ainda procuro saber quem sou, caso contrário me sentaria logo a cadeira junto a um analista, não?

   Faz-me pensar que cada segundo passado pensando em curvas de tempo espaço ou como é bonito do rosto dela cada traço, perco um segundo que bem vistos poderiam se tornar em ocasionalmente, declarações curtas, sinceras e diretas a pessoas que nesse mesmo segundo são especiais, o problema é pensar no tal próximo segundo, para os mais bem dotados de calma, nomeamos tal crueldade de futuro, e é neste que por mais livros que leia, não consigo parar de pensar.

   Para se usar como exemplo de minha obsessão, a cada palavra mal escrita a duas anteriores  já imaginava uma terceira a ser escrita, não em vista forma melhor de explicação, corro do paradigma a qual me encontro apenas pelo pecado que cometo de ter preguiça, no caso de se dar explicações, que em tal acúmulo chega a essa hora da noite e me faz parar por aqui apenas por que preciso acordar cedo amanhã. Logo, penso no futuro.

domingo, 22 de agosto de 2010

dormi só,

i   "(...) será que não passa de um teste divino, toda essa caminhada com sempre igual destino?"

    Em curtas porém vívidas palavras, é o meio mais precário que poderia ter para com este ser me expressar, ligação direta com os ventos que vindos com o sol do leste se vão com a lua a oeste.

   Culpa e prazer quando juntos, salivam o prazer maciço do momento que em jardins falsos, se jogava a flores de inconsciência e folhas secas de mais um outono a passar.
  
   Nunca tem a ver com o que se deveria preocupar, nunca tem força pra fazer algo diferente rolar.

Não culpe os outros por seu fracasso de ser totalmente responsável por sua própria vida. Se os outros são culpados então você deu a eles o controle.” ( Bob Perks )

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"vi veri veniversum vivus vici"

- Quem é você?

Quem, é, porém, a forma que procede da função do o quê. E o que eu sou...sou um homem com uma máscara.

- Oh, eu posso ver isso.

Certamente você pode. Eu não estou questionando seus poderes de observação. Estou meramente pontuando o paradoxo de se perguntar a um homem mascarado quem ele é.

- Certo.

Mas nesta mais auspiciosa das noites...permita-me então, no lugar da ordinária graça...sugerir o perfil desta personagem dramática.
Voilà! Eis...um humilde veterano do vaudevillien -antigo teatro de variedades-, convocado tanto como vítima e vilão pelas vicissitudes do destino. Este disfarce, não um mero acabamento por vaidade, é o vestígio da vox populi -voz do povo-. Agora ausente e banida. Contudo, esta valorosa aparição d´uma ultrapassada repugnância mantêm-se viril, e jurou eliminar estes vermes venais e virulentos da escória vanguardista e legitimando o vício brutal e voraz da violação do desejo! O único veredicto é vingança...uma vendetta -revanche- mantida como um voto, não em vão, pelo valor e veracidade de tal eis que um dia vingará o prudente e o virtuoso. Validamente, este vociferante barroquismo torna-se o ulterior do prolixo, então permita-me simplesmente adicionar que é de minha grande honra conhecê-la e você pode me chamar de V.

"O artista usa a mentira pra contar a verdade, os políticos para encobrí-la".

sábado, 14 de agosto de 2010

não sei,

   Ontem estava bem, hoje esta mal e como sempre, a procura de um sinal, sem qualquer correção no texto a ser feita mesmo que necessária, nada vai mudar, pois essas são do fundo as palavras mais puras que se poderia escrever, confusão de tudo que se passa entre dois sós, de apena uma das partes, claro. Queixar-se por dormir pouco durante a noite, é apenas mais um fato de toda essa história.

   Minha fé de todas as orações, toda a beleza que me encantara agora começa a desaparecer, meus mil minutos a pensar, a pedir e a sonhar parecem ter se esvaido, o problema é pensar no depois, claro superar é fato, o problema é pensar no fim, acho que isso é que se chama confusão, não? Coração e raciocínio se embatem a fim de se chegar num consenso, claramente se nota que quando a só, põe-se a sofrer, mas sequer consegue chorar.

   Pois como consegue chegar a tal ponto, sem qualquer explicação plausível, reza todas as noites na intenção de encontrar o possível. Andar em ruas ocultas tentando não esconder o sentimento, mas... Qual sentimento? Pois então, pra variar estou sob essa mesma questão, tento estar certo que esse sentimento não seja em vão.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

pra se divertir.

   A caminho de um lugar qualquer que demonstre eu estar errado sobre conclusões antes tiradas precipitadamente, gritos enlouquecedores no fundo do seu tímpano se alimentando a base de remédios pra dor no pé. Bom estar em forma, a caminhada é extensa e não ta nem um pouco afim de suar, tequila, limão e sal é tudo o que eu preciso pra numa sexta 13 pirar.

   Acho que o caminho é um pouco maior do que imaginara, vou curtindo um batidão e de mãos dadas sinto que estou em palpitação, rock'n roll pra ficar surdo antes de envelhecer, e amor pouco antes de enlouquecer. Maldita internet, queria aprender a surfar, queria aprender recitar e até meu violão tocar, lhe tiram o sono essas malditas preocupações, bobocas e cheias de tradições.

   Começo, meio e fim é o que eu preciso pra contar minha mini história, cheia de detalhes ruins que por desespero não sei por que o medo do 'se foder' me atrai, não sei se é a pupila que dilata ou a vida social que maltrata, totalmente alucinada essas inscrições feitas com português de última categoria. Antes viver em pequenez a me tornar buguês, olha só, falar nos safados que a igualdade se congela no talvez. Talvez seja estranho estar feliz nesse dia que todo mundo contra diz, bem como eu que sempre achei legal ser tão errado assim.

A dizer o velho gênio: "Enquanto houver burguesia, não vai haver poesia..."    ~Cazuza~

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

ser humano;

   Nunca estar contente faz parte de toda essa humana gente, mas em um momento duvidoso, diga-se de passagem, a hora do banho renovando sua mentalidade perdida na água quente que se vai com o jogo de futebol pelo ralo. Coisinha carente cheia de idéias e pensamentos, sonhos que se espalham pelos olhos e se esvaem no piscar destes, preocupações razoáveis de um adolescente mimado.

   Mergulhar nesse mundo de idéias sem saber qual a profundidade do lago, lago de águas escuras, e as margens um banquinho de madeira com seus dois lugares ocupados, que sob uma brisa suave namora um casal de apaixonados. Um garoto com seu jeito egoísta, e uma garota de gênio forte bipolar, se olham e se adoram, enquanto ele sente sua espinha paralisar ela muda entre o amar e o gritar.

   Viver a vida toda perdido, e quando achar-se corre depressa querer se perder, mesmo que a perda seja uma verdadeira mentira, é como andar armado, sua boca funciona involuntariamente e se torna inacessível ser gente grande, sinceridade que prejudica a mentira necessária, e nesse mundo de cores claras e escuras ta tudo bem, eu to feliz, mesmo não sendo sempre isso que se diz.

   Sofrer por motivos desnecessários é necessário a qualquer ser de fé e carne, se tratam de situações que refletem sua pessoa agora com alguma dignidade e motivos a que lutar, em geral se chama sofrimento, mas de formas diferentes em situações diferentes, se for pra escolher que seja o presente, o passado me serve de estudo e o futuro a Deus pertence.

   E é quando sou frágil que me torno forte, toda escolha trará frustrações e nesse contexto se idealiza o porém, audácia para os que tiverem coragem de criar seus conceitos, brilhante o ser humano que sabe pensar além.

domingo, 8 de agosto de 2010

prévia.

   De início são vistas apenas duas portas, mas isso porque seus olhos estão afetados pelo acumulo de substâncias letais em sua mente. É esquisito entrar pelas duas portas ao mesmo tempo, logo onde se deveria haver o carpete de boas vindas permanece a escuridão plena, escuridão amiga. Um perfume não convencional lhe captura a atenção e de repente você está descalço em meio as pedras pontiagudas que, você não sabe por que, estão ali.

   Amaldiçoar a tudo não está em questão, as pessoas realmente não querem lhe ouvir, e se esquecem segundo pós segundo que, por natureza física fomos feitos para ouvir não para discutir. Agora se vê num impasse, justo quando resolveu falar, desabafar, ninguém mais quer lhe escutar e murrar um espelho não vai adiantar.

   É desnecessário pensar em situações tão pouco agradáveis e excessivamente constrangedoras, é horrível estar confuso. Viciado em jogos, claro, toda essa vida adquirida por apostas simplesmente jogando com a vida, é como jogar dados com o amor ou entrar em cheque e não ter saída. Parece até comercial de pasta de dente, famílias felizes e filhos com dentes saudáveis.

   É engraçado pensar em como a vida se resume a momentos tão curtos, que depois de uma corrida, você ai todo suado e fedido entrelaça os dedos a uma mão delicada, e sente o frio da ponta de cada dedo que você não sabe dizer ser seu ou dela. São momentos que mesmo após toda a dúvida e incerteza, toda a burrice e culpa, toda raiva e amargura, resumem a sua vida tão mais simples, tão mais feliz...

   Tudo que fiz, que farei, que preciso e que precisei, nada disso resume todo o fato de haver dentro de mim, uma necessidade de continuar andando, mesmo que por minutos essa fé falhe e meu teto desabe, eu sei que nunca vou saber por onde andar, e sem dar importância exagerada aos problemas a estrada é longa e a paisagem é bela, tão perdido quanto uma joaninha num limoeiro.

   Estou perdido, e o vento sopra tão gelado que meus dentes batem e rebatem, não faço idéia do que estou pensando, comédia social soa pelo fato de não conseguir assobiar, e ultimamente minha vida tem soado num tom muito mais musical. E quando eu encontrar a tranqüilidade vou perdê-la de propósito, apenas por poder recomeçar a procurar de novo minha vida, é isso que eu chamo de sofrer, é assim que eu busco minha felicidade, é assim que eu pretendo viver.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal...
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar...
Sentir teu cheiro de roupa limpa...
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz!

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz

Só hoje...

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...
Em estar vivo.

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar...
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia...
Que eu faço tudo errado sempre, sempre.

Hoje preciso de você...
Com qualquer humor, com qualquer sorriso!
Hoje só tua presença...
Vai me deixar feliz.

Só hoje.

 
 
Jota Quest - Só Hoje

quarta-feira, 28 de julho de 2010

pensamentos estudantis incomuns.

   É impressionante pensar em quão raras são nossas certezas se comparadas as nossas freqüentes e perturbadoras dúvidas. Gente competente, gente inteligente, são declaradas pensadores, apenas pelo fato de viverem toda a vida em dúvida com a diferença de estarem sempre a procura das respostas, tornando isso sua maldição, seu objetivo por toda a encarnação .

   Difícil pensar o que acontece pós-descoberta, obviamente êxtase e felicidade comumente  relacionados a momentos infinitos, que visto a um piscar de olhos descobre-se a contrariedade da situação. Não seria mais vantajoso viver em dúvida? Ao invés de decepcionar-se com o sólido chão de terra batida que é a vida das certezas e respostas. O fato de ainda estarmos aqui deveria fazer-lhe imaginar que tudo seja uma total conseqüência da dúvida.

   E você começa a entender o porquê tudo isso ainda é considerado importante, caminhar na contramão nem sempre é um retrocesso de tudo que evoluímos. Diversas vezes para se dar um salto, são necessários alguns passos para trás pra se adquirir impulso. Nem sempre um momento de fraqueza quer dizer que você é fraco, quando sua fé vacilar, é sempre bom ter alguém pra de mãos dadas andar.

   Com tudo isso tendendo a se tornar ruínas, eu me pergunto por quanto tempo mais só a força de vontade vai ser suficiente pra lhe manter a caminhar. E sobre isso, interprete como for necessário, surge sempre mais uma dúvida que para não se tornar algo contraditório, deixe estar que a resposta disso pode vir quando tudo terminar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

talvez sentimetos.

   Ao fim de tudo isso, pessoas, simplesmente vivendo de forma só num mundo tão sólido, tão frio e sem cor. Às vezes até prefiro fechar os olhos e deixar ser enganado, é como num grande truque de mágica, não queremos realmente saber o que se passa por trás da ilusão, queremos e gostamos de ser enganados, porque sem esta, a vida não passa de uma pedra a ser arremessada na água pulando até afundar.

   Em meio a um silêncio abalável e sinistro, acompanhado pelo tic-tac do teclado, escuro que brilha sem se ver, apenas sob o alcance da luz vinda do monitor, e com a sombra da insônia a lhe acompanhar. A noite inteira abrindo e fechando a porta da geladeira, não há nada que queira lá, mas por mera necessidade de meditar e um pouco do pensamento desviar, pensando sempre no que vai dizer, tentando prevenir um passo em falso que nem sabe se vai acontecer.

   As pessoas andam tristes, a partir do momento que lhes é tirada a capa negra de cada sentimento. Amor, é como um óculos 3D no cinema, tudo parece ser tão mais divertido e real, e se por acaso cai, tudo não passa de uma simples tela refletindo a luz de um projetor. Tudo tão sólido e tão artificial ao mesmo tempo, essa é a realidade que nos cerca. Talvez por não conseguir enxergar, suas pupilas não dilatam apenas por que para escrever, o monitor tem que brilhar.

   Dormindo a base de remédios que com a situação não tem nada a ver, se esconde atras de cada espirro uma gota de insônia. Fazia tempo que não escrevia, e de tanto pensar, todo esse monte de idéias na sua mente já não cabia. No fim ainda gosto de ser enganado, e tento fazer com que acreditem nessas mentiras, mesmo que eu, alguma hora deixe de acreditar. Tentar dormir pensando no que dizer amanhã, sempre amanhã, parece que não houve vida hoje, e o fato de sempre querer ajudar, começa a lhe perturbar com idéias soltas pelo ar que logo, você sabe, nos seus pensamentos noturnos diários vão entrar.

   E mesmo que meus óculos caiam, importante mesmo vai ser quando notar a real solidez dessa tela de cinema. Porque o principal significado de viver é morrer, e o que vai definir qual o nível de vida que você usufruiu não vai ser o social ou o econômico, vêm daqueles últimos momentos, aqueles que vêm depois de toda a correria, de todo o suor, de toda lágrima derramada, de toda a agonia passada, são aqueles momento que eu em minha primeira pessoa, gosta de descreve-los como: felizes.

   Essa vai ser minha vida, meu mundo, minha história. Essa é minha mentira, essa é minha ...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

importância;

   Já pensei em desistir, já pensei em fugir, não quis mais saber a importância de qualquer coisa, prometer não mais chorar não é a resposta, prometer não se importar... Você sabe que não vai funcionar. Só às vezes a pressão é um pouco além do que possa ou consegue suportar, talvez seja um fardo grande demais e se esquece que ao seu lado mesmo sem se ver, ele está ali a te ajudar.

   Chorar por coisas do gênero não lhe parece uma atitude sensata ou coerente, tempo difíceis sempre lhe derrubaram e como por fim igual, sempre. A música em seus ouvidos e a lua acima de seus cabelos são as únicas a lhe consolar, o frio já não parece frio o suficiente para alguém que como você amaldiçoa a compaixão e a compreensão dos fatos.

   Após o descontrole o melhor a fazer é estar só, não consegue parar de pensar, normalmente em descontroles como esse não sentia medo, dessa vez pelo contrário só pensava em escrever e a forma que iria ser se continuasse a manter essa drástica sensação. Além do tudo que lhe passa em seu interior, estas frases mal escritas são o único lugar que posso me expressar sem qualquer problema em me descontrolar, onde o orgulho desiste por não ter importância alguma falar de si pra si.

   Prometi não me importar mais, prometi não chorar mais. Agora como de propósito feitio, algo que nem mesmo aqui prefere expressar, lhe vem a cabeça e a enorme decepção causara a alguém que não parece, mas nunca saiu da sua mente. O assunto mais fácil para se chegar as lágrimas se tornam os que um dia felizes desmoronaram sob sua cabeça.

   Tempos nublados são comuns a qualquer um, num teclado escuro, sem objetivos. Indo ao inferno interior e voltando, e como um moinho de vento, que atacado por um pobre poeta alucinado, não se move, não mais sente dor por não querer mais estar pronto pro amor. Conhecer a felicidade nisso tudo, sabe que no fim vai acabar como qualquer boa sensação que lhe tem, o problema é não amanhecer com esse pensamento, arrependimento faz parte dessa inconsequente forma de vida humana que a procura de algo a que lutar, se mata por dentro como em uma doença letal num mundo sem futuro qualquer.

   Mas quem tem coragem de ouvir idéias e tristezas de um poeta que tem pena de si mesmo e com suas palavras conforta ao próprio inanimado ser, quem tem coragem de ajudar quem não parece precisar de ajuda, estar contente por fora julgando sempre a risca da razão, à procura de uma paz que provavelmente não exista e sequer existiu, ouvindo ao fundo que só era triste quem queria.

   Atitudes depressivas ocorrem por estar tão revoltado, coisa de burguês safado, que não tem com o que se preocupar e julga ser depressão qualquer tristeza que lhe passa no coração.  E se um dia por acaso encontrarem a chave pra reabrir seu coração, garanto que a fechadura já não vai mais ser a mesma.
  

quarta-feira, 14 de julho de 2010

momentos;

   Hoje reconheço que não passo de momentos, distúrbios multipolares fazem parte destes, que hora passo a amaldiçoar, hora passo a rezar e hora passo a agradecer. O que realmente seriam esses momentos além do eu dividido em pedaços, lágrimas jogadas ao lençol e travesseiro, culpa de lembranças ruins vindas repentinamente de uma brutavez.

   É difícil pensar com a cabeça cheia de miséria e desastre, traçar um objetivo que seja. Hoje não passo de pedaços, que com cola de papelaria me consertam já sabendo que no fim vou quebrar novamente, basta um simples vento, sua pequenez nesse mundo injusto e babaca, para pra pensar no que realmente tudo isso significa, cabe somente a você lutar e lutar, sem qualquer piedade da própria alma que atingida na fronte por socos de aflição, quase lhe levam a uma concussão.

   Pensar em desistir parece o caminho mais fácil pra um mundo distante que talvez lhe aguarda, longe de toda essa farsa que se propaga diante de seus próprios olhos, querer fugir é a opção dos que por acaso querem sobreviver, e não existirá um amanhã pra poder fortalecer toda essa falsa compensação que você próprio produz para se sentir melhor.

   Melhor se desculpar, não passa de um fraco, que diria seu avô: "Levanta, querer lutar não é opção, é obrigação." quem dirá que melhor do que sou é apenas o que sou. Sou de ar, levado por qualquer corrente fraca, sou de folhas que com o outono à caminho caem sem cor, sou como a natureza representada na última árvore que com o homem a protegê-la acaba por virar papel.

   Então vira a face pra parede, e se regressa a dormir novamente. Vê em seus sonhos que de certa forma correto, seu pensamento está incompleto... Como o vento se torna furacão, como no outono as folhas velhas caem, pra que na próxima primavera volte a ser flor que irradia esperança aos que passam e como a última árvore cai, e quando cair toda a humanidade cai, e sem qualquer ajuda volto em forma de pequeno broto pra ser a sombra de uma próxima geração.

   Levanta, sente o chão gelado em cada mínima importante célula do seu pé, escova os dentes, ora e por fim agradece. Lembrando apenas agora, se quiser desistir e viver num mundo fácil longe de tudo, pode ir. Porém se não, abra os braços para o próximo soco, essa é sua melhor face, hoje sou vento, calma e esperança, hoje sou braços abertos para o mais difícil que a vida puder me oferecer, e creio eu, ela não vai me derrubar!
  

  

segunda-feira, 12 de julho de 2010

3ª pessoa,


   Adoro me pegar a incógnita numa escuridão que ficar a frente do monitor lhe causa cegueira precoce, vendo dessa forma não lhe aparecem muitos problemas. Triste, feliz e inconvenientemente pensativo, deixa estar o que for pra ser será, incrível pegar-se pensando nessa coisa de destino, se é isso que se tem ao certo com aquela linda menina de sorriso aberto, não existe o porquê de estar inseguro quando a única que deve satisfações lhe tem no pensamento mais puro.

   Um parque ecológico hollywoodiano, um casal apaixonado, sob a sombra de uma árvore deitados. Até esqueceu de quem no seu colo está deitada, mais leve que o bater de asas de uma fada, salivando a calma procurando um beijo por ai perdido; um vento forte, cabelos volumosos, cabelos compridos espalhafatosamente se abrem como um pára-quedas no salto, desesperada tenta se recompor enquanto ele... Só quer declarar o seu imenso amor.

   Serve como desabafo para outros, apego, lhe sinto o cheiro do cabelo, com o vento de supetão, uma flor brilhando a luz do sol. Nosso apego como um barco de papel, indo embora sentido mar; toda vez que ele vai repousar, só consegue pedir a Deus, e pra que tudo isso dure começa a rezar. Melhor jogar tudo pro alto, e ir à praia morar, por toda a eternidade, só pra na tua cabeça a sua imagem eternizar.

 Queria aprender a tocar violão, só por poder escrever e recitar, queria lhe ver dormir, ver a luz do nascer solar, ver-te abrir os olhos castanhos que sob os raios de luz se tornam achocolatados, queria ao menos parar de escrever sob terceira pessoa e a qualquer momento conseguir destacar com palavras firmes vindas das cordas vocais cardíacas, seguindo a dica de um amigo, junto a uma flor - Bom dia meu amor-.