Por que não facilitar tudo, de forma que sentado num banco de praça, perfumada e delicada ela se sente ofegante procurando repouso, e subitamente num encontro de olhares algo mais aconteça, algo que jamais lhe aconteceria. As calçadas molhadas, um andar relutante, cada passo se torna uma vitória, cada qual com um gosto amargo que não valha mais a pena se não houver com quem compartilhar. Não lhe sobra mais nada, a não ser escrever e sentar no telhado contemplando a beleza que não vem mais, esperando um vôo que nunca vai chegar, uma embarcação num porto de névoas. Sorrisos parecem sem dentes, a lua sem brilho, e a vida sem destino.
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