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terça-feira, 17 de agosto de 2010

"vi veri veniversum vivus vici"

- Quem é você?

Quem, é, porém, a forma que procede da função do o quê. E o que eu sou...sou um homem com uma máscara.

- Oh, eu posso ver isso.

Certamente você pode. Eu não estou questionando seus poderes de observação. Estou meramente pontuando o paradoxo de se perguntar a um homem mascarado quem ele é.

- Certo.

Mas nesta mais auspiciosa das noites...permita-me então, no lugar da ordinária graça...sugerir o perfil desta personagem dramática.
Voilà! Eis...um humilde veterano do vaudevillien -antigo teatro de variedades-, convocado tanto como vítima e vilão pelas vicissitudes do destino. Este disfarce, não um mero acabamento por vaidade, é o vestígio da vox populi -voz do povo-. Agora ausente e banida. Contudo, esta valorosa aparição d´uma ultrapassada repugnância mantêm-se viril, e jurou eliminar estes vermes venais e virulentos da escória vanguardista e legitimando o vício brutal e voraz da violação do desejo! O único veredicto é vingança...uma vendetta -revanche- mantida como um voto, não em vão, pelo valor e veracidade de tal eis que um dia vingará o prudente e o virtuoso. Validamente, este vociferante barroquismo torna-se o ulterior do prolixo, então permita-me simplesmente adicionar que é de minha grande honra conhecê-la e você pode me chamar de V.

"O artista usa a mentira pra contar a verdade, os políticos para encobrí-la".

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