Olha só a menina, ali, sentada no banquinho da praça, observando os pássaros e inalando a poluição, não a química, poluição cultural que teus pais lhe transmitem, e pra quando chegar em casa acreditar em toda a farsa que os mentirosos de terno e gravata vão contar. Aprender a ser quem não devia, a querer usar o que não precisa, e disso tudo, o que sobra é a dignidade que eles dizem ter quando abraçam um bebê.Ouvir teu irmão no telefone, conversando e discutindo, namorada chata que não deixa o coitado continuar dormindo, ser criança, não acordar pra toda essa vida insensata que mais parece aquela nossa tia chata, que te aperta e sufoca. Falta liberdade! E se a paz não me deixa escolha, fujo do campo e volto pra cidade, pra no fim poder dormir cansado, apenas se for com alguém abraçado.
Quase nada sobrou, mais essa ano que passou, essa nossa vida que continuou, as lágrimas já secaram e sobrou apenas o sal, que clareia a pele e faz alguém ver, que como você ela sangra. Sob o céu estrelado, escutando a melodia perfeita com a alma acesa e deitados num véu azul turquesa, o som do espaço que nos faz viajar, nos lembrando o barulho do mar.
Há tempo não paro pra me expressar, me arrasto deitado, longe do alto, me derrubaram e vão continuar, e mesmo assim preciso levantar, preciso caminhar. Cada acontecimento no tempo ideal, amaldiçôo esqueço e faço valer cada atitude irreal, se for assim que deve ser feito, vou fazer de tudo pra esquecer que um dia errei, pra poder tentar até até conseguir acertar, porque do amor, foi feito um sonho, e desse sonho me foi feito a esperança de um dia amar sem medo de errar, e ser amado por alguém que não tem medo de me falar.
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