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quarta-feira, 14 de julho de 2010

momentos;

   Hoje reconheço que não passo de momentos, distúrbios multipolares fazem parte destes, que hora passo a amaldiçoar, hora passo a rezar e hora passo a agradecer. O que realmente seriam esses momentos além do eu dividido em pedaços, lágrimas jogadas ao lençol e travesseiro, culpa de lembranças ruins vindas repentinamente de uma brutavez.

   É difícil pensar com a cabeça cheia de miséria e desastre, traçar um objetivo que seja. Hoje não passo de pedaços, que com cola de papelaria me consertam já sabendo que no fim vou quebrar novamente, basta um simples vento, sua pequenez nesse mundo injusto e babaca, para pra pensar no que realmente tudo isso significa, cabe somente a você lutar e lutar, sem qualquer piedade da própria alma que atingida na fronte por socos de aflição, quase lhe levam a uma concussão.

   Pensar em desistir parece o caminho mais fácil pra um mundo distante que talvez lhe aguarda, longe de toda essa farsa que se propaga diante de seus próprios olhos, querer fugir é a opção dos que por acaso querem sobreviver, e não existirá um amanhã pra poder fortalecer toda essa falsa compensação que você próprio produz para se sentir melhor.

   Melhor se desculpar, não passa de um fraco, que diria seu avô: "Levanta, querer lutar não é opção, é obrigação." quem dirá que melhor do que sou é apenas o que sou. Sou de ar, levado por qualquer corrente fraca, sou de folhas que com o outono à caminho caem sem cor, sou como a natureza representada na última árvore que com o homem a protegê-la acaba por virar papel.

   Então vira a face pra parede, e se regressa a dormir novamente. Vê em seus sonhos que de certa forma correto, seu pensamento está incompleto... Como o vento se torna furacão, como no outono as folhas velhas caem, pra que na próxima primavera volte a ser flor que irradia esperança aos que passam e como a última árvore cai, e quando cair toda a humanidade cai, e sem qualquer ajuda volto em forma de pequeno broto pra ser a sombra de uma próxima geração.

   Levanta, sente o chão gelado em cada mínima importante célula do seu pé, escova os dentes, ora e por fim agradece. Lembrando apenas agora, se quiser desistir e viver num mundo fácil longe de tudo, pode ir. Porém se não, abra os braços para o próximo soco, essa é sua melhor face, hoje sou vento, calma e esperança, hoje sou braços abertos para o mais difícil que a vida puder me oferecer, e creio eu, ela não vai me derrubar!
  

  

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