Com os pés gelados, travesseiro onde não deveria estar, a chuva cai por fora desse cubículo que mais se aproxima da paz sempre tão desejada. A tv ligada com filmes que tentam levantar seu astral, amigos teus que nunca lhe abandonam, tuas palavras sempre tão confusas espelham essa vaidade de se esconder entre os lençóis e cobertores apenas por se imaginar num lugar tão mais fácil. Estar sem palavras se torna um costume, o silêncio é tão confortante em momentos como este, por que não podíamos nascer sabendo o que falar ou o que pensar sempre? Como quando um cão conhece outro cão, não podíamos distinguir o par perfeito apenas por exalar hormônios, ao invés de ter que sofrer toda a retratação e sofrimento da conquista a base de conversa, toda a agonia gerada pela dúvida de como se comportar ou agir.
Em minha visão, o amor se resume a um simples objeto, por exemplo: um lápis; apenas por olhar, não é necessário ser Deus para saber que é um lápis, mas e se perguntarem de que madeira foi feito, por quantas etapas de produção passa o grafite, você saberia dizer o que é o lápis? Igualmente trato o amor, se olha um casal abraçado, ou vive algo inacreditável com a pessoa mais especial e linda que não poderia haver, você instintivamente diria ser amor, mas como o lápis, é necessário saber do que é feito para saber o que é?
Nenhum comentário:
Postar um comentário