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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

my pain;

   Com os pés gelados, travesseiro onde não deveria estar, a chuva cai por fora desse cubículo que mais se aproxima da paz sempre tão desejada. A tv ligada com filmes que tentam levantar seu astral, amigos teus que nunca lhe abandonam, tuas palavras sempre tão confusas espelham essa vaidade de se esconder entre os lençóis e cobertores apenas por se imaginar num lugar tão mais fácil.

   Estar sem palavras se torna um costume, o silêncio é tão confortante em momentos como este, por que não podíamos nascer sabendo o que falar ou o que pensar sempre? Como quando um cão conhece outro cão, não podíamos distinguir o par perfeito apenas por exalar hormônios, ao invés de ter que sofrer toda a retratação e sofrimento da conquista a base de conversa, toda a agonia gerada pela dúvida de como se comportar ou agir.

   Em minha visão, o amor se resume a um simples objeto, por exemplo: um lápis; apenas por olhar, não é necessário ser Deus para saber que é um lápis, mas e se perguntarem de que madeira foi feito, por quantas etapas de produção passa o grafite, você saberia dizer o que é o lápis? Igualmente trato o amor, se olha um casal abraçado, ou vive algo inacreditável com a pessoa mais especial e linda que não poderia haver, você instintivamente diria ser amor, mas como o lápis, é necessário saber do que é feito para saber o que é?

   Foi tão sério tomar essa decisão, mas talvez se um dia me perdoar, eu possa querer perdoar a mim mesmo, e seguir como um dia eu sempre segui, descontente mas realizado por não fazer mal a ninguém, apenas a minha vida sendo a incógnita que é. Talvez conhecer alguém de bem, alguém que pudesse ser algo melhor, esquecendo que poderia estar atrasando sua vida, egoísmo meu, querer o teu bem hoje é o meu maior desejo, pedir a guarda do meu anjo para ti, talvez não seja o máximo que eu possa fazer, mas pelo menos assim eu possa te livrar de querer me ver. A tua paz será a minha, a tua felicidade será meu sorriso, e teu sorriso será minha tranqüilidade.

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