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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

faz tempo,

   Já nem me lembro mais quando foi a última vez, parece sempre ser indiferença, mas no fundo tristeza é pros ricos e insolência pros fracos, agora todo mundo quer fugir, sem medo de chorar, uma voz tão doce que me falava, já não quero mais escutar. Hoje a noite não tem luar, o brilho das estrelas que antes no chão pairavam, se encontram distantes, já não sei o que pensar, não sei mais como falar.

   Nesse país que transmite futuro, não somos tão modernos, é só questão de idade, e difícil de nos encontrarmos sendo totalmente sinceros. Nessa fé que mais me parece ópio, em meio a uma população sem esperança o que lhes salva é nunca permitir a mudança, matam sua liberdade e assim constroem a cidade.

   Ainda é cedo, sem ninguém pra nos puxar o cobertor, felizmente está la pra me entregar lápis, borracha e improvávelmente um pouco de amor. Já anoiteceu e ninguém ligou, só agora o tempo pra dizer se é cedo ou se apenas começou; a borracha por debaixo da sola já gasta te faz pensar o tanto que já gastou e no tanto que colheu na vida somente por caminhar.

   Já estou cheio de me sentir vazio, não me passa nem sequer uma sensação de frio, afinal amar ao próximo é tão caro, esse é o meu jogo sujo, ajudando nossas crianças a derrubarem reis, e nossa idéias quebrando todas as leis. O som do violão te faz lembrar o que poderia ser um dia, ao fundo pratos e tambores fazem o som de uma bateria, assim como minha vida se faz a partir de tristeza e alegria...

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