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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

realidades passadas,

   Lembra de quando era criança, e tudo um dia foi fácil, o mal eram os vilões de desenhos animados, e a trsteza quando um brinquedo quebrava, quando o pior que poderia acontecer era não ter mais geléia pra passar no pão de forma, quando acordar cedo era bom só pra começar a brincar o mais cedo possível.

   Quando os ídolos eram os super-heróis da tela da TV, quando correr e gritar era o ideal pra ser alguém legal, quando andar de cueca pela casa era só por muito calor, quando ter barriguinha era ser fofinho, quando escola se resumia a desenhos pra colorir e computador a maravilha que era o paint. Quando estar na moda era ter tênis com rodinha e a melhor hora do dia era o próprio meio-dia.

   Gostava quando tudo o que via em filmes e desenhos se tornavam realidade nas brincadeiras com o vizinho no quintal, tratando os personagens como reais, sempre tendo tempo pra imaginar uma nova história pra que o sonho não acabasse. As brincadeiras não terminavam, os joelhos sempre se ralavam, Deus era papai e tudo que era de longe vinha do Paraguai.

   É difícil, imaginar que a juventude hoje pobre, não pense como pensamos, e não pensamos como antes pensaram, eu não sei quanto tempo vai durar, mas ainda consigo depois de assistir tv, imaginar que no fim o herói está em casa e o vilão vai escapar, só pra história nunca terminar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

não suportarás...

   É nesse fardo que me apoio todos os dias, a responsabilidade me pesa agora, como uma bola de neve que bate nas pedras, o estorvo da culpa com tudo que acumulara começa então a novamente explodir, se sofreu é porque se esforçou, se quer morrer é porque ja amou.

   Que grande vontade essa que lhe afeta, sumir, desaparecer e apagar qualquer lembrança que tenham de você, é como um carro sem freio numa descida sem fim, chega uma hora que o acidente é inevitável, e bom, quando isso acontecer será fatal, tentou evitar e evitar até adiquirir velocidade o suficiente, em vez de logo bater no começo para que os efeitos colaterais não fossem a simples morte.

   A campainha lhe toca, espera explodir num lugar deserto, assim não haveria feridos, o fato é que, pessoas não a desejam por querer finalizar com tudo, de forma correta pretendem sim, finalizar com a dor, e essa que sempre está sob minha crítica, me pega desprevenido e mais uma vez me passa uma rasteira. tudo o que preciso é ir para a lua, o quão mais perto de ninguém chegar, melhor será.

faz tempo,

   Já nem me lembro mais quando foi a última vez, parece sempre ser indiferença, mas no fundo tristeza é pros ricos e insolência pros fracos, agora todo mundo quer fugir, sem medo de chorar, uma voz tão doce que me falava, já não quero mais escutar. Hoje a noite não tem luar, o brilho das estrelas que antes no chão pairavam, se encontram distantes, já não sei o que pensar, não sei mais como falar.

   Nesse país que transmite futuro, não somos tão modernos, é só questão de idade, e difícil de nos encontrarmos sendo totalmente sinceros. Nessa fé que mais me parece ópio, em meio a uma população sem esperança o que lhes salva é nunca permitir a mudança, matam sua liberdade e assim constroem a cidade.

   Ainda é cedo, sem ninguém pra nos puxar o cobertor, felizmente está la pra me entregar lápis, borracha e improvávelmente um pouco de amor. Já anoiteceu e ninguém ligou, só agora o tempo pra dizer se é cedo ou se apenas começou; a borracha por debaixo da sola já gasta te faz pensar o tanto que já gastou e no tanto que colheu na vida somente por caminhar.

   Já estou cheio de me sentir vazio, não me passa nem sequer uma sensação de frio, afinal amar ao próximo é tão caro, esse é o meu jogo sujo, ajudando nossas crianças a derrubarem reis, e nossa idéias quebrando todas as leis. O som do violão te faz lembrar o que poderia ser um dia, ao fundo pratos e tambores fazem o som de uma bateria, assim como minha vida se faz a partir de tristeza e alegria...

terça-feira, 28 de setembro de 2010

mil e uma razões,

   As gotas de forma continua caem sobre seus olhos, vindas de tubulações desconhecidas, iluminam a sua mente, caminhando na reta de pensamento desfalca hipóteses de quem ou o quê pensar, só na vontade de correr em direção ao mar. Luzes artificiais me cegam, da mesma forma que maquiagens apagam mulheres, luzes apagam estrelas.

   Canta, sente a brisa e se deixa levar, no embalo olha pra cima e se inspira com o luar, momentos a só que são apreciados de forma que ninguém entenderia, pensamento ficou no trabalho, o esquema é tocar, tocar a arpa que habita o fundo do consciente, e de forma genérica emite seriedade, força no olhar para qualquer mal espantar.

    Deixa de tristeza, deixa os deuses terem inveja de nós, da nossa felicidade a nossa decepção sem nunca sabermos quem somos, deixa eles no mundo perfeito de respostas, são nossas mil e uma razões pra estar de alma lavada, e deixar os sentimentos fluírem deixando a roupa amassada, sabendo que tudo vai sempre acontecer de forma inesperada.

   Amor, amor, amor... Meio acabada, sua cabeça anda desesperada, não consegue nunca deixar de magoar, mesmo que sejam apenas sentimentos soltos no ar. A vida continua, e vou vivendo do fim pro começo, se quiser compania é só passar o endereço, deixando formada a idéia pra quando chegar, que essa nossa vida não tem preço.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

amoramarsofrer.

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou



William Shakespeare

sábado, 18 de setembro de 2010

choices.


   Tudo que se imagina, quando criança, é encontrar alguém como nos filmes, onde no fim tudo da certo para os atores e atrizes principais. E a gente esquece que mesmo com finais felizes, alguém vai estar infeliz, em meio a toda essa neve, os coadjuvantes é que realmente vivem a história, a parte real, enquanto que a imaginária cabe aqueles que se contentam com o fim absolutamente igual.

   E claro, os heróis, sempre conseguindo o que querem a partir de ajudas sempre inconvenientes, seja divina ou humana, não passam de filhos de papai que se acostumaram a ter tudo, é ai que talvez se traduza a esperança, sempre conseguem o que querem mesmo quando rebaixados em algum momento do filme.

   Cada história tem seus heróis, todos conjuntos nessa mesma história, somos todos coadjuvantes de algo maior, somos os que perdem e caem, somos os que matam e morrem, pessoas que não conseguem com a razão e a pressão, não conciliam amor e ódio numa coisa só, somos todos as simples pessoas que o homem-aranha entre outros heróis salvam para garantir seu ego já formado.

   Mas cada qual aqui, neste terreno, é uma história, que vistas de um certo ponto escolhemos entre ser o garçom que serve a burguesia, ou o trabalhador que luta contra toda a hipocrisia; escolhemos entre a esperança e o fracasso, somos nós que desejamos ser o coadjuvante, ou o herói de nós mesmos.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

~

   Por que não facilitar tudo, de forma que sentado num banco de praça, perfumada e delicada ela se sente ofegante procurando repouso, e subitamente num encontro de olhares algo mais aconteça, algo que jamais lhe aconteceria. As calçadas molhadas, um andar relutante, cada passo se torna uma vitória, cada qual com um gosto amargo que não valha mais a pena se não houver com quem compartilhar.

   Não lhe sobra mais nada, a não ser escrever e sentar no telhado contemplando a beleza que não vem mais, esperando um vôo que nunca vai chegar, uma embarcação num porto de névoas. Sorrisos parecem sem dentes, a lua sem brilho, e a vida sem destino.

   Na presença tudo se torna doloroso, porém na ausência se torna insuportável; minha amiga lua já não se comunica mais, meu nascer de sol já não nasce mais rosado, já não me faz mais sorrir, talvez tudo isso fossem apenas realço de algo que realmente importava, com a qual na ausência, nada mais me importa. Melancolicamente, a vitória não é mais tão doce, e nada mais é tão feliz sem você.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

   Pobre coitado abandonado, que de bobeiras lágrimas derramou, por que um dia em toda essa farsa de amor acreditou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

promessa,

   É fácil prometer em momentos de raiva ou perturbação, problemas surgem e a situação pode se complicar, encurtando o que era pra ser eterno. Num devaneio, tudo pode ir para o fundo de seu subconsciente, a chave está escondida onde nem mesmo você pode, ou não quer encontrar.

   Tudo se baseia em parar, a chuva cai sobe seus fios longos e com falta de corte, a dor de cabeça se eleva a um nível não mais suportável, como pode sentir a chuva se está em casa, não saber mais como chorar, não saber mais o que são lágrimas beirando a loucura do subconsciente que revida após tanto tempo aprisionado e pressionado, a frieza é tanta que pode sentir a lágrimas congelarem em seus olhos.

   É impossível, mas está acontecendo, surrealidade na forma de pensar, caolho, sem teto e pensante. Puxado pra escravo da alma, da consciência que por acaso não lhe serve pra nada agora, apenas aumentar as perturbações que enfatizam o momento de sofrimento, sentado, calado e congelado. Por que não terminar tudo agora? Expressões que não valem ser reveladas aqui, se nem seu principal parente acredita ou valoriza você, qual o sentido de tudo isso..?

   Finge desabafar, finge se preocupar, mas no fundo só pensa em sofrer, sádico, parece até gostar de momentos como este, logo precisara de algo mais potente, que tal sofrer e enfim, tentando perdoar quem deveria, mesmo não conseguindo, francamente, fracos preferem esquecer, e é o que vou fazer.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

no title.

   De mãos dadas, caminham com frio sem qualquer proteção, só um sol amigo que aos poucos, se põe e ilumina o fim de cada passo. O odor de seus cabelos, alisa com os dedos, se apaixona cada vez que repara em cada traço bem feito, a cada curva do nariz ao peito.

   Reparam um casal de idosos sentados no ônibus, feliz conversando cobertos por um lençol transparente, amor infinito. Ninguém diz nada, a mente da moça é uma incógnita, a dele uma viagem atemporal no tempo espaço, parece até distante, mal sabe ela o quão perto ele está, o quão cativado, o quão enrolado.

   Sorrisos trocados, um medo anormal e agonizante lhe toma conta, é muito cedo, mas pra que ter medo de coisas tão superficiais. Caso perca, levante e sorria, mas caso ganhe, derrota alguma vai se comparar a tal prêmio que receberia, não é apenas mais uma consolação, não é só mais um amor de verão.

   Com as mãos na nuca, acariciando e alisando cada maço de cabelos que cada qual com um aroma similar oposto a qualquer um que ja tenha sentido, será o significado de tudo isso resumido num odor? toda a felicidade de ser estar, de feliz apenas por juntos estarem, não ligar por não tocar ou não beijar, sendo importante apenas a evidência dos seus sentimentos mostrar, será tudo isso aquele horror, aquilo que sempre abominou, será tudo isso além da dor, será tudo isso aquela coisa que chamam de amor?