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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Devaneios alheios.

Pensamentos
de facebook.

O que você faz
quando se vê escrevendo
o que não fala?

Será a paz
que você reivindica
tão justa
quanto a sua crítica?

Respeito à tradição?
- Bata continência;
Seu destino traçado
é só uma consequência.

Sua essência
d'um programa de computador
Tem mais valor
que toda a vida e amor...

Por favor,
não me peça silêncio
por pura vaidade.

Sua fala
- de pura Moralidade,
é só mais uma cicatriz
na sua já morta
Liberdade.

domingo, 29 de setembro de 2013

A beleza do feio
A parede branca
pixada
O gosto de cocaína
na saliva amarga

Os projeteis
Os flagrantes
Do mesmo jeito
Igual a antes

As igrejas empresas
O governo imprensa
O crime
essência da consequência

O fim
O começo
O sem teto
O seu endereço

O que você diz
O que acha que pensa
A falta de controle
O controle remoto

O sentimento que clama
O proibido
O ilícito
Tudo assim
Parece ideal
Mas no fundo
É fictício

sábado, 14 de setembro de 2013

Gosto do que desafia
o que sou,
Do que insiste
no que não sou.

Sou, por assim dizer,
Estar efêmero
e quase alucinado
De tanta lucidez.

Brilho que cessa
o definido de ser,
Mais escuro
que o próprio escuro
E faz do tempo
seu escudo.

Alegria e tristeza,
desgostoso de gostar,
faltoso em desejar.
Almejo tudo
como quem vê a si mesmo
Desperto,
de um grande sonho
Confuso.

Dia bom

São desses dias
em que rir
é fugir;
A tarde 
cai devagar
no ritmo do cantar
de pássaros,
Com o peso
de uma folha caindo
ou a leveza
De um sorriso abrindo.

Dia bom
é desses impossíveis
não ter música,
café e emoção.
Queria era fazer isso
a vida inteira,
Disso tudo
fazer carreira.

Dia bom
pode ser som,
pode ser qualquer hora,
pode ser café com poesia
e até, amor e amora.
Só não pode
ser de ironia,
Fazer o que não queria

sorrir sem alegria...

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Conversar,
Ouvir e calar.

Falar,
abrir e despir-se.

A solidão mora
num buraco
no meio do peito
do tamanho
duma amora.

Será que não fala
quem cora?
E cala
quem fala?

Ouvir,
flutuar..

Cala por coragem
ou
late por vantagem?

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Eu riacho

Aos meus sentimentos cascata
a qual cada um insiste
se fazer minha casa,
Fazendo-me nadar
nesse interstício entre o tudo
e o nada. 
Serão eles
a prancha que me separa do mar?

Onde vamos parar?
Esse processo me tira a paciência
e a escalada da vida
Sempre parece... Tudo.
Nada.

Correr a linha subjetiva
é a vontade última dos homens,
Passar tudo tão rápido,
quanto o próprio ato de ser feliz.

O passado é tudo o que existe
e o presente vem passando.
Palpito, sem qualquer certeza,
ser o nosso objetivo
Tentar seguir andando...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Eu artesão de mim

O aqui vive.
Argamassa de certezas e mistérios,
Dúvida repentina e eterna,
Solidez fugaz de tudo e nada.

Caminho numa estrada vazia de vazio,
Dividido pelo que quero e queria
Resguardo-me às vontades da
Vida, que me faz de vítima e criminoso,
Nas ações da minha própria pessoa.

Têm coisas que faço
Sem haver um porque.
Mas, pensando bem,
Também não conheço os porques
dos meus por ques.

Não entendo de explicações
que insistem serem impostas;
Não entendo de imposições
que preferem não se explicar.

Será que a única via à se seguir
é o simples ato de continuar a ir?
Pessoas ordinárias e extraordinárias
- dizem autores nem tão antigos -
formam a humanidade.

Utopia coletiva e utopias individuais.
Gostaria mesmo
de poder unir todas as diferenças
E traduzi-las ao ato
de moldar o mundo feito um vaso de paz.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Escolher (?)

Pare e pense
O que é mais recorrente
que o antagonismo da nossa mente?

Tantas são as possibilidades
E o infinito parece um mar.
Como encontrar-se
Se as esquinas viram 180°?

Será que o caminho é o caos?
Ou as coisas por si só
explicam-se em suas confusões?

Confundem-se apenas pensamentos
filamentos de uma realidade parcial,
Convulsões de vida!
Chocando-se com discernimentos
mal divididos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Eu vi

Eu vi o meu rosto
naquele e naquel'outro
que faz da sua casa a rua.
Jogado a mercê
no frio da pena e da cidade.

Eu vi algumas casas e igrejas
Tão cinzas e quentes.

Eu vi a mim mesmo
com sacolas nos pés.
Sem esperança de afeto,
quanto menos algum teto.

Eu vi, eu vi
Me olharem feito um cão
Pudera!
Tratarem-me tão bem
quanto um vira lata.

Eu fui/sou:
o Edson,
              o Alex,
o Elton,
            a Célia,
e tantos outros pela qual
o cartório me permitiu ser.

Eu vi a esperança tão cinza
quanto os céus de São Paulo.

Eu vi, passar na faixa uma criança.
Mão dada a mãe.

Cada história mal contada
mal acabada.

Em ruas tão geladas

Eu vi um frio de arrancar lágrimas,
mas que não arranca a covardia
Contra a vida
de tanta gente sofrida.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Devaneio 1

Propósitos inexistentes
Fazem-me correr em direção ao 
nada
Nadando contra a maré
Dos desejos definidos e
Delineados pelo contorno de 
abstrações
Guiado pelo turbilhão
Das estações climáticas corporais
Do inverno a primavera
Vivendo do simples fato em si
a procura de um pouco de paz
Arrecadando participações belas
que me ajudam a retornar
Pr'onde nem sei como vim 

Devaneio 2

Eu não sei fazer poesia
Dar consistência ao inconsistente
Destrancar as gavetas das sensações.
Mas
ao menos
Aprendi a dar "bom dia!"
Agradecer a alegria
De,
por acaso,
Não serem minhas emoções
um mar de monotonia.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Objetivos

Na busca de uma realidade aprazível
às minhas necessidades tão fugazes,
Encontrei a tranquilidade
Fugindo de toda essa vaidade;
E, de todo esse mundo externo
Escapei do inferno
Me refugiando no que chamo
de meu eu interno.

Nessa estóica linha tênue
Entre o real e o irreal
Sigo pelas calçadas
Desvencilhando-me de todas as razões
Que me levem ao taciturno mundo
do mercado de ações.

Essas roupas escuras
Que vestem os meus anseios
do cotidiano. De repúdios,
protestos e recessos
Seguindo as setas dos devaneios
De sonhos ou ilusões
Habitando um porvir
Onde não conhecemos decisões
Onde não havemos de chegar

Armado de sentimentos
que não controlo,
Por vezes, rezo,
Me canso...
Não dá para desistir,
mas também, quase não dá!
Resistir é consequência.
Sendo assim
O que vem na sequência?

Ora pois, o quê é que vem depois?
Da vida, a morte é filha?...
Ou seria o contrário?
Onde os prazeres e felicidades
caminham de mãos dadas com nosso calvário
Agradeço o custo-benefício de viver
Desde que não precise de ofício
Para poder e
ser.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Quero ar

São tantos os olhares
que já nem sei o que olhei.
A solidão dispersa na sala,
encostada no sofá ao seu lado
Presente de si,
ora acalma,
ora alucina.
Entre tantas dúvidas,
ainda procuro pela minha sina.

Mobilidade urbana!
O trem do outro lado da avenida
Faz tremer minha cama
Enquanto sonho sonhos de partida
As pessoa vão...
Para qualquer lugar que elas não querem
que seja em vão.

Risos.

Precisamos de comida!
Também na África,
Também no Brasil,
Mas principalmente,
comida para a alma
comida para a calma.

Observo as linhas
das palmas da minha mão,
do meu rosto...

O tempo passou tão rápido,
que já não consigo mais ter certeza
sobre o que realmente aconteceu,
sobre o que um dia fui eu.

Pudera eu ser alguém importante,
para em páginas de jornais e livros
estarem impressas lembranças sobre mim.
Sobre alguém que soube o que fazer
Sobre alguém que pôde ir além
do simples pensar,
do simples questionar.

Nesse monte de vidas
Construídas dentro de aquários.
Nessa vida que é só mar.
Somos apenas,
Peixes
Que podem escolher,
vez por outra,
onde querem nadar.

sábado, 30 de março de 2013

qualquer experiência

Deixa a madrugada chegar
Pra sermos as duas últimas pessoas
desse mundo
Vamos sair para sonhar
Sem noites dormidas por morrer
Sem impedimentos para ser...

Quero poder crer
Em coisas boas, de novas lembranças
De quando fomos crianças
e a tristeza ainda era esperança.

Quisera eu ser humilde
a ponto de crer em uma vil
providência
Que me coloque onde deveria
Satisfeito com a vida como seria.

Não ser o que quer que seja
Apenas por não querer ser,
qualquer um que se veja.

Querer me servir do cálice da vida
Degustar da ardência da paixão
Servir-me do doce sabor do amor.

Quero,
nem por isso
Espero,
Mais que tudo
Saber dar nome ao que quero
Ou vá querer,

Vá saber...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Transparente é a cor da nossa mente
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira

O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.

Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.

Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.

Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.

Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.

Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.

Estamos morrendo
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.

quarta-feira, 20 de março de 2013

1, 2, 3 poesias...

Os esportistas são os novos poetas
Poetas do alvorecer,
Embalados
Pelo impulso inexprimível
Inefáveis sensações que ameaçam
pular pela sua garganta à fora.

Se  somos tão pequenos
por que querer ser menos?
Voar, voar... Somos apenas
Assovios de vento,
poeira no ar.

Vejamos o colorido até na noite
sem luar!
Sejamos os amantes até na dor
só errar!

Caminhando por essa linha frágil.
Suficientemente pequena
Para chamarmos vida!
Observando a loucura padronizada,
Generalizada.
Camuflada pelo verniz das convenções
e competições baratas.

Vem! Que nosso lar,
vai ser onde ficarmos bem.

Espaço pouco

Sou como o vento
Que toca a pele,
que toca os olhos e
apenas se sente.

Quem me olha não me vê.
Sou transparente
Toco os lábios
da moça que vejo à frente.

Sou transcendente
das nuvens descendente.

Se refresco ou enveneno
Sou o ambiente que
Tranquilamente
faz germinar as sementes.

Ou será que sou só a mente?
Procurando vilmente
um espaço de paz
que caiba toda essa gente?

domingo, 3 de março de 2013

Perspectivas

Deitado.
Estendido sobre o próprio limite
Entre o sonho e o poder,
fazer.

Sinto os raios solares imbricarem-me
Pensamentos que questionam pensamentos
Num eterno girar de roleta
Submetido as inconstâncias do porvir.

A monotonia
que mais parece um alvitre,
Talhado no sepulcro futuro
de cada um de nós,
Ao leve bater da brisa
É levada.
Caso se queira coexistir
Com a inexistência
de um último fundamento.
Onde dos pensamentos
Não se sabe quando ou onde
Hei de surgirem.
Carregados,
Trazidos pelos sentidos à guiarem
As carruagens dos anjos da veleidade.

De um saber que não basta
À inconcisão de existir.
Estamos permitidos apenas
Crer no que se quer ver.

Não escrevo a poesia que gostaria
Apenas a que me convém
Sobre um eu
Que outrora
Será outrem.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sou vaga-lume

Essa efemeridade da vida que corre
Muda sem você querer e passa
sem você saber.

Tanta vida em tantas cores
Ainda espero germinar
Pra poder ver a beleza inata
De todas as flores,
De cada pássaro que canta
Sem precisar de terra santa
Bebendo da esperança insensata

Chega de banalidades!
Tão vãs, cercadas por fãs.

Quero mais é ficar deitado
Sob as cobertas de uma noite
salpicada em estrelas
Com luzes que disfarçam o papo
dos vaga-lumes coreografados
Vagando e piscando
Num escuro que teima em mostrar
o que não se pode ver.
Pisca! Apaga... Pisca! Apaga...

Além de um flash de vida
O quê mais venho à ser?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Eus múltiplos.

Ao fundo
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas

Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.

Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.

E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Boca de Lobo

Hoje o céu amanheceu cinza
O nada infinito salpica
gotas cansadas que
Procuram refúgio em bocas de lobo
Dividindo o espaço
Com bitucas de cigarro
Carregadas pelo silêncio melancólico
Das marcas vermelhas de batom
De moças seguindo inconstâncias.
Não olham para o céu;
Não olham para o chão;
e, principalmente,
não olham para você.

A praça segue viúva de afeto
Fazendo por si, programas com mendigos
Servindo cama e abrigo.
Em dias como esse
Quando a medida do tempo
Se estende por sonhos e ilusões
Levados por correntes d'água
Direto ao esgoto das lamentações
onde jazem os dogmas da razão
Enegrecidos e esquecidos
Por excessos de nada à fazer
Definhando,
Em buscas incontidas de falso prazer.

Dias cinzas que à mente nada trazem
Elegem sentimentos impassíveis de descrição,
frutos maduros de realidade.
E pela chatice o pensamento não se esvai.
Nesse descontrole abordado por curiosos
em vão;
A música e o jogo;
O nada e o novo;
Na fumaça a paz descansa,
Aliviada,
Por não podermos tocá-la.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Verdade

...e a gente passa a vida toda
procurando por um sentido
- no qual possa se apoiar.

Até tornar às cinzas:
e descobrir, que a verdade
não é encontrar.
Mas eternamente procurar.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Incomunicável

A alma se dilata
Em vontades incomunicáveis
Distribuindo-se,
Em contornos limitados e
frágeis.
Numa constante alternância
De dúvidas por interrogações.
Que agora se acalentam
Pelo sentir de rápidas emoções
Dissipando-se em verdadeiras
ilusões.
De ações comuns
Estampadas em controvérsias
Em contatos coloridos
de moças e rapazes.
Sentados em bancos separados,
incomunicáveis.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Segunda no parque

Vejo dois jovens contornarem
o formato dos prédios com a
ponta dos dedos.

Nuvens que procuram esconder
O calor do sol que há de arder
Refletido em águas tão densas
Quanto histórias de bodas de ouro
Talhadas em corpos envelhecidos

O quê eu quero,
É ir além.
Fugir daquilo que só me faz bem.
Bem?

Os pássaros gargalham nas árvores
dos homens que ali correm
No fundo, querem voar
E para disfarçar,
Sentam para descansar e fingir
Dentro de suas cabeças
Viagens de só ida.
Retornos sem volta.

Têm

O gordo,
o magro,
o alto,
o baixo,
o pobre,
o rico,
o feliz,
o triste,
o amante,
o solitário,
o foda-se,
o fracasso...
Mas,
Principalmente,
Têm quem tem certeza.

Fora isso,
sou todo o resto.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Monstro cotidiano


Meus monstros de baixo da cama
Com lençóis e bagunça de criança
No presente tempo que passa
Induz à súbita inconstância que me
trespassa.

Novos episódios do mesmo de sempre
Meus monstros agora ao meu peito
pertencem.

Confundem amor com nada para fazer
Ninguém realmente quer saber
O que você tem a dizer
Mas todos vão ver
O que você fez ou deixou de fazer.

Vale mais viver sem paz
Do que morrer com ela?
Identidade não vêm
do sangue.
Depende do querer ser.

Geralmente

Acho que sou um pouco 'geral'
Claro, não muito normal
Com angústias e anseios,
como ocorre em geral.
Generalizo até a ideia de ser específico.
Acabo por ser geralmente específico.

Todavia, como geralmente ocorre
Daqui um pouco vou cansar até
do jeito que escrevo.
Eu tenho um jeito de escrever?
Pronto. Já não gosto mais do que escrevi.

A semente da minha mente
anseia por germinar.
Para poder parar de imaginar
o quê geralmente ocorre,
enquanto a vida corre.

Mas,
essa específica mente agora
quer ser maior do que geralmente é
E,
Por hora,
isso serve.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Esperando

Vejo uma criança observando
Adultos rezarem e cantarem
Canções e orações de ano novo
De esperanças infantis.

Esperando.
Por novos tempos
E novos "podemos".

Drogas na rotina.
Droga de rotina.

Enquanto o sol nasce
Em alguns lugares
Alguns fecham as cortinas
E no sorriso da menina
Esperanças para além das retinas.

É só criticar a ostentação
Enquanto se ostenta.
Corrupção?
Já assinaram a ementa.

Algumas vezes a liberdade
Me ensinou a questionar.
Noutras.
Ouvir e me calar.