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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Segunda no parque

Vejo dois jovens contornarem
o formato dos prédios com a
ponta dos dedos.

Nuvens que procuram esconder
O calor do sol que há de arder
Refletido em águas tão densas
Quanto histórias de bodas de ouro
Talhadas em corpos envelhecidos

O quê eu quero,
É ir além.
Fugir daquilo que só me faz bem.
Bem?

Os pássaros gargalham nas árvores
dos homens que ali correm
No fundo, querem voar
E para disfarçar,
Sentam para descansar e fingir
Dentro de suas cabeças
Viagens de só ida.
Retornos sem volta.

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