Vejo dois jovens contornarem
o formato dos prédios com a
ponta dos dedos.
Nuvens que procuram esconder
O calor do sol que há de arder
Refletido em águas tão densas
Quanto histórias de bodas de ouro
Talhadas em corpos envelhecidos
O quê eu quero,
É ir além.
Fugir daquilo que só me faz bem.
Bem?
Os pássaros gargalham nas árvores
dos homens que ali correm
No fundo, querem voar
E para disfarçar,
Sentam para descansar e fingir
Dentro de suas cabeças
Viagens de só ida.
Retornos sem volta.
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