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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sou vaga-lume

Essa efemeridade da vida que corre
Muda sem você querer e passa
sem você saber.

Tanta vida em tantas cores
Ainda espero germinar
Pra poder ver a beleza inata
De todas as flores,
De cada pássaro que canta
Sem precisar de terra santa
Bebendo da esperança insensata

Chega de banalidades!
Tão vãs, cercadas por fãs.

Quero mais é ficar deitado
Sob as cobertas de uma noite
salpicada em estrelas
Com luzes que disfarçam o papo
dos vaga-lumes coreografados
Vagando e piscando
Num escuro que teima em mostrar
o que não se pode ver.
Pisca! Apaga... Pisca! Apaga...

Além de um flash de vida
O quê mais venho à ser?

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