Ao fundo
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas
Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.
Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.
E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.
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