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quinta-feira, 28 de março de 2013

Transparente é a cor da nossa mente
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira

O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.

Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.

Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.

Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.

Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.

Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.

Estamos morrendo
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.

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