Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira
O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.
Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.
Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.
Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.
Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.
Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.
Estamos
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.
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