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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bodiou!

   Até arrepia, gente que fecha a mão quando é melhor abraçar um irmão. Das coisas que fazer, viver e deixar acontecer, sem pressa, só não sei, espero, que assim não pode continuar, mudar, mudar e mudar, por que não deixar aquele mergulho no mar? O sol brilha mais forte, se duvidar, deixa as pernas pra fora e vê se não arde; depois de todo sol forte vêm a chuva, acalmar e esfriar, tranquilizar e fazer nascer, vida, amor e um pouco mais de caminhada, lembrar a todos de como é bom estar com a pessoa amada.
   Noites de insônia, dias de cansaço, tô pra ver o dia em que tudo isso sucumbir; seguindo a doutrina vigente, não, se tá ligado, quando a noite cair é só chegar, o holofote é a lua e na rua a gente espera um atraso, podia ser até um abraço. E o suor, a transpiração onde fica? Observando o cálice gelado, de repente o vidro perece, e no fim a gente só ouve o que merece, o que parece.
 
   A vida não da mole, depende quem, pra mim sim, o peso do mundo nas costas todos têm, a diferença se apresenta quando se sabe o peso, realidades aparecem e indiferença acaba por se tornar o que eles merecem. Difícil não é compreender ninguém, difícil acaba sendo ter de conviver com alguém, afinal, qual o equilíbrio que existe entre pessoas se não a utopia. Inveja e o contrário, verdadeiro e o oposto, a rua continua aberta, na espera de um páreo, sem nenhum bom moço.

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sentir.

   Enquanto o que transborda o pensamento é a independência humana, a eliminação do fato de precisar de alguém. Os exemplos são ótimos, a TV com a cara do Justin Bieber facilita e a fraqueza ainda se concentra no futuro. Covarde o suficiente para mofar em casa, palavras ditas, conselhos automáticos, preciso mais disso do que eles, só não me dizem o que eu quero escutar. Conversas e conversas, não me levam a nada, são todas distrações, sempre foram, sempre com o mesmo sentido, afastar a falta de sentido.

   Não se trata de uma infância perturbada ou qualquer coisa do gênero; acendo um cigarro, e em meus pensamentos, ofuscados pela fumaça, tento me encontrar. É tudo pura consequência, você sabe. Consequências de você mesmo, promessas garantem isso, "com certeza não vai ser por sua causa" você recorda mesmo não fazendo mais tanto sentido. Já diziam, sou rancoroso, como se adjetivos jogados ao relento por conta de atitudes definissem alguma coisa. A insônia já não existe, dormir não faz sentido, nada faz sentido, afinal, pra morrer a gente só precisa nascer; os acordes das estrelas, quando observadas, vibram de acordo com o momento, mas sempre no mesmo ritmo, sempre ao ritmo do peito.

   Viver a fim de algo em comum, viver a fim de enriquecer; insistem sempre em comentar o desnecessário, qual o problema com vocês? Dinheiro, valores e preços, que diferença faz, quanto isso vale comparado a presença de um semelhante, quanto isso vale mesmo que não hajam muitas palavras? Coloque-se pra pensar, 2 e 2 só serão 4 se ambos se somarem, uma parcela não se inteira sem a outra, a situação assim se define a partir da ação de ambos, e o que você julgara ser suficiente, pode resultar numa falta de resultados. Coloco-me a pensar, e um pouco antes de acordar, espero ter esperança.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

energia racional,

   Essa coisa de buscar o equilíbrio, por mais anedota que seja, não é tão abordada quanto deveria. Seria no mínimo mais fácil estabelecer-se, com a ajuda do outro, conscientes, você e ele; consciência, talvez algo superior, que nos leve a entrar em conexão com as possíveis mediações que podemos causar na vida do próximo pelo simples ato de cumprimentá-lo.


   Esqueceu-se da necessidade real, você mesmo, com as bordas dos pensamento cristalizados; personalidade existe, quer queira ou não, mas junto a ela, o raciocínio aparece feito as fadas dos contos da Disney (daquelas que realizam os desejos e tudo o mais), porém, ao invés de um prazo de meia noite para voltar pra casa, são postas duas lentes frente a sua realidade, te fazendo parecer um peixo com óculos para natação.


   São tantas informações, dizem até ser a era do conhecimento, nado em meio a novas palavras, só que por um minuto eu paro pra pensar: só não me dizem o que eu quero escutar. Crença e ceticismo andam juntos, ou melhor, correm, disputam uma maratona em minha vida, daquelas infinitas onde uma fica ultrapassando o outro. Falta paciência, até os sentidos correm; novamente me vejo parado, observando, como a nossa vida é mesquinha.

sábado, 19 de novembro de 2011

noiteando.

   Talvez seja a delicadeza da escuridão, a menina mais bonita da noite, vestida com as luzes da cidade; pra variar me acompanha nos acréscimos do segundo tempo. Cada dança que me acompanha, vêm um pensamento ou aprendizado, assim dito porque pensamento nem sempre é aprendizado, enfatizando sempre a mesma coisa: "Pra quê?". É tudo um vício, agora que você pensa em novos nomes de doenças, é tudo viagem, você sabe, mas até então é o que mais me aquece o peito.
   Dentro de um cubo amarelo, se vê o vasto lençol negro que abraça o céu. As vontades são das mais diferentes, responsabilidades espalhadas na escrivaninha em baixo de um xícara vazia; a presença dela realmente tem lhe mudado, mesmo sem muito contato visual, as coisas já foram mais pacatas e o que parece se tornar efêmero, traz vontades que o tempo nunca permitirá.
   Não, não existe casualidade; isso parece sinal de fé? Talvez devesse correr até a rua dela e clamar amores até que os vizinhos se emputecessem todos... Baboseiras são comuns, ainda assim, falta talvez coragem para ver o o crepúsculo virar noite. Ainda que não seja uma daquelas tempestades, bem em cima da sua moral, que baixa, facilita bastante novos aprendizados, mudanças; e já dizia a rapaziada: "Se nada der certo, viro puta.". E quando amanhecer, e a garoa for o que restar da garota, vejamos se a vida não valha a pena.
   

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ponto e vírgula.

   São tantas as cobranças, probleminhas burgueses, tantas exigências, falta de amor, ausência, falsas expectativas, lições transparentes, finitude. Me fazem perder a vontade, preocupações próprias se dissipam, não parecem importar, existem coisas mais importantes.

   Agradar do rei a plebe, falta de maturidade, falta de naturalidade, tudo lhe falta, tudo você muda, e novamente tudo você vê ruir. Frieza, essa amiga minha, incorporei do esporte, esse gosto pelo vento; sou areia em dia de chuva, o vento seguindo, e imóvel estou encharcado no mesmo lugar.

   Overdoses de positividade, regurgito tudo junto a palavras guardadas. Os olhos mais parecem prisões, o sentimento que antes facilmente escorria pela face, hoje se vê preso por cadeados que não o deixam sair, não é que eu já seja maduro, como não o poderia ser ainda, mas a criança que um dia correu pela relva, se escondeu, talvez, pra nunca mais voltar.

   Junto uma por uma, flores mortas para completar o buquê, subo as escadas para o norte, lá onde a temperatura esteja compatível com a minha, me sirvo da solidão. Antes de sair, presencio um pouco de "maturidade", um pouco dessa bendita verdade, me sinto feliz, não sou adulto; me deprimo e recordo, criança feliz só em comercial da coca-cola.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Todo sumido.

   Não é ódio o que eu sinto por todos eles, mas por que não somem? Toda essa banalidade de diferenças, estabelecer crenças, ficar preso a preceitos, onde a visão que se estende está no valor do que é produzido e/ou feito. Estou preso ao solo, não existe a possibilidade de voar, puxar meu dedo e vê-lo se esticar até onde jamais imaginei fazê-lo; significa viver meus sonhos e correr pra bem longe, sentar e esperar, quem vier correndo pra me buscar.

   Nessa brincadeira de ser forte, me encontro no patamar dos arrasados - mesmo não o parecendo -, as víceras da minha razão estão expostas, deixando a mostra toda contraditoriedade em que se encontram meus pensamentos, culpa desse mundão com essa coisa de sempre girar, acaba por me deixar mais desnorteado então.

   Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos quando não tiver maiores perspectivas, e ouvir sua boca dizendo apenas o que me interessa, quando tudo o que me resta, são cacos do espelho deixados pela destruição que sua ausência insiste em causar. Com a cebeça desregulada, continuo caminhando, moribundo dos sentimentos e carregando uma mochila de novas experiências, para o caso de serem necessárias.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

transpiração.

   Não significa que o coração tenha deixado de bater, só não lhe são, porém, mais dadas atividades diárias antes consideradas obrigatórias. De vez em par, preciso de verdades, se tratando da situação em que mo encontro, mentiras transbordam para além da alma; alma essa, que não se tem concepção ou saber avançado, só se colocando como mais uma dessas teorias que se lê ou se escuta.
 
   A serenidade lhe fecha a janela perante situações drásticas, ou demasiado intoleráveis. O sofá, lhe serve como conforto quando o peito não mais consegue sentir calor, e o livro, de dicionário, quando palavras lhe faltam para descrever o temor; tal, que apenas se exige aparecer quando se fazem necessárias mudanças no que um dia  foi colocado como imutável.

   E esse amor, pelo silêncio, pela falta de vocábulos ditos e pelo excesso de displicência, arde como uma verdade que não contenta-se em calar, visto que factualmente, tudo o que se vê são momentos de degradação própria, em um paradoxo que se forma perante a atual conjuntura dos acontecimentos pessoais que lhe ocorrem e não contentam-se em estar a esmo diante de tantas boas opções a que recorrer, ou de preferência, falar e esperar ser escutado.

domingo, 4 de setembro de 2011

mãos dadas.

   Essa mania de definir-se em faces, classificar e taxar-se, características alheias tiradas de memórias ofuscadas pela rotina; talvez sejam suficiente para desatar qualquer nó nesse trapo velho e mal cuidado que chamamos paixão. Dizer o quanto as pessoas nos fazem mudar, talvez somente em minha concepção, é um erro tão grave quanto julgar saber quem somos por finalidade, quando talvez o que mude não seja você ou eu, mas sim a nossa influência exterior. Por natureza, sei que estou constantemente sendo influenciado externamente, e quando estabelecidos certos laços afetivos, essa influência segue uma linha invisível que me guia até o ponto final dessa mesma.

   Mais parecem janelas esses relacionamentos, enquanto você, de dentro de um quarto vazio vê infinitas possibilidades de horizonte, tendo apenas de estabelecer por quais janelas você prefere olhar. Não pelo fato de como aquela ou aquele nos completa, mas pelo que proporciona a nossa visão, novos horizontes e destinos, em suma, novas realidades a serem vistas. Algumas janelas por sua vez, estarão sempre trancadas, cabendo a nós decidir se queremos ou não abri-las e ver o que seu conteúdo nos reserva e o que pode nos acrescentar. Contudo, até mesmo o sol em certos momentos pode nos cegar, essa consciência cega, excesso de claridade, diga-se como bem quiser, e novamente caberá a nós saber julgar ser real ou não o que por natureza do ser passamos a ignorar.

   Portanto, não é pedir para que solte as mãos da pessoa que se têm presente neste momento a sua vida, mas que a aceite como livre para poder ir embora a hora que bem entender, e só então, saberá filtrar o que essa janela de novas visões poderá oferecer a você. Não passam de palavras vindas de quem sequer começou a abrir suas próprias janelas, que num começo distante atirou possibilidades a esmo, e depois que tudo sempre pareceu se fechar, as mesmas frestas de luz, essas que dou o nome de esperança, não pararam de iluminar meu chão que sempre se manteve estável, por mais que meus pés não o frequentassem como de rotina.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

passos pra trás,

   Sei que não existe apenas uma resposta, além do quê, o amor está em mim, mais vivo. Perfeição, utopia, todos esses nomes, encontro no palanque de chegada; ressentimentos que já nem doem mais, por onde andou? Enquanto crescia e não ouvia tudo aquilo que me faltava, vi tudo aquilo que precisava.

   Viver além de mim mesmo, é isso ai, como você achou que ia ser, uma vida simples é boa, caminhei e me apresentei, não como homem, talvez menino crescido, a ver sempre sua cadeira vazia; laços com o vazio substituíram a sua falta de palavra com a verdade, e diferente do vendedor de flores, teus filhos seguiram caminhos paralelos, aquele que escolhe o ceticismo e aquele que escolhe a rotina.

   Se as trilhas caminharam para com esse rumo, teu maior presente foi minha indiferença, no sentido que é meia-verdade, que toda essa "dor" um dia vai passar. Passar a ser crônica, sem muita afetividade a ela, passará por um chiclete grudado em meus pensamentos, e se tudo o que queria era gelo, ainda que me preocupando, terás simplesmente ausência de teu sucessor.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ckfu YOU!

   Exercer minha parte hipócrita de vida, sentado numa cadeira a revisar materiais didáticos, cultura, também chamada de estudos gerais, ou escola fundamental. Desde criança, colocado a ver coisas que não lhe interessam, treinado para valer, valer dinheiro, ser mão de obra, ser escravo, mesmo que não por inteiro; cá estamos, exercendo o papel que sempre nos deixarão por inteiro.

   Pois somos hipócritas, antes sem mesmo saber o significado do próprio adjetivo. "Livres! É tudo isso o que somos." elas exclamam, seguido do velho acordo de pais e filhos, estudar pra poder ganhar... Ganhar? Dinheiro, troféu verde e quadrado, imagem ilustrativa do que os autores estão falando. Seu maior sonho? Foda-se, ninguém liga, o que importa é deles e você, bom, você fica pra outro dia...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desconfie de tudo,

   Que dom, mais parecido com alucinações, tem essa seiva que escorre por todas as suas capacidades, deixam-no desequilibrado. Tão viscosa e difícil de se ver sem, e não se trata apenas de desconfiança, pobre covarde, o futuro é tão longínquo pra você, mero resquício de vida. Resquício esse, que mal serve para organizar as facetas diárias da própria existência.

   A meia-noite se diz sem sono, pobre tolo, não sabe se esta arrependido ou é apenas incompreendido. Dizem os extintos, é tudo um filme cômico, desfrutar a comédia da 7ª arte, é o mesmo que desfrutar uma paixão incerta. Merda. É só o que transborda pelos seus ouvidos, sua cabeça lotada sem poder aguentar mais. Foda-se, melhor focalizar no que mais te trouxer paz.

   E nesses tempos tão conturbados, o melhor que se faz é deixar assumir um co-piloto, talvez de cabelos sedosos, delicadeza que se confunde com as mãos em cada qual que já se viu, as mais lindas. "Mas teus olhos morenos me metem mais medo que um raio de sol." Contradizendo a sua idéia, de que apenas substâncias ilícitas lhe tiravam a razão, talvez o amor devesse ser proibido então.

terça-feira, 12 de julho de 2011

facetas,

   É interessante esse processo de endividamento que passa a alma humana ao se deparar com boas ações, qualquer tolo pode ter coragem, eles chamam de força de vontade quando não passa do simples medo da verdade, verdade essa que se faz assustadora demais diante da fragilidade de nossa existência.

   Olhar em volta e ver uma casa de espelhos, todos refletindo diferentes formas de uma mesma pessoa, você. Atitudes, medos e traumas, quando vistos diretamente transformam qualquer sensibilidade em pedra, o altruísmo  parece tão sarcástico, e esses amores, anêmicos onde o que prevalece é a mais pura realidade afetada pelo passado.

   Sem qualquer retórica, piada ou ironia, meus reflexos começam a não mais fazer sentido, te colocando num ciclo infinito onde a amargura faz parte apenas para os que fecham os olhos. Por que tanta importância para com toda essa gente, falar de sofrimento quando não sabemos o que é sofrer, então não é por amor ou por dor, tudo apenas faz parte do viver.

sábado, 2 de julho de 2011

pensamento alheio.

   Quando a comunicação moderna parece entediar, eles nos incentivam a levar uma vida sem roteiro, induzindo a não pensar restringindo-se somente a falar; e que roteiro seria esse, que jovens maduros de casca tanto o querem longe, enquanto vendedores de água-benta tanto lhe oferecem em troca apenas pela sua consciência.

   É tanto amor, amor escorrido, já lhe deram forma coitado, coraçõezinhos vermelhos escondem os enormes cifrões que reluzem na retina de olhos controlados por mentes perturbadas com a própria realidade, insistindo na ação do não pensar para fazer, e rezar para acontecer.

 

terça-feira, 28 de junho de 2011

solitária.

   Você lê nos livros o que lhe parece de acordo com a realidade mais aceitável que essa mente tão conturbada define como correto ou não. Valorização da verdade, tão relativa e cheia de complexidades, parece fácil de se definir quando ditada por alheios que pensam compreendê-la tão ferozmente quanto um homem compreende uma mulher.

   Hora julga estar preso, hora julga ser livre. Liberdade que realmente não se depara mais com a minha pessoa, ouvindo fatos cotidianos, de quem não parecia ser um porém, faz brilhar a luz que ilumina a solitária, onde sua mente sem perceber se confinou e armou de argumentos fictícios e sem qualquer escrúpulos fazendo das palavras uma hierarquia que por consequência, penitencia seu ser.

   Verdade essa que não quer calar, evito sons, evito imagens, mas o que mais faz pensar é se essa coisa do "e se" não for só mais um devaneio de realidade, e você sem saber, pode estar perdendo o que não fazia parte da sua maioridade. Mudanças, jogadas contra a parede e retratadas como um nada, e você sabe que o que lhe dizem tem sentido; não será preciso mudar, mentes formadas não se resumem a algo concreto e coerente, cabe a mim mudar apenas a forma de pensar, tirar de vez do peito a solidão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De uma utopia passada;

   De tempos quando o corpo não pedia mais da minha própria alma, minha vida não parou, momento algum. Tudo que escuto me parece "zum zum zum", quando tudo o que eles querem é um sim, meu cartão postal retrata o fim, mas não por ânsia que o mesmo se aproxime, talvez porque o que passou foi inspirado sem fins. Nostalgicamente o frio demonstra um talento incomparável de se fazer insuportável feito tempos antigos, tempos a qual você parece nem se lembrar mais.

   O vento abre o guarda-chuva, as folhas parecem não cair mais das árvores, turbilhões de insuficiência sentimental passam no meio do seu peito e congelam tudo o mais que havia ainda vivo. Essa mania de desvio da realidade, tão ilícita quanto deveria ser a sociedade, se faz como meio escolhido a fugas mentais, infelizmente talvez isso comece a me desmentalizar, de repente olho pra frente sem saber o que falar.

   Não ouço mais o galo cantar, sob a selva metalizada por instinto acendo uma vela e me deixo guiar, sem rumo ou caminho tudo o que faço é planejar, ta na hora de lutar, começar, fazer e terminar. Ai começam a pedir a chave pra abrir o que tem aqui, não não vai rolar, não mais, tudo o que fiz foi trancar, sem planos para o que vai ser ou no que vai dar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

faz o meu tipo,

   Desde um perfume que faça curvarem as flores até o simples odor de cabelos suficientemente longos ao relento, e os olhos, por favor, que se desviem e mostrem a vergonha que esconde seja qual for o sentimento; por puro desleixo pessoal, talvez as mais baixas, como os menores frascos que elas sempre mencionam e as mais magras, que por vezes, não pensam em comer pouco.

   Cabelos soltos, nada como eles para tornarem o vento tão bem feitor, roupas leves que é de costume da maioria em dias quentes, prendem a atenção quando combinadas com o caminhar que faz tornar-se um privilégio o fato de possuir olhos, que quase não se fecham, perseguindo o rastro de beleza que cada qual deixa.

   Nestas mãos, tão bem feitas por tantas lixas e cremes esfoliantes, fica a prisão de corações frágeis que possa vir a prender perpétua-mente o primeiro distraído que por ali se arriscar. E por mais cruel que pareça, acaba por se tornar um vício toda essa situação aguda que insistem os tolos ou loucos arriscarem, e por mais que você tente, o ímã desse mal lhe atraí, a não ser que não tenha coração, vai te agarrar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

hipócrita da sua parte.

   E novamente a inspiração me soa o alarme, mas será que felicidade anda junto com criatividade? Não se trata de imaginação, apenas alguns cacos de um espelho jogados ao chão. Faz parte do cotidiano não cronometrado dessa vida que insiste em me paparicar quando tudo que tenho para falar são sempre insatisfações, não existe qualquer sábio, filósofo ou fada madrinha que me façam voltar a acreditar.

   Talvez me falte um pouco de cativação utópica, grande merda, me vem a vontade de desistir, que agora diferente, não é abafada pelo desabafo próprio, palavras já não são o suficiente - talvez nunca sejam - e a base de um ombro ainda me falta quando não é suficiente ser apenas inteligente.

   "Estou aqui, com você, para o que der e vier, sempre pra falar nunca pra te ouvir..." é o que sempre dizem, não dizem nada, não precisam, as pessoas lhe passam em branco, funcionalidade ou qualquer motivo de existência elas já não conseguem se apresentar, o palco da vida está aberto e um amigo ouvido não lhe quer aparecer. Que tal nunca mais chorar? É pura loucura insistir, e motivos que me façam retroceder já deixaram de ser apresentados, para mim, estão todos petrificados.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

superficial demais.

   Tudo que era diferente, novo, já não tem mais o mesmo brilho, as coisas como elas são começam a ficar cinzentas e velhas. Um pouco de fluxo não faria mal, procurar alguém para amar, já não acontece mais, já machucou demais.

   Seus neurônios gostam de estímulos, e tudo o que você sabe fazer é relaxar, paramos de nos mexer, paramos de surpreender, essa coisa de ir e vir, falar e convencer, são sempre as mesmas pessoas, e mesmo com elas, ali elas não estão, e sem variar, lhe vem a imagem de você sentado acompanhado pela solidão.

   Utopia, por que não, por que sim? Ficar do jeito que estou, só acontece quando essa me escapou, por que insistem em te julgar? Por que não tentam apenas conversar? Visões superficiais te irritam, tentem ver mais, tentem ver além, se importar muito com opinião alheia não é interessante, por que não existe ninguém para você, ninguém que saiba o que você sabe, ninguém que queira saber o que você tem pra dizer.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

banho;


   Seja de sol ou de chuva mas que seja da natureza, da simplicidade em seu ser máximo, a inscrição de vida numa simples gota de chuva ou num simples raio de calor.

   Seja de paz, solidariedade ou de indiferença, indiferença quanto a cor, religião ou nacionalidade. Que seja um banho de cultura, de bem estar, que nos faça lembrar que as coisas mais simples de nossas vidas, podem ser as mais valiosas e aprenda a dar valor para estas mesmas. Que nos limpe da insatisfação do viver e do ser, mas não tire nossas tristezas e frustações, pois é com elas que aprendemos a levantar e nos reinventarmos.

   Dizer não a uma sociedade capitalizada pela compra e venda, pelo individualismo, egoísmo imbecil, e ao preconceito barato e sem explicação, essas e outras heranças culturais. Faça sua lavagem cerebral, não importando sua tribo ou religião, pois o destino conspira para aqueles que inspiram a paz e felicidade.

domingo, 1 de maio de 2011

Bem que te contém,

   Se trata tudo de um simples medo, essa sensação, associar tudo que você vê a algo em comum, as pessoas lhe perguntando "e agora o que fazer?", loucura pensar no que voltaria a acontecer, no que provavelmente pode acontecer. Mas e se tudo que você vê são cinzas, que você sabe, vão ser levadas pelo vento e dali um momento deixarão seu campo de visão, ou podem ficar, e não certamente, dali ressurgir essa tal fênix.

   Mas é essa sua personalidade tão antagônica, tão bipolar, que você sabe irá te fazer declinar por mais um sorriso mesclado as palavras certas, vai ser suficiente para se fazer fugir o controle e novamente estaremos em problemas iguais aos de sempre. Mas nem sempre tudo é como sempre é, girando por detrás do seus olhos, imagens e idéias se tornam um pensamento.

   Começam a faltar palavras, talvez a realidade tenha se distanciado de você, ou você dela.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

fé utópica,

   Não entender como pessoas tão sábias passaram a ser tão odiosas, faz parte desse lugar que tomou mais a sua alma do que era esperado, concluir é arte e duvidar faz parte. As pessoas começam a desviar seu pensamento, é impossível, não tem como relaxar se elas não deixam você pensar.

   Pode ser que não passe de sonhos idealísticos falsos da sua fértil mente, mas um mundo melhor não pode deixar de ser acreditado. Sair de uma ilha, de repente te colocam em novos mares, peixes novos no aquário, liberdade até onde se vê, com o vidro transparente percebemos o quão longe pode chegar, e o quão longe está da realidade do mar.

   Correntes presas as pernas, todos sorridentes olhando uns para os outros, caretice alheia irrita e não é suportável. Faroletes na sua cara, não te deixam pensar, senso crítico sempre com resposta antes da dúvida, será que vai ser difícil sorrir na rua? Será que não vão me prender de forma súbita? 

   Minha fé pode se tratar de algo utópico e sem fins, mas enquanto me permitirem acreditar, enquanto minha dignidade se levantar, sistema, estado ou miseravelmente pessoa quaisquer que for, poderá se expressar, mas não me fará declinar.

terça-feira, 15 de março de 2011

são meus vícios

   O salão de festa anda lotado, pessoas escandalosas com suas bebidas, em geral alcoólicas, e você sentado, em pé ou dançando, não para de pensar em com quem poderia estar, e como estaria ela longe. São tempos felizes, cheios de mudanças, o que antes eram meus vícios, talvez pela falta do que fazer ou até do que entender, trocar a realidade por um teclado e uma tela em branco fazia parte da rotineira solidão, tão vazia como ela realmente é.

   Será que é possível traduzir o mundo como ele é, seriam nossas palavras suficientes, ou não passam de letras meramente leigas sobre esse prazeroso assunto que é a vida. Não ter do que reclamar parece mais um motivo para reclamar, ironicamente o sorriso masca o chiclete em vez de direcionar-se a pessoa ao lado.

   É perturbador pensar no que pode estar acontecendo, sua confiança parece não ser mais tão grande, ainda penso em como seria se não tivesse sido. De qualquer forma, acreditar ou não no destino vai da cabeça de cada um, acordar todos os dias, de barriga vazia, não faz parte do meu cotidiano, cabendo a mim, agradecer por cada prato de comida, até cada passo dado em direção ao que o mundo é.

   O amor tomou conta das minhas veias não das minhas palavras, pelo menos não ainda, e enquanto tenho essa luz de razão ainda me ilumina. Meus pés começam a sair do chão, mas será que posso? Confiar mais uma vez em quem te magoou não parece razoável, mas se minha saúde depende disso, se minha vivacidade se agarra a essa causa, começo a crer que a razão do meu viver, independentemente do futuro, começa com você.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

lógicas e incógnitas

   E se tudo que um dia lhe fez feliz não mais te satisfaz, e se tudo que você adorava agora não passa de um fio de navalha numa história já contada. Falar de capitalismo e todos os seus idealismos se torna fácil, a partir que ideias a esmo invadem sua mente num súbito encontro de ideais relutantes que mais estão para uma injeção de ânimos.

   E se quando sua mãe sorri você sente que realizou o que um dia lhe disseram ser impossível, e se todos aqueles sorrisos que antes virados para você, hoje se colam abaixo do queixo e mostram sentir pena de si mesmos não sabendo se é arrependimento ou inveja. Quaisquer que seja, não me importa fazer calar essas pobres almas confusas e carentes, não me importa se riem ou sorriem, me importa o importante, o amor e a conciliação que na minha vida são levadas adiante.

   A música orquestrada guia as pegadas que vou deixando na chuva, andando em nuvens eu sei que estou melhor do que nunca, sem cabelo e dentes sem aparelho, já não sou mais uma criança, só não quero ser adulto, então fico nesse transe de felicidade e puberdade, rimando e aprendendo. Lágrimas só se forem de riso, o amor eu sei que vai acabar me encontrando e, enquanto espero a boca de mais alguns vou calando.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

tênis molhado.

   Parece que quando o céu escurece, ventos úmidos e gelados entram pelas janelas da casa e começa a se ouvir estrondos vindos de longe; passou da hora de dormir, que todo o ambiente não pode ser aproveitado enquanto o tempo continuar nublado. Pena dos que ainda não saíram de casa, que não puderam saciar a sede do ser com o principal produto que nos faz viver.

   Daquelas que chegam assim, bem de repente. Num dia de calor, mostrar como sou, num dia escuro onde o show é chuva. As gotas quando caem, parecem palmas apaixonadas de um público que ama seu cantor; e servem até pra quem nunca chorou, gelam os braços até de quem já guerreou.

   Alvos a esmo, polícia e bandido, até você e a mim mesmo. E depois de um certo tempo, os seus ou os meus, tênis coitados, daqueles sujos e furados, ou dos novos e bordados, parecem fazer unir os pés com as meias, e num momento você sente que assim conseguiria até dormir. E os tênis parecem começar a gostar, da chuva que nunca falha, te garantindo que o sol mais uma vez vai nascer pra brilhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

tudo que eu quero ver.

    Desde o que faço até o que deixei de fazer,  importância pra esses caretas carentes. Vamos por partes, se é assim, "pago o que consumo e se quiser beber eu bebo, se quiser fumar eu fumo", que seja aberta a independência, liberdade de expressão e um pouco de fumaça na cabeça.

   Coitada daquela árvore, desmatamento filho da puta, mas nunca se sabe se o homem que derruba um dia foi derrubado, se tudo o que a gente tem ele acostumou a viver sem. To aqui pra escrever não pra entender. Eu não precisei de muito pra fazer meu tom, guerreiro aquele que nasce com fome sabendo o que quer ser quando crescer.
   
   Tendo ou não dinheiro no bolso, toda essa parada, essa conversa. Se vem do Japão ou não, orgulho brasileiro sempre no bolso do meu peito, se o país não anda, a solução ta na força que a gente usa pra empurrar, sem terremoto e furacão rodeado pelo mar. Sou a obra da obra, naturalmente confuso sempre me preocupando com aquele que partiu, feliz e capacitado, naturalmente feito no Brasil.

domingo, 16 de janeiro de 2011

estaremos sempre aqui.

   O que antes foi tão engraçado, tempos de paz sem se importar com a situação e independentes de qualquer escolha, o tudo que parecia nada, e que hoje parece mais. Não mais somente a escolha da tua mãe, mas se for de coração, então existe a garantia da melhor opção.

   Ao que um dia me fez rir ou mesmo me fez sorrir, garanto minha salva de palmas. No tempo em que a diversão era olhar o avião e a brincadeira era um corredor com água pingando da mangueira, foi-se o tempo onde só me escondia atrás da caçamba, e o amor era além da esperança.

   Depois de cada desafio e obstáculo, me esqueci que o melhor disso não é conseguir, talvez a vitória sempre fosse rir, rir e saber enfrentar cada pedra não como um desafio, mas como uma brincadeira daquelas de criança, onde no fim a gente sempre vence. Pode não ser amizade, pode não ser nada disso, o meu futuro eu deixo nas mãos de quem eu confio, relembrando os velhos e bons tempos.

   O tempo vai passar e os anos vão continuar, mesmo não sabendo onde tudo isso pode dar, vou sonhando alto nunca deixando de lado o meu verdadeira lar. Levando minha meta ao infinito e um pouco mais além. (:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

a vida.

   As pedras no caminho, por onde ando elas estão, cacos de vidro que a vida me deixou, ando descalço e por vezes tudo isso me derrubou, mas olhe em frente e de pé ca estou. O que foi feito só te deixou no lamento, consciente com os pés no chão, valorizando minha família e agradecendo po mais um dia desses de cão.

   De olhos fechados e a TV ligada, conversando sozinha ali no nada, rezo meu pai nosso, obrigado Deus por mais esse dia lutando como posso. Ta tudo muito difícil, não pra mim, as coisas sempre foram assim, então por quê não? Mudar eu sei que eu vou, só me resta saber como anda a pessoa que sempre as minhas lágrimas limpou.

   O texto é curto, só por tradição, talvez seja a melhor forma que consigo agradecer, além de cada oração. Cada tapa vou levando, porquê no meio do caminho eu sei que vou ter uma luz me iluminando, andando de joelhos e olhar pros lados não pega nada, cuidar da minha vida nunca foi difícil, que tal agora aprender a não julgar, e não deixar a tua vida somente passar.