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terça-feira, 31 de maio de 2011

faz o meu tipo,

   Desde um perfume que faça curvarem as flores até o simples odor de cabelos suficientemente longos ao relento, e os olhos, por favor, que se desviem e mostrem a vergonha que esconde seja qual for o sentimento; por puro desleixo pessoal, talvez as mais baixas, como os menores frascos que elas sempre mencionam e as mais magras, que por vezes, não pensam em comer pouco.

   Cabelos soltos, nada como eles para tornarem o vento tão bem feitor, roupas leves que é de costume da maioria em dias quentes, prendem a atenção quando combinadas com o caminhar que faz tornar-se um privilégio o fato de possuir olhos, que quase não se fecham, perseguindo o rastro de beleza que cada qual deixa.

   Nestas mãos, tão bem feitas por tantas lixas e cremes esfoliantes, fica a prisão de corações frágeis que possa vir a prender perpétua-mente o primeiro distraído que por ali se arriscar. E por mais cruel que pareça, acaba por se tornar um vício toda essa situação aguda que insistem os tolos ou loucos arriscarem, e por mais que você tente, o ímã desse mal lhe atraí, a não ser que não tenha coração, vai te agarrar.

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