Na busca de uma realidade aprazível
às minhas necessidades tão fugazes,
Encontrei a tranquilidade
Fugindo de toda essa vaidade;
E, de todo esse mundo externo
Escapei do inferno
Me refugiando no que chamo
de meu eu interno.
Nessa estóica linha tênue
Entre o real e o irreal
Sigo pelas calçadas
Desvencilhando-me de todas as razões
Que me levem ao taciturno mundo
do mercado de ações.
Essas roupas escuras
Que vestem os meus anseios
do cotidiano. De repúdios,
protestos e recessos
Seguindo as setas dos devaneios
De sonhos ou ilusões
Habitando um porvir
Onde não conhecemos decisões
Onde não havemos de chegar
Armado de sentimentos
que não controlo,
Por vezes, rezo,
Me canso...
Não dá para desistir,
mas também, quase não dá!
Resistir é consequência.
Sendo assim
O que vem na sequência?
Ora pois, o quê é que vem depois?
Da vida, a morte é filha?...
Ou seria o contrário?
Onde os prazeres e felicidades
caminham de mãos dadas com nosso calvário
Agradeço o custo-benefício de viver
Desde que não precise de ofício
Para poder e
ser.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
Quero ar
São tantos os olhares
que já nem sei o que olhei.
A solidão dispersa na sala,
encostada no sofá ao seu lado
Presente de si,
ora acalma,
ora alucina.
Entre tantas dúvidas,
ainda procuro pela minha sina.
Mobilidade urbana!
O trem do outro lado da avenida
Faz tremer minha cama
Enquanto sonho sonhos de partida
As pessoa vão...
Para qualquer lugar que elas não querem
que seja em vão.
Risos.
Precisamos de comida!
Também na África,
Também no Brasil,
Mas principalmente,
comida para a alma
comida para a calma.
Observo as linhas
das palmas da minha mão,
do meu rosto...
O tempo passou tão rápido,
que já não consigo mais ter certeza
sobre o que realmente aconteceu,
sobre o que um dia fui eu.
Pudera eu ser alguém importante,
para em páginas de jornais e livros
estarem impressas lembranças sobre mim.
Sobre alguém que soube o que fazer
Sobre alguém que pôde ir além
do simples pensar,
do simples questionar.
Nesse monte de vidas
Construídas dentro de aquários.
Nessa vida que é só mar.
Somos apenas,
Peixes
Que podem escolher,
vez por outra,
onde querem nadar.
que já nem sei o que olhei.
A solidão dispersa na sala,
encostada no sofá ao seu lado
Presente de si,
ora acalma,
ora alucina.
Entre tantas dúvidas,
ainda procuro pela minha sina.
Mobilidade urbana!
O trem do outro lado da avenida
Faz tremer minha cama
Enquanto sonho sonhos de partida
As pessoa vão...
Para qualquer lugar que elas não querem
que seja em vão.
Risos.
Precisamos de comida!
Também na África,
Também no Brasil,
Mas principalmente,
comida para a alma
comida para a calma.
Observo as linhas
das palmas da minha mão,
do meu rosto...
O tempo passou tão rápido,
que já não consigo mais ter certeza
sobre o que realmente aconteceu,
sobre o que um dia fui eu.
Pudera eu ser alguém importante,
para em páginas de jornais e livros
estarem impressas lembranças sobre mim.
Sobre alguém que soube o que fazer
Sobre alguém que pôde ir além
do simples pensar,
do simples questionar.
Nesse monte de vidas
Construídas dentro de aquários.
Nessa vida que é só mar.
Somos apenas,
Peixes
Que podem escolher,
vez por outra,
onde querem nadar.
sábado, 30 de março de 2013
qualquer experiência
Deixa a madrugada chegar
Pra sermos as duas últimas pessoas
desse mundo
Vamos sair para sonhar
Sem noites dormidas por morrer
Sem impedimentos para ser...
Quero poder crer
Em coisas boas, de novas lembranças
De quando fomos crianças
e a tristeza ainda era esperança.
Quisera eu ser humilde
a ponto de crer em uma vil
providência
Que me coloque onde deveria
Satisfeito com a vida como seria.
Não ser o que quer que seja
Apenas por não querer ser,
qualquer um que se veja.
Querer me servir do cálice da vida
Degustar da ardência da paixão
Servir-me do doce sabor do amor.
Quero,
nem por isso
Espero,
Mais que tudo
Saber dar nome ao que quero
Ou vá querer,
Vá saber...
Pra sermos as duas últimas pessoas
desse mundo
Vamos sair para sonhar
Sem noites dormidas por morrer
Sem impedimentos para ser...
Quero poder crer
Em coisas boas, de novas lembranças
De quando fomos crianças
e a tristeza ainda era esperança.
Quisera eu ser humilde
a ponto de crer em uma vil
providência
Que me coloque onde deveria
Satisfeito com a vida como seria.
Não ser o que quer que seja
Apenas por não querer ser,
qualquer um que se veja.
Querer me servir do cálice da vida
Degustar da ardência da paixão
Servir-me do doce sabor do amor.
Quero,
nem por isso
Espero,
Mais que tudo
Saber dar nome ao que quero
Ou vá querer,
Vá saber...
quinta-feira, 28 de março de 2013
Transparente é a cor da nossa mente
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira
O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.
Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.
Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.
Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.
Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.
Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.
Estamosmorrendo
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira
O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.
Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.
Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.
Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.
Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.
Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.
Estamos
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.
quarta-feira, 20 de março de 2013
1, 2, 3 poesias...
Os esportistas são os novos poetas
Poetas do alvorecer,
Embalados
Pelo impulso inexprimível
Inefáveis sensações que ameaçam
pular pela sua garganta à fora.
Sejá somos tão pequenos
por que querer ser menos?
Voar, voar... Somos apenas
Assovios de vento,
poeira no ar.
Vejamos o colorido até na noite
sem luar!
Sejamos os amantes até na dor
só errar!
Caminhando por essa linha frágil.
Suficientemente pequena
Para chamarmos vida!
Observando a loucura padronizada,
Generalizada.
Camuflada pelo verniz das convenções
e competições baratas.
Vem! Que nosso lar,
vai ser onde ficarmos bem.
Poetas do alvorecer,
Embalados
Pelo impulso inexprimível
Inefáveis sensações que ameaçam
pular pela sua garganta à fora.
Se
por que querer ser menos?
Voar, voar... Somos apenas
Assovios de vento,
poeira no ar.
Vejamos o colorido até na noite
sem luar!
Sejamos os amantes até na dor
só errar!
Caminhando por essa linha frágil.
Suficientemente pequena
Para chamarmos vida!
Observando a loucura padronizada,
Generalizada.
Camuflada pelo verniz das convenções
e competições baratas.
Vem! Que nosso lar,
vai ser onde ficarmos bem.
Espaço pouco
Sou como o vento
Que toca a pele,
que toca os olhos e
apenas se sente.
Quem me olha não me vê.
Sou transparente
Toco os lábios
da moça que vejo à frente.
Sou transcendente
das nuvens descendente.
Se refresco ou enveneno
Sou o ambiente que
Tranquilamente
faz germinar as sementes.
Ou será que sou só a mente?
Procurando vilmente
um espaço de paz
que caiba toda essa gente?
Que toca a pele,
que toca os olhos e
apenas se sente.
Quem me olha não me vê.
Sou transparente
Toco os lábios
da moça que vejo à frente.
Sou transcendente
das nuvens descendente.
Se refresco ou enveneno
Sou o ambiente que
Tranquilamente
faz germinar as sementes.
Ou será que sou só a mente?
Procurando vilmente
um espaço de paz
que caiba toda essa gente?
domingo, 3 de março de 2013
Perspectivas
Deitado.
Estendido sobre o próprio limite
Entre o sonho e o poder,
fazer.
Sinto os raios solares imbricarem-me
Pensamentos que questionam pensamentos
Num eterno girar de roleta
Submetido as inconstâncias do porvir.
A monotonia
que mais parece um alvitre,
Talhado no sepulcro futuro
de cada um de nós,
Ao leve bater da brisa
É levada.
Caso se queira coexistir
Com a inexistência
de um último fundamento.
Onde dos pensamentos
Não se sabe quando ou onde
Hei de surgirem.
Carregados,
Trazidos pelos sentidos à guiarem
As carruagens dos anjos da veleidade.
De um saber que não basta
À inconcisão de existir.
Estamos permitidos apenas
Crer no que se quer ver.
Não escrevo a poesia que gostaria
Apenas a que me convém
Sobre um eu
Que outrora
Será outrem.
Estendido sobre o próprio limite
Entre o sonho e o poder,
fazer.
Sinto os raios solares imbricarem-me
Pensamentos que questionam pensamentos
Num eterno girar de roleta
Submetido as inconstâncias do porvir.
A monotonia
que mais parece um alvitre,
Talhado no sepulcro futuro
de cada um de nós,
Ao leve bater da brisa
É levada.
Caso se queira coexistir
Com a inexistência
de um último fundamento.
Onde dos pensamentos
Não se sabe quando ou onde
Hei de surgirem.
Carregados,
Trazidos pelos sentidos à guiarem
As carruagens dos anjos da veleidade.
De um saber que não basta
À inconcisão de existir.
Estamos permitidos apenas
Crer no que se quer ver.
Não escrevo a poesia que gostaria
Apenas a que me convém
Sobre um eu
Que outrora
Será outrem.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Sou vaga-lume
Essa efemeridade da vida que corre
Muda sem você querer e passa
sem você saber.
Tanta vida em tantas cores
Ainda espero germinar
Pra poder ver a beleza inata
De todas as flores,
De cada pássaro que canta
Sem precisar de terra santa
Bebendo da esperança insensata
Chega de banalidades!
Tão vãs, cercadas por fãs.
Quero mais é ficar deitado
Sob as cobertas de uma noite
salpicada em estrelas
Com luzes que disfarçam o papo
dos vaga-lumes coreografados
Vagando e piscando
Num escuro que teima em mostrar
o que não se pode ver.
Pisca! Apaga... Pisca! Apaga...
Além de um flash de vida
O quê mais venho à ser?
Muda sem você querer e passa
sem você saber.
Tanta vida em tantas cores
Ainda espero germinar
Pra poder ver a beleza inata
De todas as flores,
De cada pássaro que canta
Sem precisar de terra santa
Bebendo da esperança insensata
Chega de banalidades!
Tão vãs, cercadas por fãs.
Quero mais é ficar deitado
Sob as cobertas de uma noite
salpicada em estrelas
Com luzes que disfarçam o papo
dos vaga-lumes coreografados
Vagando e piscando
Num escuro que teima em mostrar
o que não se pode ver.
Pisca! Apaga... Pisca! Apaga...
Além de um flash de vida
O quê mais venho à ser?
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Eus múltiplos.
Ao fundo
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas
Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.
Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.
E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas
Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.
Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.
E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Boca de Lobo
Hoje o céu amanheceu cinza
O nada infinito salpica
gotas cansadas que
Procuram refúgio em bocas de lobo
Dividindo o espaço
Com bitucas de cigarro
Carregadas pelo silêncio melancólico
Das marcas vermelhas de batom
De moças seguindo inconstâncias.
Não olham para o céu;
Não olham para o chão;
e, principalmente,
não olham para você.
A praça segue viúva de afeto
Fazendo por si, programas com mendigos
Servindo cama e abrigo.
Em dias como esse
Quando a medida do tempo
Se estende por sonhos e ilusões
Levados por correntes d'água
Direto ao esgoto das lamentações
onde jazem os dogmas da razão
Enegrecidos e esquecidos
Por excessos de nada à fazer
Definhando,
Em buscas incontidas de falso prazer.
Dias cinzas que à mente nada trazem
Elegem sentimentos impassíveis de descrição,
frutos maduros de realidade.
E pela chatice o pensamento não se esvai.
Nesse descontrole abordado por curiosos
em vão;
A música e o jogo;
O nada e o novo;
Na fumaça a paz descansa,
Aliviada,
Por não podermos tocá-la.
O nada infinito salpica
gotas cansadas que
Procuram refúgio em bocas de lobo
Dividindo o espaço
Com bitucas de cigarro
Carregadas pelo silêncio melancólico
Das marcas vermelhas de batom
De moças seguindo inconstâncias.
Não olham para o céu;
Não olham para o chão;
e, principalmente,
não olham para você.
A praça segue viúva de afeto
Fazendo por si, programas com mendigos
Servindo cama e abrigo.
Em dias como esse
Quando a medida do tempo
Se estende por sonhos e ilusões
Levados por correntes d'água
Direto ao esgoto das lamentações
onde jazem os dogmas da razão
Enegrecidos e esquecidos
Por excessos de nada à fazer
Definhando,
Em buscas incontidas de falso prazer.
Dias cinzas que à mente nada trazem
Elegem sentimentos impassíveis de descrição,
frutos maduros de realidade.
E pela chatice o pensamento não se esvai.
Nesse descontrole abordado por curiosos
em vão;
A música e o jogo;
O nada e o novo;
Na fumaça a paz descansa,
Aliviada,
Por não podermos tocá-la.
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