Páginas

segunda-feira, 4 de abril de 2011

fé utópica,

   Não entender como pessoas tão sábias passaram a ser tão odiosas, faz parte desse lugar que tomou mais a sua alma do que era esperado, concluir é arte e duvidar faz parte. As pessoas começam a desviar seu pensamento, é impossível, não tem como relaxar se elas não deixam você pensar.

   Pode ser que não passe de sonhos idealísticos falsos da sua fértil mente, mas um mundo melhor não pode deixar de ser acreditado. Sair de uma ilha, de repente te colocam em novos mares, peixes novos no aquário, liberdade até onde se vê, com o vidro transparente percebemos o quão longe pode chegar, e o quão longe está da realidade do mar.

   Correntes presas as pernas, todos sorridentes olhando uns para os outros, caretice alheia irrita e não é suportável. Faroletes na sua cara, não te deixam pensar, senso crítico sempre com resposta antes da dúvida, será que vai ser difícil sorrir na rua? Será que não vão me prender de forma súbita? 

   Minha fé pode se tratar de algo utópico e sem fins, mas enquanto me permitirem acreditar, enquanto minha dignidade se levantar, sistema, estado ou miseravelmente pessoa quaisquer que for, poderá se expressar, mas não me fará declinar.

terça-feira, 15 de março de 2011

são meus vícios

   O salão de festa anda lotado, pessoas escandalosas com suas bebidas, em geral alcoólicas, e você sentado, em pé ou dançando, não para de pensar em com quem poderia estar, e como estaria ela longe. São tempos felizes, cheios de mudanças, o que antes eram meus vícios, talvez pela falta do que fazer ou até do que entender, trocar a realidade por um teclado e uma tela em branco fazia parte da rotineira solidão, tão vazia como ela realmente é.

   Será que é possível traduzir o mundo como ele é, seriam nossas palavras suficientes, ou não passam de letras meramente leigas sobre esse prazeroso assunto que é a vida. Não ter do que reclamar parece mais um motivo para reclamar, ironicamente o sorriso masca o chiclete em vez de direcionar-se a pessoa ao lado.

   É perturbador pensar no que pode estar acontecendo, sua confiança parece não ser mais tão grande, ainda penso em como seria se não tivesse sido. De qualquer forma, acreditar ou não no destino vai da cabeça de cada um, acordar todos os dias, de barriga vazia, não faz parte do meu cotidiano, cabendo a mim, agradecer por cada prato de comida, até cada passo dado em direção ao que o mundo é.

   O amor tomou conta das minhas veias não das minhas palavras, pelo menos não ainda, e enquanto tenho essa luz de razão ainda me ilumina. Meus pés começam a sair do chão, mas será que posso? Confiar mais uma vez em quem te magoou não parece razoável, mas se minha saúde depende disso, se minha vivacidade se agarra a essa causa, começo a crer que a razão do meu viver, independentemente do futuro, começa com você.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

lógicas e incógnitas

   E se tudo que um dia lhe fez feliz não mais te satisfaz, e se tudo que você adorava agora não passa de um fio de navalha numa história já contada. Falar de capitalismo e todos os seus idealismos se torna fácil, a partir que ideias a esmo invadem sua mente num súbito encontro de ideais relutantes que mais estão para uma injeção de ânimos.

   E se quando sua mãe sorri você sente que realizou o que um dia lhe disseram ser impossível, e se todos aqueles sorrisos que antes virados para você, hoje se colam abaixo do queixo e mostram sentir pena de si mesmos não sabendo se é arrependimento ou inveja. Quaisquer que seja, não me importa fazer calar essas pobres almas confusas e carentes, não me importa se riem ou sorriem, me importa o importante, o amor e a conciliação que na minha vida são levadas adiante.

   A música orquestrada guia as pegadas que vou deixando na chuva, andando em nuvens eu sei que estou melhor do que nunca, sem cabelo e dentes sem aparelho, já não sou mais uma criança, só não quero ser adulto, então fico nesse transe de felicidade e puberdade, rimando e aprendendo. Lágrimas só se forem de riso, o amor eu sei que vai acabar me encontrando e, enquanto espero a boca de mais alguns vou calando.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

tênis molhado.

   Parece que quando o céu escurece, ventos úmidos e gelados entram pelas janelas da casa e começa a se ouvir estrondos vindos de longe; passou da hora de dormir, que todo o ambiente não pode ser aproveitado enquanto o tempo continuar nublado. Pena dos que ainda não saíram de casa, que não puderam saciar a sede do ser com o principal produto que nos faz viver.

   Daquelas que chegam assim, bem de repente. Num dia de calor, mostrar como sou, num dia escuro onde o show é chuva. As gotas quando caem, parecem palmas apaixonadas de um público que ama seu cantor; e servem até pra quem nunca chorou, gelam os braços até de quem já guerreou.

   Alvos a esmo, polícia e bandido, até você e a mim mesmo. E depois de um certo tempo, os seus ou os meus, tênis coitados, daqueles sujos e furados, ou dos novos e bordados, parecem fazer unir os pés com as meias, e num momento você sente que assim conseguiria até dormir. E os tênis parecem começar a gostar, da chuva que nunca falha, te garantindo que o sol mais uma vez vai nascer pra brilhar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

tudo que eu quero ver.

    Desde o que faço até o que deixei de fazer,  importância pra esses caretas carentes. Vamos por partes, se é assim, "pago o que consumo e se quiser beber eu bebo, se quiser fumar eu fumo", que seja aberta a independência, liberdade de expressão e um pouco de fumaça na cabeça.

   Coitada daquela árvore, desmatamento filho da puta, mas nunca se sabe se o homem que derruba um dia foi derrubado, se tudo o que a gente tem ele acostumou a viver sem. To aqui pra escrever não pra entender. Eu não precisei de muito pra fazer meu tom, guerreiro aquele que nasce com fome sabendo o que quer ser quando crescer.
   
   Tendo ou não dinheiro no bolso, toda essa parada, essa conversa. Se vem do Japão ou não, orgulho brasileiro sempre no bolso do meu peito, se o país não anda, a solução ta na força que a gente usa pra empurrar, sem terremoto e furacão rodeado pelo mar. Sou a obra da obra, naturalmente confuso sempre me preocupando com aquele que partiu, feliz e capacitado, naturalmente feito no Brasil.

domingo, 16 de janeiro de 2011

estaremos sempre aqui.

   O que antes foi tão engraçado, tempos de paz sem se importar com a situação e independentes de qualquer escolha, o tudo que parecia nada, e que hoje parece mais. Não mais somente a escolha da tua mãe, mas se for de coração, então existe a garantia da melhor opção.

   Ao que um dia me fez rir ou mesmo me fez sorrir, garanto minha salva de palmas. No tempo em que a diversão era olhar o avião e a brincadeira era um corredor com água pingando da mangueira, foi-se o tempo onde só me escondia atrás da caçamba, e o amor era além da esperança.

   Depois de cada desafio e obstáculo, me esqueci que o melhor disso não é conseguir, talvez a vitória sempre fosse rir, rir e saber enfrentar cada pedra não como um desafio, mas como uma brincadeira daquelas de criança, onde no fim a gente sempre vence. Pode não ser amizade, pode não ser nada disso, o meu futuro eu deixo nas mãos de quem eu confio, relembrando os velhos e bons tempos.

   O tempo vai passar e os anos vão continuar, mesmo não sabendo onde tudo isso pode dar, vou sonhando alto nunca deixando de lado o meu verdadeira lar. Levando minha meta ao infinito e um pouco mais além. (:

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

a vida.

   As pedras no caminho, por onde ando elas estão, cacos de vidro que a vida me deixou, ando descalço e por vezes tudo isso me derrubou, mas olhe em frente e de pé ca estou. O que foi feito só te deixou no lamento, consciente com os pés no chão, valorizando minha família e agradecendo po mais um dia desses de cão.

   De olhos fechados e a TV ligada, conversando sozinha ali no nada, rezo meu pai nosso, obrigado Deus por mais esse dia lutando como posso. Ta tudo muito difícil, não pra mim, as coisas sempre foram assim, então por quê não? Mudar eu sei que eu vou, só me resta saber como anda a pessoa que sempre as minhas lágrimas limpou.

   O texto é curto, só por tradição, talvez seja a melhor forma que consigo agradecer, além de cada oração. Cada tapa vou levando, porquê no meio do caminho eu sei que vou ter uma luz me iluminando, andando de joelhos e olhar pros lados não pega nada, cuidar da minha vida nunca foi difícil, que tal agora aprender a não julgar, e não deixar a tua vida somente passar.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

quase nada,

   Olha só a menina, ali, sentada no banquinho da praça, observando os pássaros e inalando a poluição, não a química, poluição cultural que teus pais lhe transmitem, e pra quando chegar em casa acreditar em toda a farsa que os mentirosos de terno e gravata vão contar. Aprender a ser quem não devia, a querer usar o que não precisa, e disso tudo, o que sobra é a dignidade que eles dizem ter quando abraçam um bebê.

   Pra quando crescer, aprender que o mundo se resume a subir e crescer, pisar e provavelmente não lembrar nem de quem te deu de mamar. Quem dera ver o filho crescer, sabendo que pra sonhar tem que crer, caindo e no fim levantar rindo, que fé não é tudo mas que sem ela não se pode ser nada.

   Ouvir teu irmão no telefone, conversando e discutindo, namorada chata que não deixa o coitado continuar dormindo, ser criança, não acordar pra toda essa vida insensata que mais parece aquela nossa tia chata, que te aperta e sufoca. Falta liberdade! E se a paz não me deixa escolha, fujo do campo e volto pra cidade, pra no fim poder dormir cansado, apenas se for com alguém abraçado.

   Quase nada sobrou, mais essa ano que passou, essa nossa vida que continuou, as lágrimas já secaram e  sobrou apenas o sal, que clareia a pele e faz alguém ver, que como você ela sangra. Sob o céu estrelado, escutando a melodia perfeita com a alma acesa e deitados num véu azul turquesa, o som do espaço que nos faz viajar, nos lembrando o barulho do mar.

   Há tempo não paro pra me expressar, me arrasto deitado, longe do alto, me derrubaram e vão continuar, e mesmo assim preciso levantar, preciso caminhar. Cada acontecimento no tempo ideal, amaldiçôo esqueço e faço valer cada atitude irreal, se for assim que deve ser feito, vou fazer de tudo pra esquecer que um dia errei, pra poder tentar até até conseguir acertar, porque do amor, foi feito um sonho, e desse sonho me foi feito a esperança de um dia amar sem medo de errar, e ser amado por alguém que não tem medo de me falar.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

luzes acesas.

   Dia de chuva, cedo levanta otimista acorda, e como numa bomba tudo fica claro, seus sonhos não deram certo, seus amigos vão embora e sua família está ausente, sua base dessa vez parece ceder, a parte que considerava mais importante começa a trincar, e o brilho se apaga como uma lâmpada na chuva.

   Fica difícil querer lutar, todos eles querendo te derrubar, os que parecem querer ajudar são os que mais lhe tiram o ar. As pernas já não tem a mesma força de antes, o sonhos já não representa o futuro tão certo, e a minha base agora parece ser apenas eu, o amor não correspondeu, a vida mais uma chance lhe deu, e esqueceu que em casos como esses, tudo não depende só de você.

   Olho para o alto, faço orações, gotas caem em minha face e procuro um lugar onde eu possa me aconchegar, não aguento mais, o barulho, as luzes, as pessoas, gostaria de um lugar, onde minha amizade seria a música, e meu sonho... já não exista mais. E são todos os lados opostos de uma vida, conturbada na maioria das vezes, e sorridente apenas quando as luzes acendem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

seus maiores medos,

   Não está mais baseado no que quero ou devo ser, no meu tamanho comparado a quem está do meu lado. Posso perder meu lugar ao sol, meu banco de praça e até meu amor próprio, se tudo o que me faz levitar está baseado no que nunca foi preciso alcançar.

   É tudo uma estrutura, não é fácil identificar cada uma delas, sob todo esse sistema, criado e projetado para nos derrubar, e faz pensar quem cai, que a vida é uma rotina, e o sopro de vida que continham os joven, vemos queimados em labaredas escuras, tanto quanto o cabelo nazista do inimigo.

   Não é o que eu deixo de fazer que corresponde ao que eu sou, assim como pensamentos são a prova de balas, armas em punho, contra o monstro idealista, minha mente carregada com munição, apoiado em minha base, família, amigos.. amor. Até o início do ano tinha o plano para ser um, hoje termino sendo vários, dois, e tudo, menos sozinho. E se pedirem para que me ajoelhe, que o pelotão faça seu trabalho, pois contra uma parede de tijolos, ideais são como tanques de guerra, ao menos, a minha base não cederá.

E o meu podi de chegada, tem abraços de amigos e beijos de namorada.