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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

   Pobre coitado abandonado, que de bobeiras lágrimas derramou, por que um dia em toda essa farsa de amor acreditou.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

promessa,

   É fácil prometer em momentos de raiva ou perturbação, problemas surgem e a situação pode se complicar, encurtando o que era pra ser eterno. Num devaneio, tudo pode ir para o fundo de seu subconsciente, a chave está escondida onde nem mesmo você pode, ou não quer encontrar.

   Tudo se baseia em parar, a chuva cai sobe seus fios longos e com falta de corte, a dor de cabeça se eleva a um nível não mais suportável, como pode sentir a chuva se está em casa, não saber mais como chorar, não saber mais o que são lágrimas beirando a loucura do subconsciente que revida após tanto tempo aprisionado e pressionado, a frieza é tanta que pode sentir a lágrimas congelarem em seus olhos.

   É impossível, mas está acontecendo, surrealidade na forma de pensar, caolho, sem teto e pensante. Puxado pra escravo da alma, da consciência que por acaso não lhe serve pra nada agora, apenas aumentar as perturbações que enfatizam o momento de sofrimento, sentado, calado e congelado. Por que não terminar tudo agora? Expressões que não valem ser reveladas aqui, se nem seu principal parente acredita ou valoriza você, qual o sentido de tudo isso..?

   Finge desabafar, finge se preocupar, mas no fundo só pensa em sofrer, sádico, parece até gostar de momentos como este, logo precisara de algo mais potente, que tal sofrer e enfim, tentando perdoar quem deveria, mesmo não conseguindo, francamente, fracos preferem esquecer, e é o que vou fazer.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

no title.

   De mãos dadas, caminham com frio sem qualquer proteção, só um sol amigo que aos poucos, se põe e ilumina o fim de cada passo. O odor de seus cabelos, alisa com os dedos, se apaixona cada vez que repara em cada traço bem feito, a cada curva do nariz ao peito.

   Reparam um casal de idosos sentados no ônibus, feliz conversando cobertos por um lençol transparente, amor infinito. Ninguém diz nada, a mente da moça é uma incógnita, a dele uma viagem atemporal no tempo espaço, parece até distante, mal sabe ela o quão perto ele está, o quão cativado, o quão enrolado.

   Sorrisos trocados, um medo anormal e agonizante lhe toma conta, é muito cedo, mas pra que ter medo de coisas tão superficiais. Caso perca, levante e sorria, mas caso ganhe, derrota alguma vai se comparar a tal prêmio que receberia, não é apenas mais uma consolação, não é só mais um amor de verão.

   Com as mãos na nuca, acariciando e alisando cada maço de cabelos que cada qual com um aroma similar oposto a qualquer um que ja tenha sentido, será o significado de tudo isso resumido num odor? toda a felicidade de ser estar, de feliz apenas por juntos estarem, não ligar por não tocar ou não beijar, sendo importante apenas a evidência dos seus sentimentos mostrar, será tudo isso aquele horror, aquilo que sempre abominou, será tudo isso além da dor, será tudo isso aquela coisa que chamam de amor?

  

sábado, 4 de setembro de 2010

teatralidade.

   Estava aqui durante a quente madrugada, sem sol ou chuva, apenas uma beleza empoeirada que por sorte, não nos tira o milagre do luar amigo, capricho cuidadoso e artesanal. Tão sólido que não foi preciso rascunho ou ensaio, mais sincero impossível, mais belo, inexistente.

   Ouvindo a musicalidade por de trás da TV o som dos grilos assobiarem, soltos ali, sem mais o que fazer a não ser cantar, talvez a espera de uma amada ou apenas para servir de presa devorada. Nem mesmo os cães latem, vez ou outra os passos do felino ecoam pelo telhado em batidas lentoas e terrivelmente profundas.

   Estava aqui ensaiando um sorriso para mostrar aos outros pela manhã, estava aqui bocejando e pensando em nada pra variar, estava aqui cuspindo na calma e espancando a idéia de nada a fazer apenas no simples ato de pensar em tornar a acontecer. Estava aqui notando toda essa beleza, pra mim mais parece teatralidade, coisa qualquer ai, pra mim além de uma simples banalidade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ser por ser..

   Por alguns instantes é inevitável que deixe de querer ser o que pensa que é ou tenta poder ser, não, não da pra se soltar dessas cordas apertadas, ser apenas mais um fantoche de toda essa barbaridade, de tanta babaquice e falsidade. Será que se um dia se soltar, com tuas próprias pernas vai conseguir andar?

   Caso não lhe pertença toda essa idéia, não lhe satisfará nenhum interesse estar aqui. Esse lado afetivo de todos, descontrola qualquer mente, por mais controlada e racional que seja é impossível se segurar, pior ainda quando se encontra sentado a cadeira de um bar tomando uma cerveja e esperando apenas o sol raiar, coisa linda esse dom de poder fazer o que os outros só podem observar.

   Humildade é liberdade, no mínimo a base dentro de toda essa realidade. Ser você sem rebaixar a si e no  mesmo tempo aos que lhe tomam à volta, nos tempos de hoje fica tão difícil quanto ver um ladrão condenado a prisão. Prefiro ser alguém que chora por amar, a ser alguém que se cala para uma futura frustração evitar.

domingo, 29 de agosto de 2010

me interessa,

    Passou a me chamar atenção a forma obsoleta com a qual uso para escrever esses versos e frases recauchutados com orgulho e confiança. Tudo provavelmente não passam de palavras e idéias tiradas de uma criatividade encontrada num canhão de elétrons ou tecnologias mais avançadas, impossíveis de serem explicadas por leigos feito minha pessoa, enfim, fatos pessoais já, palavra por palavra, postos a vista de quem estiver disposto a ver.

   Hoje durmo bem quanto quaisquer criança, que nos braços da mãe ouviu uma canção de ninar tão delicada quanto o beijo na testa seguido por um suficiente 'eu te amo'. Que por sinal, é tão mal visto e usado por uma sociedade frágil que comandada por delinquentes de terno e gravata, passa de shopping a feira de batata.

   Nas entranhas de cada conecção nervosa da massa cefálica que se encontra atrás de suas sobrancelhas, imagina o sentido e poder de tais 3 mágicas palavras, consegue viajar de patins pela curva de tempo feita na tua mente, mas não tem êxito em explicar a simples gramática por trás desta frase. O que me deixa feliz, pensar nisso, pois me faz sentir que ainda procuro saber quem sou, caso contrário me sentaria logo a cadeira junto a um analista, não?

   Faz-me pensar que cada segundo passado pensando em curvas de tempo espaço ou como é bonito do rosto dela cada traço, perco um segundo que bem vistos poderiam se tornar em ocasionalmente, declarações curtas, sinceras e diretas a pessoas que nesse mesmo segundo são especiais, o problema é pensar no tal próximo segundo, para os mais bem dotados de calma, nomeamos tal crueldade de futuro, e é neste que por mais livros que leia, não consigo parar de pensar.

   Para se usar como exemplo de minha obsessão, a cada palavra mal escrita a duas anteriores  já imaginava uma terceira a ser escrita, não em vista forma melhor de explicação, corro do paradigma a qual me encontro apenas pelo pecado que cometo de ter preguiça, no caso de se dar explicações, que em tal acúmulo chega a essa hora da noite e me faz parar por aqui apenas por que preciso acordar cedo amanhã. Logo, penso no futuro.

domingo, 22 de agosto de 2010

dormi só,

i   "(...) será que não passa de um teste divino, toda essa caminhada com sempre igual destino?"

    Em curtas porém vívidas palavras, é o meio mais precário que poderia ter para com este ser me expressar, ligação direta com os ventos que vindos com o sol do leste se vão com a lua a oeste.

   Culpa e prazer quando juntos, salivam o prazer maciço do momento que em jardins falsos, se jogava a flores de inconsciência e folhas secas de mais um outono a passar.
  
   Nunca tem a ver com o que se deveria preocupar, nunca tem força pra fazer algo diferente rolar.

Não culpe os outros por seu fracasso de ser totalmente responsável por sua própria vida. Se os outros são culpados então você deu a eles o controle.” ( Bob Perks )

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"vi veri veniversum vivus vici"

- Quem é você?

Quem, é, porém, a forma que procede da função do o quê. E o que eu sou...sou um homem com uma máscara.

- Oh, eu posso ver isso.

Certamente você pode. Eu não estou questionando seus poderes de observação. Estou meramente pontuando o paradoxo de se perguntar a um homem mascarado quem ele é.

- Certo.

Mas nesta mais auspiciosa das noites...permita-me então, no lugar da ordinária graça...sugerir o perfil desta personagem dramática.
Voilà! Eis...um humilde veterano do vaudevillien -antigo teatro de variedades-, convocado tanto como vítima e vilão pelas vicissitudes do destino. Este disfarce, não um mero acabamento por vaidade, é o vestígio da vox populi -voz do povo-. Agora ausente e banida. Contudo, esta valorosa aparição d´uma ultrapassada repugnância mantêm-se viril, e jurou eliminar estes vermes venais e virulentos da escória vanguardista e legitimando o vício brutal e voraz da violação do desejo! O único veredicto é vingança...uma vendetta -revanche- mantida como um voto, não em vão, pelo valor e veracidade de tal eis que um dia vingará o prudente e o virtuoso. Validamente, este vociferante barroquismo torna-se o ulterior do prolixo, então permita-me simplesmente adicionar que é de minha grande honra conhecê-la e você pode me chamar de V.

"O artista usa a mentira pra contar a verdade, os políticos para encobrí-la".

sábado, 14 de agosto de 2010

não sei,

   Ontem estava bem, hoje esta mal e como sempre, a procura de um sinal, sem qualquer correção no texto a ser feita mesmo que necessária, nada vai mudar, pois essas são do fundo as palavras mais puras que se poderia escrever, confusão de tudo que se passa entre dois sós, de apena uma das partes, claro. Queixar-se por dormir pouco durante a noite, é apenas mais um fato de toda essa história.

   Minha fé de todas as orações, toda a beleza que me encantara agora começa a desaparecer, meus mil minutos a pensar, a pedir e a sonhar parecem ter se esvaido, o problema é pensar no depois, claro superar é fato, o problema é pensar no fim, acho que isso é que se chama confusão, não? Coração e raciocínio se embatem a fim de se chegar num consenso, claramente se nota que quando a só, põe-se a sofrer, mas sequer consegue chorar.

   Pois como consegue chegar a tal ponto, sem qualquer explicação plausível, reza todas as noites na intenção de encontrar o possível. Andar em ruas ocultas tentando não esconder o sentimento, mas... Qual sentimento? Pois então, pra variar estou sob essa mesma questão, tento estar certo que esse sentimento não seja em vão.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

pra se divertir.

   A caminho de um lugar qualquer que demonstre eu estar errado sobre conclusões antes tiradas precipitadamente, gritos enlouquecedores no fundo do seu tímpano se alimentando a base de remédios pra dor no pé. Bom estar em forma, a caminhada é extensa e não ta nem um pouco afim de suar, tequila, limão e sal é tudo o que eu preciso pra numa sexta 13 pirar.

   Acho que o caminho é um pouco maior do que imaginara, vou curtindo um batidão e de mãos dadas sinto que estou em palpitação, rock'n roll pra ficar surdo antes de envelhecer, e amor pouco antes de enlouquecer. Maldita internet, queria aprender a surfar, queria aprender recitar e até meu violão tocar, lhe tiram o sono essas malditas preocupações, bobocas e cheias de tradições.

   Começo, meio e fim é o que eu preciso pra contar minha mini história, cheia de detalhes ruins que por desespero não sei por que o medo do 'se foder' me atrai, não sei se é a pupila que dilata ou a vida social que maltrata, totalmente alucinada essas inscrições feitas com português de última categoria. Antes viver em pequenez a me tornar buguês, olha só, falar nos safados que a igualdade se congela no talvez. Talvez seja estranho estar feliz nesse dia que todo mundo contra diz, bem como eu que sempre achei legal ser tão errado assim.

A dizer o velho gênio: "Enquanto houver burguesia, não vai haver poesia..."    ~Cazuza~