Páginas

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Noite

A poesia embaçada
no sereno transpirado
Esfria no asfalto gelado
da cidade

Tão eterna
quanto a própria humanidade
Perpassando por cabeças várias
até uma se meter a escrevê-la

Que se há de fazer?
O enxame de luzes
segue adiante pela longa madrugada
sem começo
ou fim

Esperando
a cândida e desenfreada manhã
Para que com sua chegada
O bater de asas das aves
Dê ritmo
Ao longo pernoitar poético
de um bêbado
que se chama escuro.

Um comentário: