A poesia embaçada
no sereno transpirado
Esfria no asfalto gelado
da cidade
Tão eterna
quanto a própria humanidade
Perpassando por cabeças várias
até uma se meter a escrevê-la
Que se há de fazer?
O enxame de luzes
segue adiante pela longa madrugada
sem começo
ou fim
Esperando
a cândida e desenfreada manhã
Para que com sua chegada
O bater de asas das aves
Dê ritmo
Ao longo pernoitar poético
de um bêbado
que se chama escuro.
pow
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