Essa efemeridade da vida que corre
Muda sem você querer e passa
sem você saber.
Tanta vida em tantas cores
Ainda espero germinar
Pra poder ver a beleza inata
De todas as flores,
De cada pássaro que canta
Sem precisar de terra santa
Bebendo da esperança insensata
Chega de banalidades!
Tão vãs, cercadas por fãs.
Quero mais é ficar deitado
Sob as cobertas de uma noite
salpicada em estrelas
Com luzes que disfarçam o papo
dos vaga-lumes coreografados
Vagando e piscando
Num escuro que teima em mostrar
o que não se pode ver.
Pisca! Apaga... Pisca! Apaga...
Além de um flash de vida
O quê mais venho à ser?
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Eus múltiplos.
Ao fundo
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas
Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.
Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.
E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.
Ouvem-se gritos
Eles dizem : - Esqueçam!
Como se a lembrança
premeditada fosse.
Os alaridos da memória
intensos de si
Convergem à um futuro
condensado
Um vapor espesso
Contado e recontado
Num colorido de novidades antigas
Quisera eu ser erudito das artes
de viver e esquecer
Mas nos arames enfarpados da
memória
Rastejo-me no chão de terra batida
e inquietudes remoídas
Numa condição que concilia
Criação e insatisfação.
Posso ouvir os poetas mortos
Implorando para que perdure
Essa irrealidade aguda do sentimento
humano.
E depois que, com o sono eterno,
Vier nos abraçar a morte
O escuro da noite
Quase presente de si
Vai sussurrar em meu ouvido
- Feche os olhos,
o segreda da vida,
é essa eterna inconcisão
ansiando ser mudança.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Boca de Lobo
Hoje o céu amanheceu cinza
O nada infinito salpica
gotas cansadas que
Procuram refúgio em bocas de lobo
Dividindo o espaço
Com bitucas de cigarro
Carregadas pelo silêncio melancólico
Das marcas vermelhas de batom
De moças seguindo inconstâncias.
Não olham para o céu;
Não olham para o chão;
e, principalmente,
não olham para você.
A praça segue viúva de afeto
Fazendo por si, programas com mendigos
Servindo cama e abrigo.
Em dias como esse
Quando a medida do tempo
Se estende por sonhos e ilusões
Levados por correntes d'água
Direto ao esgoto das lamentações
onde jazem os dogmas da razão
Enegrecidos e esquecidos
Por excessos de nada à fazer
Definhando,
Em buscas incontidas de falso prazer.
Dias cinzas que à mente nada trazem
Elegem sentimentos impassíveis de descrição,
frutos maduros de realidade.
E pela chatice o pensamento não se esvai.
Nesse descontrole abordado por curiosos
em vão;
A música e o jogo;
O nada e o novo;
Na fumaça a paz descansa,
Aliviada,
Por não podermos tocá-la.
O nada infinito salpica
gotas cansadas que
Procuram refúgio em bocas de lobo
Dividindo o espaço
Com bitucas de cigarro
Carregadas pelo silêncio melancólico
Das marcas vermelhas de batom
De moças seguindo inconstâncias.
Não olham para o céu;
Não olham para o chão;
e, principalmente,
não olham para você.
A praça segue viúva de afeto
Fazendo por si, programas com mendigos
Servindo cama e abrigo.
Em dias como esse
Quando a medida do tempo
Se estende por sonhos e ilusões
Levados por correntes d'água
Direto ao esgoto das lamentações
onde jazem os dogmas da razão
Enegrecidos e esquecidos
Por excessos de nada à fazer
Definhando,
Em buscas incontidas de falso prazer.
Dias cinzas que à mente nada trazem
Elegem sentimentos impassíveis de descrição,
frutos maduros de realidade.
E pela chatice o pensamento não se esvai.
Nesse descontrole abordado por curiosos
em vão;
A música e o jogo;
O nada e o novo;
Na fumaça a paz descansa,
Aliviada,
Por não podermos tocá-la.
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