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sábado, 15 de setembro de 2012

Qual o sentido de ler e saber?
Dentre todas as iniciativas
Se eles precisam
A felicidade própria vender.

A representação do capital egoísta
educação defasada, gangrenada
nossos corpos jogados aos corvos
enquanto a sociedade dança na pista.

Respeito despotista, hipócrita e
Nojento, para quê tanto fingimento?
Dificuldade de rezar, nessa viagem
O diabo pede piedade
E a morte pede passagem.

sábado, 8 de setembro de 2012

recorte

Pois é, cada dia que passa, a grande maioria que não sai do cotidiano, acaba se tornando responsável pela nossa aparente amnésia do que a vida, em poucos, porém válidos momentos já foi capaz de nos apresentar. Não deixar a melancolia se tornar um sentimento crônico esta mais para aqueles que preferem não ter pena de si mesmos.
Não é um teste de força, deixou de ser. Atacar não é nada Em tempos de resistir ao invisível.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

soluço

Acho que te decorei,
entendi como se entende a alegria.
Pois bem, sobre o nada algo sei
e como em poesia se faz
o humilde virar rei,
no meu pensamento
a saudade se desfaz
feito estações mansas da paz.


sonos malacabados

É enorme a capacidade que tem o ser,
sem saber, sabendo o que falar,
não falando o que queria falar.

Coisas que levamos por teimosia,
ensinando muito de saber,
caretando, fumando, bebendo ou rezando,
novidade aqui, deixa tudo branco.

E para todo o pessoal que diz adeus,
não conseguem deixar de ver
a pontinha de medo que gela
e encobre as paredes que concretam o ser.

Excessividades, não são excepcionalmente
de todas evitáveis, alias,
não sei como ainda não fui,
quando muitos dizem fomos.

Sair daqui um minuto,
ir lá para dentro, aprender
o poder das palavras,
dúvidas e epifanias mescladas
em um sentimento que não se pode ver.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Pressa

Vou começar a por culpa nos ponteiros
culpa deles de rodarem sem saber;
para onde vai a cinza nos cinzeiros?
Tudo passou tão rápido e
culpa minha de ir, não ver
realidade em um amor pálido.

Mas a palidez, banhada no crepúsculo
caminha sobre minha razão fazendo a vontade 
se perder. Ai de mim, saber:
será que sou o que quero?
esperarei amanhã o que hoje espero?
Instigar quando existem dúvidas do próprio ser
Queria ao menos saber, o que quero?

sábado, 1 de setembro de 2012

Me divido em razão e sentimento
Carlos e Charles ecoam na bolsa
respectivamente. Que horas são?
Hora do deleite, folhear
as páginas do amor e do desespero
nessa vida as pessoas são
o meu calor e o meu tempero.

E a felicidade manifesta
como uma flor
que no outono desabrocha
ao pensar em todas as belezas
passadas pelo tempo,
não, ela não envelhece
ela não perece, simplesmente se merece.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aos leitores

Não consigo deixar de notar
naquele outro que lê
certa repulsa do resto
que se vê.

Tranquila a companhia das
                            [páginas.

Cada palavra transmutada
em chaves para o infinito
marcando a responsabilidade
daquele que com a realidade
se sente aflito.

Vou indo.

Até encontrar
o caminho pelo qual vou,
cuidarei do que não se cuidou
entre o céu e o mar
procurando respostas nuas,
despidas pela realidade
imposta nas ruas.

Boa noite metrópole
o sol nasce
e você se encontra coberta
pela fumaça de sua prole
pela realidade,
onde se encontra sua morte.

A arte designada para parecer
esbanja o retrato que todos
querem ser. Falando bobagens,
o vento leva tudo
assim como nossa alma, supostamente
reverbera luzes da paisagem.

domingo, 26 de agosto de 2012

poesias cegas.

É estranho pensar
em não querer acordar,
afinal todo dia é dia
e como sempre
te forçam ouvir: não adianta viver
em agonia. Dias como tal
treinam sua cegueira,
em noites frias,
por apenas
abrir e fechar a geladeira.

Não saber o que sentir
já não parece um bom plano de ação.

O segredo da vida
refletido no corpo de quem vive
assim, comigo só
o amor não é uma briga
apenas reflexo do que já tive.

    

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Não existe

O belo,
o inteligente,
o esbelto.
Nada existe,
a que será
que se destina
Ser?