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terça-feira, 12 de julho de 2011

facetas,

   É interessante esse processo de endividamento que passa a alma humana ao se deparar com boas ações, qualquer tolo pode ter coragem, eles chamam de força de vontade quando não passa do simples medo da verdade, verdade essa que se faz assustadora demais diante da fragilidade de nossa existência.

   Olhar em volta e ver uma casa de espelhos, todos refletindo diferentes formas de uma mesma pessoa, você. Atitudes, medos e traumas, quando vistos diretamente transformam qualquer sensibilidade em pedra, o altruísmo  parece tão sarcástico, e esses amores, anêmicos onde o que prevalece é a mais pura realidade afetada pelo passado.

   Sem qualquer retórica, piada ou ironia, meus reflexos começam a não mais fazer sentido, te colocando num ciclo infinito onde a amargura faz parte apenas para os que fecham os olhos. Por que tanta importância para com toda essa gente, falar de sofrimento quando não sabemos o que é sofrer, então não é por amor ou por dor, tudo apenas faz parte do viver.

sábado, 2 de julho de 2011

pensamento alheio.

   Quando a comunicação moderna parece entediar, eles nos incentivam a levar uma vida sem roteiro, induzindo a não pensar restringindo-se somente a falar; e que roteiro seria esse, que jovens maduros de casca tanto o querem longe, enquanto vendedores de água-benta tanto lhe oferecem em troca apenas pela sua consciência.

   É tanto amor, amor escorrido, já lhe deram forma coitado, coraçõezinhos vermelhos escondem os enormes cifrões que reluzem na retina de olhos controlados por mentes perturbadas com a própria realidade, insistindo na ação do não pensar para fazer, e rezar para acontecer.

 

terça-feira, 28 de junho de 2011

solitária.

   Você lê nos livros o que lhe parece de acordo com a realidade mais aceitável que essa mente tão conturbada define como correto ou não. Valorização da verdade, tão relativa e cheia de complexidades, parece fácil de se definir quando ditada por alheios que pensam compreendê-la tão ferozmente quanto um homem compreende uma mulher.

   Hora julga estar preso, hora julga ser livre. Liberdade que realmente não se depara mais com a minha pessoa, ouvindo fatos cotidianos, de quem não parecia ser um porém, faz brilhar a luz que ilumina a solitária, onde sua mente sem perceber se confinou e armou de argumentos fictícios e sem qualquer escrúpulos fazendo das palavras uma hierarquia que por consequência, penitencia seu ser.

   Verdade essa que não quer calar, evito sons, evito imagens, mas o que mais faz pensar é se essa coisa do "e se" não for só mais um devaneio de realidade, e você sem saber, pode estar perdendo o que não fazia parte da sua maioridade. Mudanças, jogadas contra a parede e retratadas como um nada, e você sabe que o que lhe dizem tem sentido; não será preciso mudar, mentes formadas não se resumem a algo concreto e coerente, cabe a mim mudar apenas a forma de pensar, tirar de vez do peito a solidão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De uma utopia passada;

   De tempos quando o corpo não pedia mais da minha própria alma, minha vida não parou, momento algum. Tudo que escuto me parece "zum zum zum", quando tudo o que eles querem é um sim, meu cartão postal retrata o fim, mas não por ânsia que o mesmo se aproxime, talvez porque o que passou foi inspirado sem fins. Nostalgicamente o frio demonstra um talento incomparável de se fazer insuportável feito tempos antigos, tempos a qual você parece nem se lembrar mais.

   O vento abre o guarda-chuva, as folhas parecem não cair mais das árvores, turbilhões de insuficiência sentimental passam no meio do seu peito e congelam tudo o mais que havia ainda vivo. Essa mania de desvio da realidade, tão ilícita quanto deveria ser a sociedade, se faz como meio escolhido a fugas mentais, infelizmente talvez isso comece a me desmentalizar, de repente olho pra frente sem saber o que falar.

   Não ouço mais o galo cantar, sob a selva metalizada por instinto acendo uma vela e me deixo guiar, sem rumo ou caminho tudo o que faço é planejar, ta na hora de lutar, começar, fazer e terminar. Ai começam a pedir a chave pra abrir o que tem aqui, não não vai rolar, não mais, tudo o que fiz foi trancar, sem planos para o que vai ser ou no que vai dar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

faz o meu tipo,

   Desde um perfume que faça curvarem as flores até o simples odor de cabelos suficientemente longos ao relento, e os olhos, por favor, que se desviem e mostrem a vergonha que esconde seja qual for o sentimento; por puro desleixo pessoal, talvez as mais baixas, como os menores frascos que elas sempre mencionam e as mais magras, que por vezes, não pensam em comer pouco.

   Cabelos soltos, nada como eles para tornarem o vento tão bem feitor, roupas leves que é de costume da maioria em dias quentes, prendem a atenção quando combinadas com o caminhar que faz tornar-se um privilégio o fato de possuir olhos, que quase não se fecham, perseguindo o rastro de beleza que cada qual deixa.

   Nestas mãos, tão bem feitas por tantas lixas e cremes esfoliantes, fica a prisão de corações frágeis que possa vir a prender perpétua-mente o primeiro distraído que por ali se arriscar. E por mais cruel que pareça, acaba por se tornar um vício toda essa situação aguda que insistem os tolos ou loucos arriscarem, e por mais que você tente, o ímã desse mal lhe atraí, a não ser que não tenha coração, vai te agarrar.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

hipócrita da sua parte.

   E novamente a inspiração me soa o alarme, mas será que felicidade anda junto com criatividade? Não se trata de imaginação, apenas alguns cacos de um espelho jogados ao chão. Faz parte do cotidiano não cronometrado dessa vida que insiste em me paparicar quando tudo que tenho para falar são sempre insatisfações, não existe qualquer sábio, filósofo ou fada madrinha que me façam voltar a acreditar.

   Talvez me falte um pouco de cativação utópica, grande merda, me vem a vontade de desistir, que agora diferente, não é abafada pelo desabafo próprio, palavras já não são o suficiente - talvez nunca sejam - e a base de um ombro ainda me falta quando não é suficiente ser apenas inteligente.

   "Estou aqui, com você, para o que der e vier, sempre pra falar nunca pra te ouvir..." é o que sempre dizem, não dizem nada, não precisam, as pessoas lhe passam em branco, funcionalidade ou qualquer motivo de existência elas já não conseguem se apresentar, o palco da vida está aberto e um amigo ouvido não lhe quer aparecer. Que tal nunca mais chorar? É pura loucura insistir, e motivos que me façam retroceder já deixaram de ser apresentados, para mim, estão todos petrificados.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

superficial demais.

   Tudo que era diferente, novo, já não tem mais o mesmo brilho, as coisas como elas são começam a ficar cinzentas e velhas. Um pouco de fluxo não faria mal, procurar alguém para amar, já não acontece mais, já machucou demais.

   Seus neurônios gostam de estímulos, e tudo o que você sabe fazer é relaxar, paramos de nos mexer, paramos de surpreender, essa coisa de ir e vir, falar e convencer, são sempre as mesmas pessoas, e mesmo com elas, ali elas não estão, e sem variar, lhe vem a imagem de você sentado acompanhado pela solidão.

   Utopia, por que não, por que sim? Ficar do jeito que estou, só acontece quando essa me escapou, por que insistem em te julgar? Por que não tentam apenas conversar? Visões superficiais te irritam, tentem ver mais, tentem ver além, se importar muito com opinião alheia não é interessante, por que não existe ninguém para você, ninguém que saiba o que você sabe, ninguém que queira saber o que você tem pra dizer.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

banho;


   Seja de sol ou de chuva mas que seja da natureza, da simplicidade em seu ser máximo, a inscrição de vida numa simples gota de chuva ou num simples raio de calor.

   Seja de paz, solidariedade ou de indiferença, indiferença quanto a cor, religião ou nacionalidade. Que seja um banho de cultura, de bem estar, que nos faça lembrar que as coisas mais simples de nossas vidas, podem ser as mais valiosas e aprenda a dar valor para estas mesmas. Que nos limpe da insatisfação do viver e do ser, mas não tire nossas tristezas e frustações, pois é com elas que aprendemos a levantar e nos reinventarmos.

   Dizer não a uma sociedade capitalizada pela compra e venda, pelo individualismo, egoísmo imbecil, e ao preconceito barato e sem explicação, essas e outras heranças culturais. Faça sua lavagem cerebral, não importando sua tribo ou religião, pois o destino conspira para aqueles que inspiram a paz e felicidade.

domingo, 1 de maio de 2011

Bem que te contém,

   Se trata tudo de um simples medo, essa sensação, associar tudo que você vê a algo em comum, as pessoas lhe perguntando "e agora o que fazer?", loucura pensar no que voltaria a acontecer, no que provavelmente pode acontecer. Mas e se tudo que você vê são cinzas, que você sabe, vão ser levadas pelo vento e dali um momento deixarão seu campo de visão, ou podem ficar, e não certamente, dali ressurgir essa tal fênix.

   Mas é essa sua personalidade tão antagônica, tão bipolar, que você sabe irá te fazer declinar por mais um sorriso mesclado as palavras certas, vai ser suficiente para se fazer fugir o controle e novamente estaremos em problemas iguais aos de sempre. Mas nem sempre tudo é como sempre é, girando por detrás do seus olhos, imagens e idéias se tornam um pensamento.

   Começam a faltar palavras, talvez a realidade tenha se distanciado de você, ou você dela.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

fé utópica,

   Não entender como pessoas tão sábias passaram a ser tão odiosas, faz parte desse lugar que tomou mais a sua alma do que era esperado, concluir é arte e duvidar faz parte. As pessoas começam a desviar seu pensamento, é impossível, não tem como relaxar se elas não deixam você pensar.

   Pode ser que não passe de sonhos idealísticos falsos da sua fértil mente, mas um mundo melhor não pode deixar de ser acreditado. Sair de uma ilha, de repente te colocam em novos mares, peixes novos no aquário, liberdade até onde se vê, com o vidro transparente percebemos o quão longe pode chegar, e o quão longe está da realidade do mar.

   Correntes presas as pernas, todos sorridentes olhando uns para os outros, caretice alheia irrita e não é suportável. Faroletes na sua cara, não te deixam pensar, senso crítico sempre com resposta antes da dúvida, será que vai ser difícil sorrir na rua? Será que não vão me prender de forma súbita? 

   Minha fé pode se tratar de algo utópico e sem fins, mas enquanto me permitirem acreditar, enquanto minha dignidade se levantar, sistema, estado ou miseravelmente pessoa quaisquer que for, poderá se expressar, mas não me fará declinar.