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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tua cabeça complexada,
desconexa,
Sem metas,
Exalando drogas
Se perde em meio a fumaça

Percorrendo vias expressas
De um cotidiano insano
Que te faz mergulhar em
atemporalidades.
Sem paradeiro,
descontente

Seria a lucidez,
uma escadaria ao paraíso
Destinada a dúvidas empiricamente
deslocadas
Sancionadas por uma chatice
sem precedentes
Exalada pelo suvaco de velhos
arrogantes, chatos e carentes,
Querendo mais
do que possuem?

E o mal viver,
criticado pelos conservadores
deposto pelos políticos
preso pela polícia,
Sobrevive
no pixo,
panfleto,
saliva
de quem quer mais
que mais valia.



Noite

A poesia embaçada
no sereno transpirado
Esfria no asfalto gelado
da cidade

Tão eterna
quanto a própria humanidade
Perpassando por cabeças várias
até uma se meter a escrevê-la

Que se há de fazer?
O enxame de luzes
segue adiante pela longa madrugada
sem começo
ou fim

Esperando
a cândida e desenfreada manhã
Para que com sua chegada
O bater de asas das aves
Dê ritmo
Ao longo pernoitar poético
de um bêbado
que se chama escuro.