Tua cabeça complexada,
desconexa,
Sem metas,
Exalando drogas
Se perde em meio a fumaça
Percorrendo vias expressas
De um cotidiano insano
Que te faz mergulhar em
atemporalidades.
Sem paradeiro,
descontente
Seria a lucidez,
uma escadaria ao paraíso
Destinada a dúvidas empiricamente
deslocadas
Sancionadas por uma chatice
sem precedentes
Exalada pelo suvaco de velhos
arrogantes, chatos e carentes,
Querendo mais
do que possuem?
E o mal viver,
criticado pelos conservadores
deposto pelos políticos
preso pela polícia,
Sobrevive
no pixo,
panfleto,
saliva
de quem quer mais
que mais valia.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Noite
A poesia embaçada
no sereno transpirado
Esfria no asfalto gelado
da cidade
Tão eterna
quanto a própria humanidade
Perpassando por cabeças várias
até uma se meter a escrevê-la
Que se há de fazer?
O enxame de luzes
segue adiante pela longa madrugada
sem começo
ou fim
Esperando
a cândida e desenfreada manhã
Para que com sua chegada
O bater de asas das aves
Dê ritmo
Ao longo pernoitar poético
de um bêbado
que se chama escuro.
no sereno transpirado
Esfria no asfalto gelado
da cidade
Tão eterna
quanto a própria humanidade
Perpassando por cabeças várias
até uma se meter a escrevê-la
Que se há de fazer?
O enxame de luzes
segue adiante pela longa madrugada
sem começo
ou fim
Esperando
a cândida e desenfreada manhã
Para que com sua chegada
O bater de asas das aves
Dê ritmo
Ao longo pernoitar poético
de um bêbado
que se chama escuro.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
À vida
É, de tantas outras cousas,
importante saber
Todavia,
Toda via
é vida
Cujo sabor amargo
Embriaga até o mais sabido
Tem sorte
Quem passa despercebido
Em verso sem rima
Sem rumo
ou raiz
De costas
Consentindo o duvidoso
Sendo o interstício
da pele
e do esboço
Corre
Cansa
Sua
Vê o menino descalço?
Pelado dos pés
já andou todo o bairro
Mas sua casa é a rua
Por dentro
tem órgão
sangue e esperança
E no seu sorriso
as vezes sem dentes
Se esconde a pergunta
de tanta andança
Cansa
Corre
Sua
À vida real
quente fria
Crua
importante saber
Todavia,
Toda via
é vida
Cujo sabor amargo
Embriaga até o mais sabido
Tem sorte
Quem passa despercebido
Em verso sem rima
Sem rumo
ou raiz
De costas
Consentindo o duvidoso
Sendo o interstício
da pele
e do esboço
Corre
Cansa
Sua
Vê o menino descalço?
Pelado dos pés
já andou todo o bairro
Mas sua casa é a rua
Por dentro
tem órgão
sangue e esperança
E no seu sorriso
as vezes sem dentes
Se esconde a pergunta
de tanta andança
Cansa
Corre
Sua
À vida real
quente fria
Crua
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
O sol da cidade
ferve nossa mente
E, acontece,
não raramente,
de ficarmos cinza
e sermos cinza
e cheirar cinza,
Até que pinte
algo que nos pinte
de loucura,
nem saudável
nem pura.
Ocupando a alma
clareando a calma.
Chuva
de gotas de porvir
de bobagens de amor
de tempo,
de passou.
Donde vem tanta água,
meu Deus?
Nas calçadas,
enxurradas
de culpa,
enxugando as ruas
Trocando as cores
por algo que inda
não posso ver.
É certo
escrever
e não querer ler?
Para tantas questões
a lua é confidente
e guarda em seu fulgurante baú
o existir de minhas ações.
ferve nossa mente
E, acontece,
não raramente,
de ficarmos cinza
e sermos cinza
e cheirar cinza,
Até que pinte
algo que nos pinte
de loucura,
nem saudável
nem pura.
Ocupando a alma
clareando a calma.
Chuva
de gotas de porvir
de bobagens de amor
de tempo,
de passou.
Donde vem tanta água,
meu Deus?
Nas calçadas,
enxurradas
de culpa,
enxugando as ruas
Trocando as cores
por algo que inda
não posso ver.
É certo
escrever
e não querer ler?
Para tantas questões
a lua é confidente
e guarda em seu fulgurante baú
o existir de minhas ações.
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