Deixa a madrugada chegar
Pra sermos as duas últimas pessoas
desse mundo
Vamos sair para sonhar
Sem noites dormidas por morrer
Sem impedimentos para ser...
Quero poder crer
Em coisas boas, de novas lembranças
De quando fomos crianças
e a tristeza ainda era esperança.
Quisera eu ser humilde
a ponto de crer em uma vil
providência
Que me coloque onde deveria
Satisfeito com a vida como seria.
Não ser o que quer que seja
Apenas por não querer ser,
qualquer um que se veja.
Querer me servir do cálice da vida
Degustar da ardência da paixão
Servir-me do doce sabor do amor.
Quero,
nem por isso
Espero,
Mais que tudo
Saber dar nome ao que quero
Ou vá querer,
Vá saber...
sábado, 30 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
Transparente é a cor da nossa mente
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira
O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.
Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.
Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.
Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.
Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.
Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.
Estamosmorrendo
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.
Como a felicidade que explode
Ou o ar que se respira
O que vendo vem de...
Ou que vai à...
Nada.
Amores contundentes
Os cabelos perdidos,
presos num pente
Sobre a pia de uma torneira
que não cessa o gotejar
De lágrimas salgadas
Cansadas de chorar.
Em frente a espelhos de bares
e lugares sujos
que fedem a fezes e urina.
Do lado de fora,
na lata de lixo,
já sem vida,
um feto abortado.
Na prefeitura, nas portas
Confundem-se cães de segurança
que precisam levar a janta dos seus filhotes
E protegem com a própria vida
um alguém que nem sabem quem.
Enquanto a música toca,
as crianças querem se drogar
a polícia pode te matar.
Estamos
De noite
No sofá de casa,
Vendo no noticiário
a nova onda do momento.
quarta-feira, 20 de março de 2013
1, 2, 3 poesias...
Os esportistas são os novos poetas
Poetas do alvorecer,
Embalados
Pelo impulso inexprimível
Inefáveis sensações que ameaçam
pular pela sua garganta à fora.
Sejá somos tão pequenos
por que querer ser menos?
Voar, voar... Somos apenas
Assovios de vento,
poeira no ar.
Vejamos o colorido até na noite
sem luar!
Sejamos os amantes até na dor
só errar!
Caminhando por essa linha frágil.
Suficientemente pequena
Para chamarmos vida!
Observando a loucura padronizada,
Generalizada.
Camuflada pelo verniz das convenções
e competições baratas.
Vem! Que nosso lar,
vai ser onde ficarmos bem.
Poetas do alvorecer,
Embalados
Pelo impulso inexprimível
Inefáveis sensações que ameaçam
pular pela sua garganta à fora.
Se
por que querer ser menos?
Voar, voar... Somos apenas
Assovios de vento,
poeira no ar.
Vejamos o colorido até na noite
sem luar!
Sejamos os amantes até na dor
só errar!
Caminhando por essa linha frágil.
Suficientemente pequena
Para chamarmos vida!
Observando a loucura padronizada,
Generalizada.
Camuflada pelo verniz das convenções
e competições baratas.
Vem! Que nosso lar,
vai ser onde ficarmos bem.
Espaço pouco
Sou como o vento
Que toca a pele,
que toca os olhos e
apenas se sente.
Quem me olha não me vê.
Sou transparente
Toco os lábios
da moça que vejo à frente.
Sou transcendente
das nuvens descendente.
Se refresco ou enveneno
Sou o ambiente que
Tranquilamente
faz germinar as sementes.
Ou será que sou só a mente?
Procurando vilmente
um espaço de paz
que caiba toda essa gente?
Que toca a pele,
que toca os olhos e
apenas se sente.
Quem me olha não me vê.
Sou transparente
Toco os lábios
da moça que vejo à frente.
Sou transcendente
das nuvens descendente.
Se refresco ou enveneno
Sou o ambiente que
Tranquilamente
faz germinar as sementes.
Ou será que sou só a mente?
Procurando vilmente
um espaço de paz
que caiba toda essa gente?
domingo, 3 de março de 2013
Perspectivas
Deitado.
Estendido sobre o próprio limite
Entre o sonho e o poder,
fazer.
Sinto os raios solares imbricarem-me
Pensamentos que questionam pensamentos
Num eterno girar de roleta
Submetido as inconstâncias do porvir.
A monotonia
que mais parece um alvitre,
Talhado no sepulcro futuro
de cada um de nós,
Ao leve bater da brisa
É levada.
Caso se queira coexistir
Com a inexistência
de um último fundamento.
Onde dos pensamentos
Não se sabe quando ou onde
Hei de surgirem.
Carregados,
Trazidos pelos sentidos à guiarem
As carruagens dos anjos da veleidade.
De um saber que não basta
À inconcisão de existir.
Estamos permitidos apenas
Crer no que se quer ver.
Não escrevo a poesia que gostaria
Apenas a que me convém
Sobre um eu
Que outrora
Será outrem.
Estendido sobre o próprio limite
Entre o sonho e o poder,
fazer.
Sinto os raios solares imbricarem-me
Pensamentos que questionam pensamentos
Num eterno girar de roleta
Submetido as inconstâncias do porvir.
A monotonia
que mais parece um alvitre,
Talhado no sepulcro futuro
de cada um de nós,
Ao leve bater da brisa
É levada.
Caso se queira coexistir
Com a inexistência
de um último fundamento.
Onde dos pensamentos
Não se sabe quando ou onde
Hei de surgirem.
Carregados,
Trazidos pelos sentidos à guiarem
As carruagens dos anjos da veleidade.
De um saber que não basta
À inconcisão de existir.
Estamos permitidos apenas
Crer no que se quer ver.
Não escrevo a poesia que gostaria
Apenas a que me convém
Sobre um eu
Que outrora
Será outrem.
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