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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bodiou!

   Até arrepia, gente que fecha a mão quando é melhor abraçar um irmão. Das coisas que fazer, viver e deixar acontecer, sem pressa, só não sei, espero, que assim não pode continuar, mudar, mudar e mudar, por que não deixar aquele mergulho no mar? O sol brilha mais forte, se duvidar, deixa as pernas pra fora e vê se não arde; depois de todo sol forte vêm a chuva, acalmar e esfriar, tranquilizar e fazer nascer, vida, amor e um pouco mais de caminhada, lembrar a todos de como é bom estar com a pessoa amada.
   Noites de insônia, dias de cansaço, tô pra ver o dia em que tudo isso sucumbir; seguindo a doutrina vigente, não, se tá ligado, quando a noite cair é só chegar, o holofote é a lua e na rua a gente espera um atraso, podia ser até um abraço. E o suor, a transpiração onde fica? Observando o cálice gelado, de repente o vidro perece, e no fim a gente só ouve o que merece, o que parece.
 
   A vida não da mole, depende quem, pra mim sim, o peso do mundo nas costas todos têm, a diferença se apresenta quando se sabe o peso, realidades aparecem e indiferença acaba por se tornar o que eles merecem. Difícil não é compreender ninguém, difícil acaba sendo ter de conviver com alguém, afinal, qual o equilíbrio que existe entre pessoas se não a utopia. Inveja e o contrário, verdadeiro e o oposto, a rua continua aberta, na espera de um páreo, sem nenhum bom moço.

 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sentir.

   Enquanto o que transborda o pensamento é a independência humana, a eliminação do fato de precisar de alguém. Os exemplos são ótimos, a TV com a cara do Justin Bieber facilita e a fraqueza ainda se concentra no futuro. Covarde o suficiente para mofar em casa, palavras ditas, conselhos automáticos, preciso mais disso do que eles, só não me dizem o que eu quero escutar. Conversas e conversas, não me levam a nada, são todas distrações, sempre foram, sempre com o mesmo sentido, afastar a falta de sentido.

   Não se trata de uma infância perturbada ou qualquer coisa do gênero; acendo um cigarro, e em meus pensamentos, ofuscados pela fumaça, tento me encontrar. É tudo pura consequência, você sabe. Consequências de você mesmo, promessas garantem isso, "com certeza não vai ser por sua causa" você recorda mesmo não fazendo mais tanto sentido. Já diziam, sou rancoroso, como se adjetivos jogados ao relento por conta de atitudes definissem alguma coisa. A insônia já não existe, dormir não faz sentido, nada faz sentido, afinal, pra morrer a gente só precisa nascer; os acordes das estrelas, quando observadas, vibram de acordo com o momento, mas sempre no mesmo ritmo, sempre ao ritmo do peito.

   Viver a fim de algo em comum, viver a fim de enriquecer; insistem sempre em comentar o desnecessário, qual o problema com vocês? Dinheiro, valores e preços, que diferença faz, quanto isso vale comparado a presença de um semelhante, quanto isso vale mesmo que não hajam muitas palavras? Coloque-se pra pensar, 2 e 2 só serão 4 se ambos se somarem, uma parcela não se inteira sem a outra, a situação assim se define a partir da ação de ambos, e o que você julgara ser suficiente, pode resultar numa falta de resultados. Coloco-me a pensar, e um pouco antes de acordar, espero ter esperança.