Não significa que o coração tenha deixado de bater, só não lhe são, porém, mais dadas atividades diárias antes consideradas obrigatórias. De vez em par, preciso de verdades, se tratando da situação em que mo encontro, mentiras transbordam para além da alma; alma essa, que não se tem concepção ou saber avançado, só se colocando como mais uma dessas teorias que se lê ou se escuta.A serenidade lhe fecha a janela perante situações drásticas, ou demasiado intoleráveis. O sofá, lhe serve como conforto quando o peito não mais consegue sentir calor, e o livro, de dicionário, quando palavras lhe faltam para descrever o temor; tal, que apenas se exige aparecer quando se fazem necessárias mudanças no que um dia foi colocado como imutável.
E esse amor, pelo silêncio, pela falta de vocábulos ditos e pelo excesso de displicência, arde como uma verdade que não contenta-se em calar, visto que factualmente, tudo o que se vê são momentos de degradação própria, em um paradoxo que se forma perante a atual conjuntura dos acontecimentos pessoais que lhe ocorrem e não contentam-se em estar a esmo diante de tantas boas opções a que recorrer, ou de preferência, falar e esperar ser escutado.
