Páginas

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ao fim de um caderno qualquer,

   Nunca gostara tanto de uma rotina quanto hoje, calor pra calor, frio pra calor. O frio nunca pareceu tão quente, pensa: "Mesmo se estivesse calor estaria tremendo.", só não sabe mais se é de medo, crê que seja alguém em teu subconsciente, felicidade é meu nome.

   Como dizia Pessoa, "Somos como crianças observando um rio, que como a vida corre, com ou sem felicidades e angústias." Criança na verdade é a melhor palavra pra nos descrever, amantes de uma vida sem fronteiras, apenas apreciando cada momento seja ele bom, ou ruim.

   Como toda última folha de caderno, sinceridades secretas prontas para serem descobertas por amigos anônimos, fazia tempo que um frio desse não lhe congelava a espinha, ela diz que se desliga mal sabendo o quanto e como te religa, alma, corpo, coração. Mas prometa que se não acontecer, permitir um abraço amigo só pra não querer morrer.

   Como um velho novo amigo diz: "Vou dizendo bem clichê, eu preciso de você.", o medo ainda não deixa de existir, é claro, mas não porque ainda existe que você vai deixar de crer, suando e tremendo frio, nada como aquele sol que aquece a vocês, sentados num banco qualquer de concreto vendo variados poemas passar. Poemas... Na verdade pessoas, mas por que não chamá-las assim? Cada um é artista de uma história, de uma obra de arte poética e única.

   Engraçado essas pessoas que brincam de ser outras, esquecem o quão importante é sua presença em outras vidas, o quão importante é cada selo vivo, como num álbum de figurinhas, não vale nada ser a repetida. "Porque quem ama nunca sabe o que ama, nem sabe por que ama, nem o que é amar...", e como qualquer por do sol, eu torno a voltar, seja feliz ou não, o importante é brilhar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário