Páginas

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

de coração.

Confusão lógica por todos
os lados, me deem os números...
A culpa mais avulsa que nunca
totalmente dispersa, em meio a uniformes
vejo apenas personalidades disformes.

Tanto dinheiro
e tão pouco valor.
Tanta gente
e tão pouco amor.

Não me questionem
por que? Perguntem
e se?

Vivamos a realidade
inoculada em nosso olhos
que sangra lágrimas de verdade.


sábado, 18 de agosto de 2012

Mandaram avisar

Esperança que me faz saber
o que é vão, ou não.
Vou confuso, confundindo o ser
quando a ascenção do respeito
se tornou falta de consideração.

A realidade está estampada
na carne, na fala, na fachada.
Mas o resto, escancara a mente
plantemos a semente,
o livre pensamento pode te ajudar.

Poderia o sentimento deste momento
inundar-me com a realização?
Saber para onde foi o amar...
E se nada der certo,
foda-se tudo então
meu caminho é o mar.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Hoje estou meio disperso
meio perdido, meio ao meio.
Nem radical e nem bohemio
(quem me dera ser bohemio)
sintomas de amor por perto.

Paciência é uma virtude
a vida que bagunça
enquanto vejo ir a juventude
enquanto a responsabilidade
se torna avulsa.

Celas projetadas pelo pensamento
o sol se põe por detrás da janela
azul e duvidosa, onde o som
leve, livre e solto está permitido.

Paz e liberdade canta o bem-te-vi
o amor hoje em dia, vêm pulando,
faltando uma perna,
parece fantasia, parece até saci.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Instintos distintos

Estão todos ocupados indo,
ninguém sabe onde ninguém vai.
Em algum lugar uma criança rindo
e em outro, a chorar pelo pai.

"Everything is love" dizem os cartazes
na noite de lua cheia
nos bancos de praça mal iluminados,
trocam amores moças e rapazes.

Feito acordes dum violão
nos encaixamos em campos harmônicos
e os enamorados ainda não se preocupam
com o destino que não está em sua mão.

E lá no asilo de corações
encontram-se alguns jubilados do amor
repletos de esperanças,
a qual nunca sentirão o sabor.

sábado, 4 de agosto de 2012

De duas cabeças na lua

Na noite de brilho de canto,
aqui, acá e acolá, espelho é o mar
Lua linda, linda lua, brilha seu valor
a fim de se mostrar, pois é
feito menina mimada pede em silêncio
pelo nosso amor.


Grande e formosa assim
ai dentro de ti há de haver
graça, paz, alegria e até simplicidade.
Esse bocado de coisas boas
deve ir se juntando a cada fase,
até ficar assim: cheia dos melhores recheios.
Claro que o sol também é parte disso!
Mas tu têm a singularidade que é só sua.
Eu adoro você linda,
lua.

Inspirado por Ana Luiza.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

poesia de inação

Está tudo inundado, veiculado.
Estou de touca, me vejo no espelho
vivo nada com sombra
os chinelos parecem mais gelados que o chão,
esse que parece um imã
sem tom ou diapasão que concerte
no coração, encosto minha mão
num entendimento resistente
que suavemente, me da somente
o sentimento e pronto.

O ar respirado que quase se vê
de tão frio que se sente
faz a inação parecer coisa nossa
o presente transformando nossa mente,
voltaria para lá, sem saber
como foi que fui não indo
e saber somente
quem continuou vindo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

   Ter condições de saber quem eu sou. Quem eu sou? De testemunha a suspeito, o caminho não é bem o que nôs contaram, nem Freud explica! Fé e religião se distinguem, deixei de ser o que querem pra passar a ser quem não sei que sou. De todas as escolhas, qualquer resultado esperado se dissipou e mesmo assim, atento ao mundo, igual é igual e assim não rola se ficar.

   Hoje eu sei; não me abandone, pois não vou sequer chorar. Vide amor, o único vão está presente no futuro, afinal, você está esperando o quê mesmo? Vamos de barco, estenda as velas e deixe que o acaso nos leve e o sol aqueça nossas almas. A maré ainda é navegável e a vida ainda pode ser sustentável, permitir-se viver de forma plena, fazer piscar uma luz de vaga-lume em meio a escuridão.

   Não escolher o lugar de onde vêm, não tem relação com o fato de cada um saber o papel que têm. Querer muito dentro dessa bolha de poluição só me faz ficar mais preso. Não gosto de me dar por vencido, pensei já em ser herói e descobri que heroico, é o sorriso triste de uma mãe batalhadora.

   Problemas são intrínsecos a nós, e, por mais que façam seu peito estalar, aqui estamos e daqui, apenas saem os que quiserem(mais delicados). Diga quem estiver de passagem, o futuro incerto é, feito um turbilhão, infinitamente mais interessante que um mero fim de filme hollywoodiano.

 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sinto que existe algo
bem aqui dentro
sem saber falar
só aprendeu a observar,
ouvir e se calar.

Falta amor. Meu,
quero saber o que é
sou um recipiente
cheio de questões
erradamente, raramente e
essencialmente
desacumuladas.

Construir do ir e vir
são formatos de capacidade
as vezes dizem ser vontade
como se fossem substâncias
invisíveis e injetáveis.

sábado, 23 de junho de 2012

Não é raiva não,
só não me apetece ouvir
reclamação de gente que tem barrigão.

Não da pra dizer não,
que eu sei como é o teu pão,
porque saber ta mais pra lá
do que acá, tão longe que
parece segunda pra final de semana.

Não da pra entender não,
como é que as coisas são.
Porque tudo o que eu entendo
não passa de fumaça de avião,

só uma coisa eu sei que sim
assim como gosto de cheiro de alecrim
a vida vai estar sempre aberta
se quisermos, para você e para mim.

sábado, 2 de junho de 2012

15 primeiros segundos

Ele e ela, ela e ele
ele pode e ela não considera,
alguma dúvida?
Vice e verso,
o que eles querem não se desenha,
só cheira e não vê.
O que dela é grande
a ele pertence
e o que dele é errado
com ela tudo se vence.