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sábado, 4 de agosto de 2012

De duas cabeças na lua

Na noite de brilho de canto,
aqui, acá e acolá, espelho é o mar
Lua linda, linda lua, brilha seu valor
a fim de se mostrar, pois é
feito menina mimada pede em silêncio
pelo nosso amor.


Grande e formosa assim
ai dentro de ti há de haver
graça, paz, alegria e até simplicidade.
Esse bocado de coisas boas
deve ir se juntando a cada fase,
até ficar assim: cheia dos melhores recheios.
Claro que o sol também é parte disso!
Mas tu têm a singularidade que é só sua.
Eu adoro você linda,
lua.

Inspirado por Ana Luiza.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

poesia de inação

Está tudo inundado, veiculado.
Estou de touca, me vejo no espelho
vivo nada com sombra
os chinelos parecem mais gelados que o chão,
esse que parece um imã
sem tom ou diapasão que concerte
no coração, encosto minha mão
num entendimento resistente
que suavemente, me da somente
o sentimento e pronto.

O ar respirado que quase se vê
de tão frio que se sente
faz a inação parecer coisa nossa
o presente transformando nossa mente,
voltaria para lá, sem saber
como foi que fui não indo
e saber somente
quem continuou vindo.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

   Ter condições de saber quem eu sou. Quem eu sou? De testemunha a suspeito, o caminho não é bem o que nôs contaram, nem Freud explica! Fé e religião se distinguem, deixei de ser o que querem pra passar a ser quem não sei que sou. De todas as escolhas, qualquer resultado esperado se dissipou e mesmo assim, atento ao mundo, igual é igual e assim não rola se ficar.

   Hoje eu sei; não me abandone, pois não vou sequer chorar. Vide amor, o único vão está presente no futuro, afinal, você está esperando o quê mesmo? Vamos de barco, estenda as velas e deixe que o acaso nos leve e o sol aqueça nossas almas. A maré ainda é navegável e a vida ainda pode ser sustentável, permitir-se viver de forma plena, fazer piscar uma luz de vaga-lume em meio a escuridão.

   Não escolher o lugar de onde vêm, não tem relação com o fato de cada um saber o papel que têm. Querer muito dentro dessa bolha de poluição só me faz ficar mais preso. Não gosto de me dar por vencido, pensei já em ser herói e descobri que heroico, é o sorriso triste de uma mãe batalhadora.

   Problemas são intrínsecos a nós, e, por mais que façam seu peito estalar, aqui estamos e daqui, apenas saem os que quiserem(mais delicados). Diga quem estiver de passagem, o futuro incerto é, feito um turbilhão, infinitamente mais interessante que um mero fim de filme hollywoodiano.

 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sinto que existe algo
bem aqui dentro
sem saber falar
só aprendeu a observar,
ouvir e se calar.

Falta amor. Meu,
quero saber o que é
sou um recipiente
cheio de questões
erradamente, raramente e
essencialmente
desacumuladas.

Construir do ir e vir
são formatos de capacidade
as vezes dizem ser vontade
como se fossem substâncias
invisíveis e injetáveis.

sábado, 23 de junho de 2012

Não é raiva não,
só não me apetece ouvir
reclamação de gente que tem barrigão.

Não da pra dizer não,
que eu sei como é o teu pão,
porque saber ta mais pra lá
do que acá, tão longe que
parece segunda pra final de semana.

Não da pra entender não,
como é que as coisas são.
Porque tudo o que eu entendo
não passa de fumaça de avião,

só uma coisa eu sei que sim
assim como gosto de cheiro de alecrim
a vida vai estar sempre aberta
se quisermos, para você e para mim.

sábado, 2 de junho de 2012

15 primeiros segundos

Ele e ela, ela e ele
ele pode e ela não considera,
alguma dúvida?
Vice e verso,
o que eles querem não se desenha,
só cheira e não vê.
O que dela é grande
a ele pertence
e o que dele é errado
com ela tudo se vence.

domingo, 27 de maio de 2012

não sense.

   É estranho pensar; pensar no fato de que você não sabe o que é pensar, bem aquilo que te traz razão, não tem razão alguma. Onde está a arma? Temos balas por todas as paredes, tiroteios de ideias, você coloca seu colete e se protege de cada pessoa que morre. É rotina, o chão está cheio de corpos e você continua grudado no seu sofá.

   Tantas aparências, música no ar... Aqui não existem mais pássaros, alias, sobraram alguns, mas esses cospem canções de achar, devoram seu ar, a beleza que está escondida faz seu coração pensante pulsar. Existe desespero, falta até tempero, e no porão da suas sórdidas imagens, análises psicológicas mostram a doçura de um leão.

   Chega a doer, as paredes se fecham, vou pular pela janela. Fobia de respirar, velejando em alto mar, essa dúvida de achar que te mata e apaga qualquer chance de um ser Supremo. Eles riem, colocam as caixas sobre a mesa e pegam suas facas, acho que é tudo legal, sua mente já está perturbada, há quanto tempo? Há de se pensar... E mais uma vez, tenho dúvidas do que achar.

sábado, 19 de maio de 2012

faço questão,

   Tomar um banho quente, ressuscitar a intervenção pessoal, interior. Pessoas gritam, falam, gargalham... A noite está fria hoje e ainda há filmes na TV. O volume diz coisas de um modo peculiar, torna engraçada essa coisa de pensar o que falar, se comunicar despertando apenas o olhar. Pratos de porcelana por todos os lados, essa estranha sensação humana, não poder fazer nenhum movimento em falso, quando infelizmente, não há para onde ir sem quebrar alguns deles.

   Repercussões pertinentes, dignas de um palhaço, o que é a realidade? Se não uma imensa comédia, onde sua face é o picadeiro e seu nariz o mastro que sustenta a lona. A limitação é tão grande, que torna-se obrigação se focar em algo que lhe faça esquecer tudo. Em alguém você deve acreditar... Crescer, sair e cuidado pra não se matar!

   É cedo pra quê? Pra mais uma vez, como sempre, estar em dúvida? Capitão, traficante, delegado ou marginal... É falsa a ideia de identidade, suas palavras provam isso e você achou que poderia aguentar. E de repente, alguém que se mostra verdadeiramente humana, lhe faz pensar a perversidade que pode existir, nessa ideia de ser e exibir.

sábado, 5 de maio de 2012

Agora já não é normal.

   Saber a data de nascimento já nem importa mais, crescimento feito árvore, não importão os anos, mas as raízes que finquei no decorrer deles. Bog afaste essa mecânica sem lógica, laranja sem suco, deixe em paz meu coração, que devido a tropeços errantes, me chamam de bundão. Não sei se é desatenção, caminho pelas ruas me sentindo na obrigação, ser quem foi deixado, esquecer a vida de largado, enlouquecer e, como é de costume, rever o meu próprio entender.

   Me vêm um samba baixinho, pintado de orgulho com uma taça de vinho, quero ver o que você faz, que acredite sem mais, de tantas almas, junto a sua, algo me remete a paz. Não que o passado tenha deixado de existir, é interessante ouvir, mesmo sem falar, o quanto tudo muda sem nem ao menos avisar.

   Suposições do que pode ser, navegar em águas desconhecidas, no fim, mais vale deixar acontecer. Cheirinho de alecrim, cá estou enfim, mas agora empenhado para que exista um 'eu e você' sem pensar no fim. Me diz pra onde ainda posso ir, se no estreitamento da vida de 'gente grande', tudo o que sobra não nos deixa rir; não, acho que estou num caminho sem ir, sem ideia de como dele partir ou como dele sair.

   Sigo cantando, sou viajante, em meio a tantos 'Eus' me vejo apenas como pensante. E o que dizem não ser possível, sem equilíbrio ou pestanejante, meu caro amigo eu não pretendo provocar, mas algumas coisas eu vou mudar, inclusive o fato de você me dizer o que vou ser ou até o que devo fumar.

domingo, 8 de abril de 2012

Introspecsônia

   Não me dou mais ao luxo de 'ser': adulto, criança, responsável, forte, fraco... Definições não servem mais, caiu a ficha, é verdade, hoje me vejo de cara limpa. E aquela vontade de voltar correndo atrás, que vêm e volta, tem vezes que parece a melhor opinião, outras, viagem desse meu cabeção.

   Hoje eu matei o presidente e o que era panela de pressão, virou calmaria, é quase coisa de feitiçaria. Adversidades não faltam na minha estrada, bom é saber que sigo o certo até na linha mais errada; de repente o pensamento parece mais lógico e, hoje mais calmo, meu melhor amigo se tornou o relógio. 

   As definições foram tantas, idéias acarretadas em fortes discussões; escutam o que você quer dizer e, mesmo sem querer, me vejo de novo sozinho tentando entender quem eu tento ser. A infância não se foi, basta colocar os óculos escuros, calçar os sapatos e pular cada um dos muros; não tenho mais pressa, minha vida é essa e, hoje, para amar, não a mais nada que me impeça.