O sol da cidade
ferve nossa mente
E, acontece,
não raramente,
de ficarmos cinza
e sermos cinza
e cheirar cinza,
Até que pinte
algo que nos pinte
de loucura,
nem saudável
nem pura.
Ocupando a alma
clareando a calma.
Chuva
de gotas de porvir
de bobagens de amor
de tempo,
de passou.
Donde vem tanta água,
meu Deus?
Nas calçadas,
enxurradas
de culpa,
enxugando as ruas
Trocando as cores
por algo que inda
não posso ver.
É certo
escrever
e não querer ler?
Para tantas questões
a lua é confidente
e guarda em seu fulgurante baú
o existir de minhas ações.