A beleza do feio
A parede branca
pixada
O gosto de cocaína
na saliva amarga
Os projeteis
Os flagrantes
Do mesmo jeito
Igual a antes
As igrejas empresas
O governo imprensa
O crime
essência da consequência
O fim
O começo
O sem teto
O seu endereço
O que você diz
O que acha que pensa
A falta de controle
O controle remoto
O sentimento que clama
O proibido
O ilícito
Tudo assim
Parece ideal
Mas no fundo
É fictício
domingo, 29 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
Gosto do que desafia
o que sou,
Do que insiste
no que não sou.
Sou, por assim dizer,
Estar efêmero
e quase alucinado
De tanta lucidez.
Brilho que cessa
o definido de ser,
Mais escuro
que o próprio escuro
E faz do tempo
seu escudo.
Alegria e tristeza,
desgostoso de gostar,
faltoso em desejar.
Almejo tudo
como quem vê a si mesmo
Desperto,
de um grande sonho
Confuso.
o que sou,
Do que insiste
no que não sou.
Sou, por assim dizer,
Estar efêmero
e quase alucinado
De tanta lucidez.
Brilho que cessa
o definido de ser,
Mais escuro
que o próprio escuro
E faz do tempo
seu escudo.
Alegria e tristeza,
desgostoso de gostar,
faltoso em desejar.
Almejo tudo
como quem vê a si mesmo
Desperto,
de um grande sonho
Confuso.
Dia bom
São desses dias
em que rir
é fugir;
A tarde
cai devagar
no ritmo do cantar
de pássaros,
Com o peso
de uma folha caindo
ou a leveza
De um sorriso abrindo.
Dia bom
é desses impossíveis
não ter música,
café e emoção.
Queria era fazer isso
a vida inteira,
Disso tudo
fazer carreira.
Dia bom
pode ser som,
pode ser qualquer hora,
pode ser café com poesia
e até, amor e amora.
Só não pode
ser de ironia,
Fazer o que não queria
sorrir sem alegria...
em que rir
é fugir;
A tarde
cai devagar
no ritmo do cantar
de pássaros,
Com o peso
de uma folha caindo
ou a leveza
De um sorriso abrindo.
Dia bom
é desses impossíveis
não ter música,
café e emoção.
Queria era fazer isso
a vida inteira,
Disso tudo
fazer carreira.
Dia bom
pode ser som,
pode ser qualquer hora,
pode ser café com poesia
e até, amor e amora.
Só não pode
ser de ironia,
Fazer o que não queria
sorrir sem alegria...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Eu riacho
Aos meus sentimentos cascata
a qual cada um insiste
se fazer minha casa,
Fazendo-me nadar
nesse interstício entre o tudo
e o nada.
Serão eles
a prancha que me separa do mar?
Onde vamos parar?
Esse processo me tira a paciência
e a escalada da vida
Sempre parece... Tudo.
Nada.
Correr a linha subjetiva
é a vontade última dos homens,
Passar tudo tão rápido,
quanto o próprio ato de ser feliz.
O passado é tudo o que existe
e o presente vem passando.
Palpito, sem qualquer certeza,
ser o nosso objetivo
Tentar seguir andando...
a qual cada um insiste
se fazer minha casa,
Fazendo-me nadar
nesse interstício entre o tudo
e o nada.
Serão eles
a prancha que me separa do mar?
Onde vamos parar?
Esse processo me tira a paciência
e a escalada da vida
Sempre parece... Tudo.
Nada.
Correr a linha subjetiva
é a vontade última dos homens,
Passar tudo tão rápido,
quanto o próprio ato de ser feliz.
O passado é tudo o que existe
e o presente vem passando.
Palpito, sem qualquer certeza,
ser o nosso objetivo
Tentar seguir andando...
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Eu artesão de mim
O aqui vive.
Argamassa de certezas e mistérios,
Dúvida repentina e eterna,
Solidez fugaz de tudo e nada.
Caminho numa estrada vazia de vazio,
Dividido pelo que quero e queria
Resguardo-me às vontades da
Vida, que me faz de vítima e criminoso,
Nas ações da minha própria pessoa.
Têm coisas que faço
Sem haver um porque.
Mas, pensando bem,
Também não conheço os porques
dos meus por ques.
Não entendo de explicações
que insistem serem impostas;
Não entendo de imposições
que preferem não se explicar.
Será que a única via à se seguir
é o simples ato de continuar a ir?
Pessoas ordinárias e extraordinárias
- dizem autores nem tão antigos -
formam a humanidade.
Utopia coletiva e utopias individuais.
Gostaria mesmo
de poder unir todas as diferenças
E traduzi-las ao ato
de moldar o mundo feito um vaso de paz.
Argamassa de certezas e mistérios,
Dúvida repentina e eterna,
Solidez fugaz de tudo e nada.
Caminho numa estrada vazia de vazio,
Dividido pelo que quero e queria
Resguardo-me às vontades da
Vida, que me faz de vítima e criminoso,
Nas ações da minha própria pessoa.
Têm coisas que faço
Sem haver um porque.
Mas, pensando bem,
Também não conheço os porques
dos meus por ques.
Não entendo de explicações
que insistem serem impostas;
Não entendo de imposições
que preferem não se explicar.
Será que a única via à se seguir
é o simples ato de continuar a ir?
Pessoas ordinárias e extraordinárias
- dizem autores nem tão antigos -
formam a humanidade.
Utopia coletiva e utopias individuais.
Gostaria mesmo
de poder unir todas as diferenças
E traduzi-las ao ato
de moldar o mundo feito um vaso de paz.
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