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terça-feira, 16 de abril de 2013

Quero ar

São tantos os olhares
que já nem sei o que olhei.
A solidão dispersa na sala,
encostada no sofá ao seu lado
Presente de si,
ora acalma,
ora alucina.
Entre tantas dúvidas,
ainda procuro pela minha sina.

Mobilidade urbana!
O trem do outro lado da avenida
Faz tremer minha cama
Enquanto sonho sonhos de partida
As pessoa vão...
Para qualquer lugar que elas não querem
que seja em vão.

Risos.

Precisamos de comida!
Também na África,
Também no Brasil,
Mas principalmente,
comida para a alma
comida para a calma.

Observo as linhas
das palmas da minha mão,
do meu rosto...

O tempo passou tão rápido,
que já não consigo mais ter certeza
sobre o que realmente aconteceu,
sobre o que um dia fui eu.

Pudera eu ser alguém importante,
para em páginas de jornais e livros
estarem impressas lembranças sobre mim.
Sobre alguém que soube o que fazer
Sobre alguém que pôde ir além
do simples pensar,
do simples questionar.

Nesse monte de vidas
Construídas dentro de aquários.
Nessa vida que é só mar.
Somos apenas,
Peixes
Que podem escolher,
vez por outra,
onde querem nadar.