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quarta-feira, 25 de julho de 2012

   Ter condições de saber quem eu sou. Quem eu sou? De testemunha a suspeito, o caminho não é bem o que nôs contaram, nem Freud explica! Fé e religião se distinguem, deixei de ser o que querem pra passar a ser quem não sei que sou. De todas as escolhas, qualquer resultado esperado se dissipou e mesmo assim, atento ao mundo, igual é igual e assim não rola se ficar.

   Hoje eu sei; não me abandone, pois não vou sequer chorar. Vide amor, o único vão está presente no futuro, afinal, você está esperando o quê mesmo? Vamos de barco, estenda as velas e deixe que o acaso nos leve e o sol aqueça nossas almas. A maré ainda é navegável e a vida ainda pode ser sustentável, permitir-se viver de forma plena, fazer piscar uma luz de vaga-lume em meio a escuridão.

   Não escolher o lugar de onde vêm, não tem relação com o fato de cada um saber o papel que têm. Querer muito dentro dessa bolha de poluição só me faz ficar mais preso. Não gosto de me dar por vencido, pensei já em ser herói e descobri que heroico, é o sorriso triste de uma mãe batalhadora.

   Problemas são intrínsecos a nós, e, por mais que façam seu peito estalar, aqui estamos e daqui, apenas saem os que quiserem(mais delicados). Diga quem estiver de passagem, o futuro incerto é, feito um turbilhão, infinitamente mais interessante que um mero fim de filme hollywoodiano.