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domingo, 27 de maio de 2012

não sense.

   É estranho pensar; pensar no fato de que você não sabe o que é pensar, bem aquilo que te traz razão, não tem razão alguma. Onde está a arma? Temos balas por todas as paredes, tiroteios de ideias, você coloca seu colete e se protege de cada pessoa que morre. É rotina, o chão está cheio de corpos e você continua grudado no seu sofá.

   Tantas aparências, música no ar... Aqui não existem mais pássaros, alias, sobraram alguns, mas esses cospem canções de achar, devoram seu ar, a beleza que está escondida faz seu coração pensante pulsar. Existe desespero, falta até tempero, e no porão da suas sórdidas imagens, análises psicológicas mostram a doçura de um leão.

   Chega a doer, as paredes se fecham, vou pular pela janela. Fobia de respirar, velejando em alto mar, essa dúvida de achar que te mata e apaga qualquer chance de um ser Supremo. Eles riem, colocam as caixas sobre a mesa e pegam suas facas, acho que é tudo legal, sua mente já está perturbada, há quanto tempo? Há de se pensar... E mais uma vez, tenho dúvidas do que achar.

sábado, 19 de maio de 2012

faço questão,

   Tomar um banho quente, ressuscitar a intervenção pessoal, interior. Pessoas gritam, falam, gargalham... A noite está fria hoje e ainda há filmes na TV. O volume diz coisas de um modo peculiar, torna engraçada essa coisa de pensar o que falar, se comunicar despertando apenas o olhar. Pratos de porcelana por todos os lados, essa estranha sensação humana, não poder fazer nenhum movimento em falso, quando infelizmente, não há para onde ir sem quebrar alguns deles.

   Repercussões pertinentes, dignas de um palhaço, o que é a realidade? Se não uma imensa comédia, onde sua face é o picadeiro e seu nariz o mastro que sustenta a lona. A limitação é tão grande, que torna-se obrigação se focar em algo que lhe faça esquecer tudo. Em alguém você deve acreditar... Crescer, sair e cuidado pra não se matar!

   É cedo pra quê? Pra mais uma vez, como sempre, estar em dúvida? Capitão, traficante, delegado ou marginal... É falsa a ideia de identidade, suas palavras provam isso e você achou que poderia aguentar. E de repente, alguém que se mostra verdadeiramente humana, lhe faz pensar a perversidade que pode existir, nessa ideia de ser e exibir.

sábado, 5 de maio de 2012

Agora já não é normal.

   Saber a data de nascimento já nem importa mais, crescimento feito árvore, não importão os anos, mas as raízes que finquei no decorrer deles. Bog afaste essa mecânica sem lógica, laranja sem suco, deixe em paz meu coração, que devido a tropeços errantes, me chamam de bundão. Não sei se é desatenção, caminho pelas ruas me sentindo na obrigação, ser quem foi deixado, esquecer a vida de largado, enlouquecer e, como é de costume, rever o meu próprio entender.

   Me vêm um samba baixinho, pintado de orgulho com uma taça de vinho, quero ver o que você faz, que acredite sem mais, de tantas almas, junto a sua, algo me remete a paz. Não que o passado tenha deixado de existir, é interessante ouvir, mesmo sem falar, o quanto tudo muda sem nem ao menos avisar.

   Suposições do que pode ser, navegar em águas desconhecidas, no fim, mais vale deixar acontecer. Cheirinho de alecrim, cá estou enfim, mas agora empenhado para que exista um 'eu e você' sem pensar no fim. Me diz pra onde ainda posso ir, se no estreitamento da vida de 'gente grande', tudo o que sobra não nos deixa rir; não, acho que estou num caminho sem ir, sem ideia de como dele partir ou como dele sair.

   Sigo cantando, sou viajante, em meio a tantos 'Eus' me vejo apenas como pensante. E o que dizem não ser possível, sem equilíbrio ou pestanejante, meu caro amigo eu não pretendo provocar, mas algumas coisas eu vou mudar, inclusive o fato de você me dizer o que vou ser ou até o que devo fumar.