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terça-feira, 29 de novembro de 2011

energia racional,

   Essa coisa de buscar o equilíbrio, por mais anedota que seja, não é tão abordada quanto deveria. Seria no mínimo mais fácil estabelecer-se, com a ajuda do outro, conscientes, você e ele; consciência, talvez algo superior, que nos leve a entrar em conexão com as possíveis mediações que podemos causar na vida do próximo pelo simples ato de cumprimentá-lo.


   Esqueceu-se da necessidade real, você mesmo, com as bordas dos pensamento cristalizados; personalidade existe, quer queira ou não, mas junto a ela, o raciocínio aparece feito as fadas dos contos da Disney (daquelas que realizam os desejos e tudo o mais), porém, ao invés de um prazo de meia noite para voltar pra casa, são postas duas lentes frente a sua realidade, te fazendo parecer um peixo com óculos para natação.


   São tantas informações, dizem até ser a era do conhecimento, nado em meio a novas palavras, só que por um minuto eu paro pra pensar: só não me dizem o que eu quero escutar. Crença e ceticismo andam juntos, ou melhor, correm, disputam uma maratona em minha vida, daquelas infinitas onde uma fica ultrapassando o outro. Falta paciência, até os sentidos correm; novamente me vejo parado, observando, como a nossa vida é mesquinha.

sábado, 19 de novembro de 2011

noiteando.

   Talvez seja a delicadeza da escuridão, a menina mais bonita da noite, vestida com as luzes da cidade; pra variar me acompanha nos acréscimos do segundo tempo. Cada dança que me acompanha, vêm um pensamento ou aprendizado, assim dito porque pensamento nem sempre é aprendizado, enfatizando sempre a mesma coisa: "Pra quê?". É tudo um vício, agora que você pensa em novos nomes de doenças, é tudo viagem, você sabe, mas até então é o que mais me aquece o peito.
   Dentro de um cubo amarelo, se vê o vasto lençol negro que abraça o céu. As vontades são das mais diferentes, responsabilidades espalhadas na escrivaninha em baixo de um xícara vazia; a presença dela realmente tem lhe mudado, mesmo sem muito contato visual, as coisas já foram mais pacatas e o que parece se tornar efêmero, traz vontades que o tempo nunca permitirá.
   Não, não existe casualidade; isso parece sinal de fé? Talvez devesse correr até a rua dela e clamar amores até que os vizinhos se emputecessem todos... Baboseiras são comuns, ainda assim, falta talvez coragem para ver o o crepúsculo virar noite. Ainda que não seja uma daquelas tempestades, bem em cima da sua moral, que baixa, facilita bastante novos aprendizados, mudanças; e já dizia a rapaziada: "Se nada der certo, viro puta.". E quando amanhecer, e a garoa for o que restar da garota, vejamos se a vida não valha a pena.