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terça-feira, 28 de junho de 2011

solitária.

   Você lê nos livros o que lhe parece de acordo com a realidade mais aceitável que essa mente tão conturbada define como correto ou não. Valorização da verdade, tão relativa e cheia de complexidades, parece fácil de se definir quando ditada por alheios que pensam compreendê-la tão ferozmente quanto um homem compreende uma mulher.

   Hora julga estar preso, hora julga ser livre. Liberdade que realmente não se depara mais com a minha pessoa, ouvindo fatos cotidianos, de quem não parecia ser um porém, faz brilhar a luz que ilumina a solitária, onde sua mente sem perceber se confinou e armou de argumentos fictícios e sem qualquer escrúpulos fazendo das palavras uma hierarquia que por consequência, penitencia seu ser.

   Verdade essa que não quer calar, evito sons, evito imagens, mas o que mais faz pensar é se essa coisa do "e se" não for só mais um devaneio de realidade, e você sem saber, pode estar perdendo o que não fazia parte da sua maioridade. Mudanças, jogadas contra a parede e retratadas como um nada, e você sabe que o que lhe dizem tem sentido; não será preciso mudar, mentes formadas não se resumem a algo concreto e coerente, cabe a mim mudar apenas a forma de pensar, tirar de vez do peito a solidão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

De uma utopia passada;

   De tempos quando o corpo não pedia mais da minha própria alma, minha vida não parou, momento algum. Tudo que escuto me parece "zum zum zum", quando tudo o que eles querem é um sim, meu cartão postal retrata o fim, mas não por ânsia que o mesmo se aproxime, talvez porque o que passou foi inspirado sem fins. Nostalgicamente o frio demonstra um talento incomparável de se fazer insuportável feito tempos antigos, tempos a qual você parece nem se lembrar mais.

   O vento abre o guarda-chuva, as folhas parecem não cair mais das árvores, turbilhões de insuficiência sentimental passam no meio do seu peito e congelam tudo o mais que havia ainda vivo. Essa mania de desvio da realidade, tão ilícita quanto deveria ser a sociedade, se faz como meio escolhido a fugas mentais, infelizmente talvez isso comece a me desmentalizar, de repente olho pra frente sem saber o que falar.

   Não ouço mais o galo cantar, sob a selva metalizada por instinto acendo uma vela e me deixo guiar, sem rumo ou caminho tudo o que faço é planejar, ta na hora de lutar, começar, fazer e terminar. Ai começam a pedir a chave pra abrir o que tem aqui, não não vai rolar, não mais, tudo o que fiz foi trancar, sem planos para o que vai ser ou no que vai dar.