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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

lógicas e incógnitas

   E se tudo que um dia lhe fez feliz não mais te satisfaz, e se tudo que você adorava agora não passa de um fio de navalha numa história já contada. Falar de capitalismo e todos os seus idealismos se torna fácil, a partir que ideias a esmo invadem sua mente num súbito encontro de ideais relutantes que mais estão para uma injeção de ânimos.

   E se quando sua mãe sorri você sente que realizou o que um dia lhe disseram ser impossível, e se todos aqueles sorrisos que antes virados para você, hoje se colam abaixo do queixo e mostram sentir pena de si mesmos não sabendo se é arrependimento ou inveja. Quaisquer que seja, não me importa fazer calar essas pobres almas confusas e carentes, não me importa se riem ou sorriem, me importa o importante, o amor e a conciliação que na minha vida são levadas adiante.

   A música orquestrada guia as pegadas que vou deixando na chuva, andando em nuvens eu sei que estou melhor do que nunca, sem cabelo e dentes sem aparelho, já não sou mais uma criança, só não quero ser adulto, então fico nesse transe de felicidade e puberdade, rimando e aprendendo. Lágrimas só se forem de riso, o amor eu sei que vai acabar me encontrando e, enquanto espero a boca de mais alguns vou calando.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

tênis molhado.

   Parece que quando o céu escurece, ventos úmidos e gelados entram pelas janelas da casa e começa a se ouvir estrondos vindos de longe; passou da hora de dormir, que todo o ambiente não pode ser aproveitado enquanto o tempo continuar nublado. Pena dos que ainda não saíram de casa, que não puderam saciar a sede do ser com o principal produto que nos faz viver.

   Daquelas que chegam assim, bem de repente. Num dia de calor, mostrar como sou, num dia escuro onde o show é chuva. As gotas quando caem, parecem palmas apaixonadas de um público que ama seu cantor; e servem até pra quem nunca chorou, gelam os braços até de quem já guerreou.

   Alvos a esmo, polícia e bandido, até você e a mim mesmo. E depois de um certo tempo, os seus ou os meus, tênis coitados, daqueles sujos e furados, ou dos novos e bordados, parecem fazer unir os pés com as meias, e num momento você sente que assim conseguiria até dormir. E os tênis parecem começar a gostar, da chuva que nunca falha, te garantindo que o sol mais uma vez vai nascer pra brilhar.